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08/06/2011

Seminário: palestrantes falam sobre o Esporte para Todos

O primeiro dia do Seminário Internacional de Esporte e Desenvolvimento Humano Sustentável aconteceu nesta terça-feira, dia 7, no SESC Pinheiros, em São Paulo. A conferência de abertura foi conduzida pelo professor Dr. Francisco Lagardera Otero, do Instituto Nacional de Educação Física da Catalunya (Espanha), que falou sobre os jogos desportivos e sua relação com as emoções.

A abertura do evento contou com a participação do diretor regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda e Rodolfo Valgoni da FEPADET (Federação Pan-Americana de Esporte para Todos). Para o diretor regional do SESC, o incentivo à prática esportiva está diretamente relacionada ao desenvolvimento do ser humano. “É irrefutável o papel dos esportes na transmissão dos valores positivos e no prazer lúdico de participar de uma brincadeira séria. E tem sido feito um esforço extraordinário para superar os problemas e melhorar a qualidade de vida de todos”.

Já Rodolfo Valgoni, reforçou a importância de pensar no Esporte para Todos de maneira independente. “A FEPADET nasceu com essa proposta independente e pretendemos dar um novo significado à prática de atividade física”.

A explicação de esporte sustentável foi desenvolvida pelo professor Dr. Lagardera que falou sobre a possibilidade do esporte atuar como um instrumento para uma construção social que permita o desenvolvimento humano sustentável. “Não é qualquer tipo de esporte que faz bem às pessoas. A ampliação do acesso ao esporte é um caminho que leva ao bem-estar, porém somente quando é feito de forma sustentável”.

O professor citou os princípios de precaução, individualização e diversidade como fundamentais para que a ideia do esporte sustentável e acessível seja possível. “É importante que cada indivíduo escute seu corpo. É um aprendizado tão importante quanto ler e escrever’’, disse. “A prática da educação física deve, portanto, começar agora e não amanhã”. Lagardera aproveitou e convidou a plateia a realizar um breve exercício durante o seminário.

Outro destaque do primeiro dia do Seminário Internacional Esporte e Desenvolvimento Humano Sustentável foi o debate entre o professor Dr. Marco Paulo Stigger, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o professor Dr. Edison de Jesus Manoel, da Universidade de São Paulo e o vice-presidente da FEPADET, Oscar Azueiro, que falaram sobre ações que vão ao encontro dos conceitos do Esporte para Todos.

As diferentes visões e o valor intrínseco da prática esportiva foram debatidas pelos especialistas que consideram o acesso ao esporte um direito de todos os cidadãos. Para Stigger, o significado do esporte é diferente para cada indivíduo. “O esporte faz sentido para as pessoas, mas cada um atribui a ele um significado diferente”.

Já Oscar Azueiro reforçou o potencial que o esporte possui para unir uma comunidade, dando o exemplo de seu país, a Colômbia. “O Esporte para Todos acaba atuando como uma ferramenta de inclusão social na Colômbia. Não há melhor linguagem do que o esporte, as pessoas se entendem através do movimento”.

APRESENTAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS

No período da tarde, profissionais ligados a diversas organizações compartilharam experiências que visam garantir a prática de atividade física e a vivência do lazer entre as pessoas. Representantes da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação da cidade de São Paulo, do Ministério dos Esportes, membros de instituições e empresas estiveram presentes. 

A gerente de negócios sustentáveis e inovações da Nike, Alice Gismonti falou sobre os ideias da empresa e deu exemplos de como é possível apoiar a causa. “O DNA da empresa (da Nike) é o esporte e a inovação. Acreditamos que um mundo melhor começa com o esporte”.

A questão das responsabilidades e a necessidade de articular todas as instituições da sociedade para viabilizar o Esporte para Todos foi insistentemente defendida pelos palestrantes.

GRUPOS DE TRABALHO (GTs)

O segundo dia do Seminário teve como objetivo ampliar a discussão acerca do tema Esporte para Todos e abrir um diálogo entre participantes e palestrantes. Nos três Grupos de Trabalho, a troca de experiências a partir de realizações concretas e ideias para o futuro foram o centro das discussões.

O administrador do Parque do Povo, em São Paulo, Luiz Carlos Sampaio, fez uma breve apresentação da estrutura do parque e propôs uma reflexão sobre o uso de áreas verdes para a prática esportiva. “Trabalhamos com o entendimento de que o esporte está relacionado com o bom uso do espaço. Mas, nas áreas verdes, é preciso pensar estrategicamente quais práticas não prejudicarão estas áreas”, afirmou Sampaio.

Em outros grupos de discussões, a temática foi direcionada para a criação e desenvolvimento de redes em Esportes para Todos. Para Victor Brau, da Secretaria Executiva da Rede de Esportes pela Mudança Social do Brasil, o País está no momento de discutir o legado que os grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, podem deixar para a população.

Sobre o trabalho em rede, Brau afirmou que os coletivos visam potencializar o trabalho de cada membro buscando a troca de informações e experiências. “O dinamismo da rede permite aproveitar o melhor de cada instituição, de cada participante”. 

 

 

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