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gigantesca montanha Nilgiri, de 7.061 metros e eternamente
coberta de neve (ao fundo), é testemunha de celebrações
budistas na região do vilarejo de Jharkot. |
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Nepal
Caminhando no topo do mundo
Por Sérgio Túlio Caldas
Localizado ao longo das mais surpreendentes
montanhas do Himalaia, o Reino do Nepal é um país de eterno
fascínio. Nos limites de seu pequeno território, apertado
entre as imensidões da China e da Índia, vive um povo de raízes
multiculturais, a história se mistura a lendas de deuses e,
está comprovado pelos viajantes mais experientes, é por suas
trilhas que se faz uma das mais belas caminhadas do planeta.
O Nepal é dono dos maiores picos do mundo (oito entre as 10
montanhas mais altas da Terra estão ali) e as rotas de trekking
mais populares no país oferecem vistas sensacionais desses
fantásticos maciços. Há inúmeras possibilidades de trekking
e, o que mais atrai adeptos de todo o mundo, é a generosa
oferta de programas: pode-se fazer caminhadas que duram de
3 dias a mais de um mês, é possível escolher de trilhas facéis
a longos percursos que exigem extremo profissionalismo na
área. Entre as trilhas mais famosas, podemos enumerar algumas,
como as caminhadas de Helambu, Langtang, Jomson e o campo
base do Everest. Há inúmeras agências na capital, Katmandu,
que oferecem as mais diversas programações. Se você escolheu
o Nepal para caminhar, não se arrisque em qualquer época do
ano. Tenha em mente que a melhor época é de outubro a maio
(quando não chove). Evite os meses de junho a setembro, o
período das monções, quando ventos e chuvas fortes atrapalham
qualquer programa. Como sugestão para informações detalhadas
leia o guia Trekking in the Nepal Himalaya, da editora Lonely
Planet (disponível nas grandes livrarias) ou encomende através
do site www.lonelyplanet.com.
No Brasil, a agência Mundus Travel (tel.11-289 3675 ou site
www.mundus.com.br)
organiza trekkings, inclusive personalizados, pelas mágicas
regiões nepalesas.
Caminho
de Anchieta
Ensina a redescobrir o Brasil, a pé
Por Oswaldo Malva Pereira Ramos
Você
pode caminhar 105 quilômetros, revivendo o itinerário
histórico do Padre Anchieta em suas peregrinações
evangélicas, no litoral do Espírito Santo, entre
a capital Vitória e a cidade de Anchieta, sua última
residência.
Em 3 dias de percurso, fazendo de 30 a 35 quilômetros
por dia (com paradas para pernoite), já são
quase 2000 pessoas (número crescente a cada ano) que
participam da caminhada "Os Passos de Anchieta",
por ocasião da festa do Beato (início de junho),
trilhando a orla marítima Capixaba por entre praias,
restingas, parques, estradas costeiras e quando necessário,
centros urbanos.
O grande combustível para você enfrentar essa
jornada, fora as convicções pessoais, são
as belezas do percurso. Com o mar e a praia como cenário
de fundo, paisagens exuberantes se sucedem. É gente
de todos os lugares do Brasil, jovens, idosos, em grupos ou
individualmente, de qualquer compleição física,
raça, cor, todos caminhando (cada qual no seu ritmo),
numa corrente humana que parece interminável.
Você encontra apoio de médicos, massagistas e
dos organizadores, em diversos postos distribuídos
ao longo do percurso. E não é obrigado a terminar
o trajeto diário. Não agüentou? Basta pegar
uma condução, que muitas vezes pode ser a da
própria organização do evento, e dirigir-se
ao final da etapa do dia. Daí é só descansar,
e retomar o caminho no dia seguinte.
Olhando à frente, olhando atrás, você
vê caminheiros andando. Se reparar bem, verá
pés com tênis, chinelos, só de meias,
descalços; passos mais rápidos, mais lentos,
mancando ou até se arrastando. Todos querem cumprir
a missão! Se você vai ao banheiro ou tomar um
lanche, quando volta à trilha, passa outra vez por
pessoas que já cruzou anteriormente: continuam firmes,
perseverantes. Durante todo o tempo, o povo das comunidades
locais saúda os andarilhos, gratificando seu esforço.
Enfim, sejam amantes da natureza, fãs da história
ou da religião, adeptos do trekking, todos irão
chegar e tirar da experiência um aprendizado para a
vida.
Na próxima, encontro você lá, que tal?
Para conseguir informações detalhadas, você
pode consultar a
ABAPA (Associação Brasileira dos Amigos
dos Passos de Anchieta)
Pelos telefones
(27) 227-2661 / 315-5472 / 315-5473, ou através do
site: www.abapa.org.br
Bike Repórter Eldorado FM e Bike Notícias Guia
Local
Por Arturo Alcorta
Ciclista
a mais de vinte anos e apaixonado por pedalar no meio urbano,
acabei me transformando num amante da cidade em si. E aí,
nada melhor do que morar numa cidade como São Paulo,
onde a relação tem de tudo, menos monotonia.
Em 1981 criei o Projeto de Viabilização de Bicicletas
como Meio de Transporte, Esporte e Turismo para o Estado de
São Paulo, a pedido da família Montoro, o que
acabou não resultando em muita coisa, infelizmente.
Anos depois, lá por 1988, fui um dos introdutores do
"mountain bike" no Brasil (os cariocas começaram
primeiro, mas numa escala menor). Renata Falzoni me lembrou
que fui o primeiro guia do primeiro Night Biker´s da
história, nos idos de 1989. O tempo passa e a bicicleta
permanece em minha vida.
Sempre tive uma grande preocupação em dar algum
retorno para São Paulo e isto me levou a procurar a
Rádio Eldorado com dois projetos: um para passar informações
de trânsito nos dias que o helicóptero não
levantasse, e outro que chamei de "Expedição
a cidade de São Paulo" que visava mostrar uma
cidade que passava (e continua passando) pela vida dos paulistanos
sem que eles a conheçam bem. Patrícia Palumbo
tinha a mesma idéia e nesta história, confesso
que não me lembro quem tenha entrado em contato primeiro,
mas o casamento saiu na hora. Quando fui para rua pela primeira
vez, percebi que talvez não conseguisse fazer o trabalho,
e só eu sei o que passei naqueles primeiros dias. Surgia
o Bike Repórter Arturo Alcorta, de Segunda a Sexta,
das 18:00h às 20:00h no 92.9 da FM. Guia Local surgiu
por causa de meu trabalho com a Eldorado. Se na rádio
tudo é muito rápido, na internet pode ser um
trabalhado com calma. Já havia sido colunista de grande
jornal antes, mas nunca fui colunista diário. O prazer
de estar com eles é grande, muito em parte pelo suporte
de Marcelo Moreira, o editor chefe. Tenho liberdade plena,
e trato de brincar (a sério) com os textos. Deem uma
olhada e comentem: www.guialocal.com.br
A verdade é que sou um ativista da bicicleta. A importância
dela na sociedade moderna é incontestável, principalmente
num país pobre como o nosso.

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