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Mão na Massa, da ideia ao ideal

Participantes apresentaram alguns objetos de sua produção
Participantes apresentaram alguns objetos de sua produção

Alinhavos, pontos, nós, costuras e bordados abrem aspas para um mundo de possibilidades, de realização e transformação “Mão na Massa”.

Não por acaso, o seminário adotou o recheio destas aspas como nome e trouxe ao Sesc Piracicaba rodas de conversa, oficinas de saberes e fazeres de alguns grupos que se mobilizaram para mutar ideias em objetos, fonte de renda, preservação de identidade cultural e vocação empreendedora.

Realizado em co-curadoria com a Artesol, a proposta do Seminário foi de apresentar e valorizar as técnicas artesanais enquanto patrimônio cultural brasileiro e seus recortes de contribuição social e econômica nas comunidades.

Na programação de abertura, Josiane Masson, da ArteSol, compartilhou alguns depoimentos para dar profundidade ao tema, tenham sempre em mente esses relatos nos próximos dias:

“Eu não tenho forma. Minha forma é meus dez dedos! Penso aqui... e as minhas mãos trabalham. Eu tenho orgulho do meu trabalho... de ser artista"

Maria Cícera, ceramista de Irará, BA.

“Eu faço tapete, eu faço rede, faço colchonilho para carro, pra chão, joguinhos americanos. Já tô fazendo vários tipos de coisas que a gente não tinha ideia de fazer antes de ser capacitados”.

Maria Ribeiro dos Santos, tecelã de Poço Verde, SE

 

“Eu hoje não me sinto só como uma dona de casa. Eu hoje me sinto como uma artesã.”

Antonia Ramos Resende, artesã de Urucuia, MG

“Eu fazia peças e ia vender por aí. Trocava por feijão, por milho, por arroz, por qualquer coisa. Porque quando o camarada não tem onde entregar, ele vende em qualquer canto. Hoje tem cliente em Porto Alegre, tem em Nova York, tem em Roma... que eu mandei umas peças pro Papa de lá”.
 

Manoel Graciano Cardoso, escultor de Juazeiro do Norte, CE.

“Já sabemos como se organizar, dividir as encomendas que a gente não sabia; como trabalhar em grupo, como dialogar uma com a outra, que a gente não sabia, hoje já sabe! Uma tá querendo cair, a outra levanta... porque nós já temos o curso pra saber qual o primeiro passo que deve ser tomado.” 

Nair Lima Santiago, artesão de Valente, BA

 

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