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17h
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Conversando
com mamãe
(Conversaciones con Mamá) |
Argentina/Espanha,
2004
Direção: Santiago Carlos Oves.
Elenco: China Zorrilla, Eduardo Blanco, Ulises Dumont, Silvina
Bosco. |
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Recém-desempregado,
o quarentão Jaime (Eduardo Blanco, de O Filho da Noiva)
e sua mãe de 82 anos (China Zorrilla) vão redescobrir
o prazer de passar mais tempo juntos e as inúmeras possibilidades
de acertar suas novas e antigas diferenças. Neste momento de
ruína econômica na Argentina, o filho quer convencer
a mãe a vender o apartamento em que ela mora. Mas a mãe
resiste à idéia. Para convencê-la o filho passa
a visitá-la com mais freqüência do que em seus dias
de sucesso profissional, quando mal lhe telefonava. Agora, o tempo
sobra para Jaime e lhe dá oportunidade de uma rara redescoberta
do próprio passado e de sua mãe. |
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19h
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Exílios
(Exils) |
França/Japão,
2004
Direção: Tony Gatlif.
Elenco: Romain Duris, Lubna Azabal, Leila Makhlouf. |
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Zano
(Romain Duris) e Naïma (Lubna Azabal) são um casal de
jovens parisienses de origem argelina. Um dia, Zano propõe
à sua companheira uma longa viagem, atravessando a França
e a Espanha para chegar à Argélia e conhecer, por fim,
a terra de onde seus pais tiveram que fugir, anos atrás. É
uma busca das origens, do sentido da própria vida, uma aventura
de encontro a novas paisagens e sabores, sem roteiro nem planos definidos.
Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival
de Cannes 2004. |
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21h
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Vinícius
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Brasil/2005
Direção: Miguel Faria Jr.
Elenco: Zeca Pagodinho, Mart´nália, Olivia Byington,
Mônica Salmaso, Adriana Calcanhoto e Yamandú Costa. |
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Vinte
e cinco anos após a morte de Vinícius de Moraes, o diretor
Miguel Faria Jr. rememora o poeta e compositor neste documentário.
O filme alterna a leitura de seus poemas, na voz dos atores Camila
Morgado e Ricardo Blat, com imagens raras e inéditas de Vinícius,
além de depoimentos de ex-mulheres, filhos e dos muitos amigos
como Chico Buarque de Holanda, Tônia Carrero, Maria Bethânia,
Edu Lobo, Carlos Lyra, Caetano Veloso e outros. Ainda, cantores e
instrumentistas de diferentes gêneros e estilos recriam parte
de suas músicas. |
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17h
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Casa
de Areia
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Brasil/2005.
Direção: Andrucha Waddington.
Elenco: Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Seu Jorge, Luiz
Melodia, Emiliano Queiroz, Ruy Guerra, Enrique Díaz, Stênio
Garcia. |
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Um
sonho de Andrucha Waddington a partir de uma conversa com o produtor
Luiz Carlos Barreto, inspirou o roteiro do filme. É a utopia
de desbravar uma nova fronteira que leva o conquistador Vasco (Ruy
Guerra) a arrastar sua jovem mulher grávida, Áurea (Fernanda
Torres) e a sogra, Maria (Fernanda Montenegro) para uma vasta duna
no Maranhão, em 1910. Neste ambiente formado de sol, luz e
areia, ele encontra a morte e lança as duas mulheres num novo
destino. |
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19h
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Closer
Perto Demais
(Closer) |
EUA/2004.
Direção: Mike Nichols.
Elenco: Natalie Portman, Jude Law, Clive Owen, Julia Roberts.
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O
jornalista Dan (Jude Law) tem uma vida tediosa, escrevendo obituários
para um jornal. Um dia, salva de um atropelamento uma bela jovem,
Alice (Natalie Portman). Os dois começam a namorar. Meses depois,
para o lançamento de seu primeiro livro, Dan visita o apartamento
da fotógrafa Anna (Julia Roberts), que fará as fotos
de divulgação. No meio do trabalho, os dois acabam fazendo
um jogo de sedução meio inconseqüente e se beijando.
Dan imediatamente acha que estão vivendo um caso amoroso, enquanto
Anna fica espantada. Um quarto integrante, o médico Larry (Clive
Owen), entra de forma estranha nesta rede de relacionamentos complicados.
Os encontros e desencontros amorosos do quarteto levam a uma cruel
sucessão de mentiras e manipulações, em que os
melhores sentimentos terminam por ser esmagados. Baseado em peça
teatral do britânico Patrick Marber. |
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21h
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Contra
a Parede
(Gegen
Die Wand) |
Alemanha/Turquia,
2004.
Direção: Fatih Akin.
Elenco: Birol Ünel, Sibel Kekilli, Catrin Striebeck, Güven
Kirac, Meltem Cumbul. |
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Neste
drama vencedor do Urso de Ouro em Berlim (2004), o diretor estreante
Fatih Akin retratou o mundo dos alemães de origem turca. Cahit
(Birol Ünel) é um homem de 40 anos que desde a morte da
mulher vem se afundando no alcoolismo. No auge da depressão,
após uma noitada, acelera seu carro contra uma parede, disposto
a acabar com a própria vida. Vai parar numa clínica,
onde conhece a bela Sibel Güner (Sibel Kekilli), internada depois
de cortar os pulsos pela enésima vez.
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17h
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Cabra
Cega |
Brasil/2004.
Direção: Toni Venturi.
Elenco: Leonardo Medeiros, Débora Duboc, Michel Bercovich,
Jonas Bloch. |
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A
utopia da luta armada dos anos 70 no Brasil é retratada a partir
de um registro intimista. O protagonista é Tiago (Leonardo
Medeiros), um guerrilheiro ferido num confronto com a polícia.
Escondido no apartamento de um simpatizante (Michel Bercovich), ele
passa o tempo todo aterrorizado, preparado para matar e morrer caso
seja descoberto. Seu único contato com o mundo exterior é
Rosa (Débora Duboc), que cuida de seu ferimento, traz-lhe comida,
jornais e as instruções do líder de seu grupo
(Jonas Bloch). Filme vencedor dos prêmios de melhor diretor
(Toni Venturi), roteiro (Di Moretti) e de público do Festival
de Brasília 2004.
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19h
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Cidade
Baixa |
Brasil/2005.
Direção: Sérgio Machado.
Elenco: Lázaro Ramos, Wagner Moura, Alice Braga, João
Miguel, José Dumont, Olga Machado. |
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A
história pulsa na pele dos personagens Deco (Lázaro
Ramos), Naldinho (Wagner Moura) e Karinna (Alice Braga), um triângulo
amoroso que se forma quando a moça, prostituta, pega carona
no barco dos dois, rumo a Salvador. Vivendo entre os bares e as ruelas
da Cidade Baixa da capital baiana, os três não conseguem
mais se largar, criando uma perigosa tensão entre os dois amigos
de infância pela posse desta mulher. Vencedor do Prêmio
da Juventude na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2005. |
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21h
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Ninguém
Pode Saber
(Dare Mo Shiranai) |
Japão/2004.
Direção: Hirokazu Kore-eda.
Elenco: Yuya Yagira, Ayu Kitaura, Hiei Kimura, Momoko Shimizu,
You, Hanae Kan. |
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Os
irmãos Akira, Keiko (Ayu Kitaura), Shigeru (Hiei Kimura) e
Yuki (Momoko Shimizu) vivem uma vida desregrada com a mãe,
Keiko (You). Com figura, voz e principalmente mentalidade infantil,
Keiko envolve-se em relacionamentos breves. Entrando e saindo de empregos,
também costuma passar longas temporadas longe de casa, abandonando
seus filhos com seu irmão mais velho, Akira, de apenas 12 anos.
Dono de um enorme sentido de responsabilidade pelos irmãos
e consciente de que pedir ajuda externa - a vizinhos, assistência
social ou policiais acarretará o risco de que os quatro
irmãos não possam continuar a viver juntos, Akira empenha-se
no limite de seus recursos de criança para continuar alimentando
e guardando os irmãos - que, como ele, nunca foram à
escola. |
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17h
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Sobre
Café e Cigarros
(Coffee and Cigarettes) |
EUA/2003
Direção: Jim Jarmusch.
Elenco: Roberto Benigni, Steven Wright, Joie Lee, Cinqué
Lee, Steve Buscemi, Cate Blanchett, Alfred Molina, Steve Coogan, Bill
Murray, GZA, RZA, Tom Waits, Iggy Pop. |
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Neste
filme formado por onze episódios fotografados em preto-e-branco,
o diretor Jim Jarmusch costura diversas situações envolvendo
o consumo de café e cigarros. O resultado é uma série
de esquetes protagonizados por atores conhecidos, quase sempre mantendo
conversas absurdamente hilariantes ou de um cinismo absoluto. O projeto
foi filmado pelo diretor ao longo de 17 anos.
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19h
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Irmãos
(Son
Frère)
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França/2002
Direção: Patrice Chéreau.
Elenco: Bruno Todeschini, Eric Caravaca, Nathalie Boutefeu.
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Dois
irmãos, Thomas (Bruno Todeschini) e Luc (Eric Caravaca) vivem
afastados. A descoberta de que Thomas sofre de uma doença rara,
que gradativamente destrói as plaquetas de seu sangue, aproxima-o
de Luc, que se dedica a cuidar dele num momento em que todos os demais
o abandonaram. As diferenças de personalidade e opções
sexuais ficam em segundo plano. Thomas e Luc conversam como há
muito não faziam, retomando uma intimidade que nem sempre é
harmoniosa mas se estabelece, ainda que sem resolver completamente
conflitos e mágoas antigas. Tal como fizera em filmes anteriores,
como A Rainha Margot e Intimidade, o diretor francês
expõe a realidade dos corpos de uma maneira direta, que não
procura o embelezamento, mas o realismo. O filme valeu ao cineasta
o prêmio de melhor direção no Festival de Berlim
2003. |
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21h
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Dois
Filhos de Francisco
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Brasil/2005.
Direção: Breno Silveira.
Elenco: Ângelo Antônio, Dira Paes, Dablio Moreira,
Marcos Henrique, Márcio Kieling, Paloma Duarte, Thiago Mendonça.
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O
diretor de fotografia Breno Silveira estréia na direção
desta história da infância e juventude de uma das duplas
sertanejas mais conhecidas do País: Zezé de Camargo
e Luciano. A narrativa é centrada na figura de seu pai, o agricultor
Francisco Camargo (Ângelo Antônio) que vive no interior
de Goiás e tem uma única obsessão: transformar
seus dois filhos mais velhos, Mirosmar (Dablio Moreira) e Emival (Marcos
Henrique), numa dupla de cantores de sucesso.
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15h
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Conversando
com Mamãe
(Conversaciones con Mamá) |
Argentina/Espanha,
2004.
Direção: Santiago Carlos Oves.
Elenco: China Zorrilla, Eduardo Blanco, Ulises Dumont, Silvina
Bosco. |
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Recém-desempregado,
o quarentão Jaime (Eduardo Blanco, de O Filho da Noiva)
e sua mãe de 82 anos (China Zorrilla) vão redescobrir
o prazer de passar mais tempo juntos e as inúmeras possibilidades
de acertar suas novas e antigas diferenças. Neste momento de
ruína econômica na Argentina, o filho quer convencer
a mãe a vender o apartamento em que ela mora. Mas a mãe
resiste à idéia. Para convencê-la o filho passa
a visitá-la com mais freqüência do que em seus dias
de sucesso profissional, quando mal lhe telefonava. Agora, o tempo
sobra para Jaime e lhe dá oportunidade de uma rara redescoberta
do próprio passado e de sua mãe. |
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17h
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Apenas
um Beijo
(Ae
Fond Kiss) |
Inglaterra/Alemanha/Bélgica,
2004.
Direção: Ken Loach.
Elenco: Atta Yaqub, Eva Birthistle, Shabana Akhtar Bakhsh,
Shamshad Akhtar, Shya Ramsan, John Yule, Gary Lewis. |
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Cidade
multiétnica, Glasgow, na Escócia, tem uma grande comunidade
paquistanesa e muçulmana. O filho do meio de uma dessas famílias
é o DJ Casim (Atta Yaqub), que deve casar-se com uma prima.
Ele não tem conflitos com isso até o dia em que conhece
uma das professoras da escola de sua irmã, uma irlandesa católica,
Roisin (Eva Birthistle).
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19h
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Bom
Dia, Noite
(Buongiorno,
Notte) |
Itália/2003
Direção: Marco Bellochio.
Elenco: Maya Sansa, Roberto Herlitzka, Luigi Lo Cascio, Pier Giorgio
Bellocchio, Paolo Briguglia. |
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1978.
Chiara (Maya Sansa) é uma jovem de vida dupla. De dia, é
bibliotecária. Quando volta para casa, torna-se uma das militantes
das Brigadas Vermelhas, grupo terrorista italiano que acaba de realizar
sua ação mais sensacional: o seqüestro, à
luz do dia, do primeiro-ministro democrata-cristão Aldo Moro
(Roberto Herlitzka). |
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21h
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Reis
e Rainha
Rois
et Reine |
França/2004
Direção: Arnaud Desplechin
Elenco: Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Catherine Deneuve,
Maurice Garrel, Magali Woch, Hippolyte Girardot, Valentin Lelong.
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A bela Nora Cotterelle (Emmanuelle Devos) tem tudo o que quer da vida.
Diretora de uma galeria de arte, cuida do filho pequeno e prepara-se
para o terceiro casamento, agora com um homem muito rico. O primeiro
sinal de perturbação neste futuro que parece brilhante
é quando a doença de seu pai, Louis (Maurice Garrel),
um velho escritor que tem câncer, agrava-se rapidamente.
Enquanto isso, o violista Ismaël (Mathieu Amalric), ex-marido
de Nora que é às vezes tomado por surtos depressivos,
acaba internado numa clínica com o consentimento dos próprios
pais. Ali dentro, ele não fará mais do que tentar driblar
os procedimentos da segurança e convencer a rígida diretora
da clínica, Madame Vasset (Catherine Deneuve), de que deve
ser liberado rapidamente dali. O desdobramento de todas as situações
leva a uma lenta reversão de expectativas, revelando a dissimulação
que sustenta todos os relacionamentos de Nora a mulher em torno
de quem gravitam todos os demais personagens. A câmera inquieta
do filme dirigido por Arnaud Desplechin é o instrumento mais
nítido para materializar a personalidade instável, caprichosa
e implacável de sua protagonista. . |
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15h
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O
Tempero da Vida
(Politiki kouzina) |
Grécia/Turquia,
2003.
Direção: Tassos Boulmetis
Elenco: asos Bandis, Markus Osse, Renia Louizidou, Ieroklis
Michaelidis, Georges Corraface |
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No final dos anos 50, em Istambul, turcos e gregos convivem em harmonia.
A colônia grega é grande. Um de seus membros é
Vassilis (Tasos Bandis), dono de uma loja de especiarias, expert em
conselhos culinários, aprendidos com atenção
pelo neto Fanis (Markus Osse). Traçando uma analogia entre
comida e vida, Vassilis sempre repete que é preciso colocar
um pouco de sal nas duas para dar o sabor. Repentinamente, as tensões
políticas crescem entre a Grécia e a Turquia e os pais
de Fanis são obrigados a voltar para a terra natal. O velho
Vassilis, porém, recusa-se a sair da Turquia.
O menino sempre se ressente desta distância do avô, a
quem homenageia manifestando um inusitado talento para a cozinha.
Chega a assustar os pais com sua disposição para a culinária,
acordando no meio da noite para preparar pratos o que também
é um jeito de aliviar as naturais tensões da adolescência.
Fanis chega à vida adulta disposto a tornar-se um chef. E chega
o dia de voltar a Istambul, reencontrando os sabores e a memória
de sua infância, seu primeiro amor e o avô. Numa atmosfera
de realismo mágico, o filme de Tassos Boulmetis dá conta
da riqueza do multiculturalismo. |
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17h
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Cinema
Aspirinas e Urubus
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Brasil/2005.
Direção: Marcelo Gomes.
Elenco: Peter Ketnath, João Miguel, Madalena Accioly,
Jeane Alves, José Leite. |
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O filme de estréia do cineasta e roteirista pernambucano Marcelo
Gomes baseia-se nos relatos de seu tio-avô, Ranulpho. Contando
com a parceria do premiado Karim Aïnouz (diretor de Madame Satã),
o roteiro resultou num filme de estrada que, pelo uso da câmera
na mão e a fotografia despojada, revisita o cenário
favorito do Cinema Novo o sertão - e atualiza a eterna
discussão sobre a identidade brasileira.
Nos anos 40, pouco antes da entrada do Brasil na II Guerra, dividem
a dura vida de vendedores itinerantes de aspirina a bordo de um caminhão
o alemão Johann (Peter Ketnath) e o nordestino Ranulpho (João
Miguel). Como costuma acontecer aos forasteiros em terra estranha,
o europeu precisa de um guia experiente. Ranulpho é de grande
valia para falar a mesma língua que as comunidades e conseguir
comida ou favores.
Dessa convivência às vezes tensa mas sempre transparente,
nasce uma amizade serena fundamental até para a sobrevivência
de Johann num momento de doença causada pelo atrito com a terra
tropical. Sem concessões fáceis nem mensagem edificante,
traça-se a narrativa límpida deste filme aparentemente
simples, mas tão carregado de significados que se expandem
a cada novo olhar. |
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19h
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Marcas
da Violência
(A
History of Violence)
|
EUA/2005.
Direção: David Cronenberg.
Elenco: Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris, Ashton Holmes,
William Hurt. |
| |
Dono de uma lanchonete no interior dos EUA, Tom Stahl (Viggo Mortensen)
leva uma vida de cidadão exemplar. Vive tranqüilamente
ao lado da mulher, a advogada Edie (Maria Bello) e um casal de filhos.
Tudo muda no dia que a lanchonete é invadida por dois assaltantes
e Tom liqüida os dois a tiros em legítima defesa.
O incidente eleva instantaneamente o pacato comerciante à condição
de herói, tanto na imprensa local quanto no resto do país.
Esta exposição traz à cidadezinha um novo forasteiro,
Carl Fogarty (Ed Harris). Com o rosto deformado por cicatrizes e comportamento
ameaçador, Fogarty garante que Tom Stahl não é
quem diz ser e sim um delinqüente que deixou contas a ajustar
em outro lugar.
A segurança de Fogarty nestas afirmações não
abala a confiança de Stahl, que nega veementemente o que ele
afirma. Ainda assim, surgem dúvidas no espírito de sua
mulher. O filho mais velho do casal, Jack (Ashton Holmes), até
então tímido, muda completamente de atitude, partindo
para o revide contra os colegas mais agressivos de sua escola. Um
novo clima está se instalando no lugar e Tom decide fazer uma
inesperada viagem. Baseado na graphic novel de John Wagner e Vince
Locke. |
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21h
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O
Signo do Caos
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Brasil/2003.
Direção: Rogério Sganzerla.
Elenco: Otávio Terceiro, Camila Pitanga, Helena Ignez,
Djin Sganzerla, Giovanna Gold, Eduardo Cabús, Gilson Moura.
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Neste que foi o último filme do cineasta Rogério Sganzerla
(1946-2004), ele se manteve fiel ao credo experimental e ousado de
toda a sua obra, em que se destacam O Bandido da Luz Vermelha (1968)
e A Mulher de Todos (1969). Este filme mais uma vez aborda uma das
obsessões do diretor, a vinda do diretor Orson Welles
para o Brasil nos anos 40 para a filmagem do inacabado It´s
All True. Observa-se a chegada das latas do filme It´s All True
ao Brasil, sendo prontamente apreendidas pelo dr. Amnésio (Otávio
Terceiro), que fica obcecado em censurar e banir a obra de qualquer
possibilidade de exibição. Simbolizando os censores
do Estado Novo, do governo Getúlio Vargas (época em
que Orson Welles veio ao Brasil), Amnésio representa um dos
alvos preferenciais de Sganzerla, que coloca a censura e a burocracia
da produção cinematográfica como os dois principais
inimigos da arte e da expressão de idéias. Por conta
da dificuldade para conseguir recursos para filmar seus projetos,
Sganzerla ficou sete anos sem filmar, entre 1997 e 2003, quando realizou
O Signo do Caos. Filmado em super 16 mm e 35 mm, em preto-e-branco
e cor, o filme venceu os troféus de melhor direção
e montagem no Festival de Brasília 2003.. |
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17h
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 |
Marcas
da Violência
(A
History of Violence) |
EUA/2005.
Direção: David Cronenberg.
Elenco: Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris, Ashton Holmes,
William Hurt. |
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Dono de uma lanchonete no interior dos EUA, Tom Stahl (Viggo Mortensen)
leva uma vida de cidadão exemplar. Vive tranqüilamente
ao lado da mulher, a advogada Edie (Maria Bello) e um casal de filhos.
Tudo muda no dia que a lanchonete é invadida por dois assaltantes
e Tom liqüida os dois a tiros em legítima defesa.
O incidente eleva instantaneamente o pacato comerciante à condição
de herói, tanto na imprensa local quanto no resto do país.
Esta exposição traz à cidadezinha um novo forasteiro,
Carl Fogarty (Ed Harris). Com o rosto deformado por cicatrizes e comportamento
ameaçador, Fogarty garante que Tom Stahl não é
quem diz ser e sim um delinqüente que deixou contas a ajustar
em outro lugar. A segurança de Fogarty nestas afirmações
não abala a confiança de Stahl, que nega veementemente
o que ele afirma. Ainda assim, surgem dúvidas no espírito
de sua mulher. O filho mais velho do casal, Jack (Ashton Holmes),
até então tímido, muda completamente de atitude,
partindo para o revide contra os colegas mais agressivos de sua escola.
Um novo clima está se instalando no lugar e Tom decide fazer
uma inesperada viagem. Baseado na graphic novel de John Wagner e Vince
Locke. |
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19h
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Quanto
Vale ou é Por Quilo?
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Brasil/2005
Direção: Sergio Bianchi.
Elenco: Sílvio Guindane, Cláudia Mello, Herson
Capri, Caco Ciocler, Leona Cavalli, Lázaro Ramos, Ana Lúcia
Torres, Ana Carbatti, Lena Roque. |
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Retomando o viés crítico e provocador de trabalhos anteriores
como Cronicamente Inviável, Sergio Bianchi procura pôr,
mais uma vez, o dedo nas feridas sociais brasileiras. Partindo de
situações reais vividas no Brasil durante a escravidão,
obtidas nos autos do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, e adaptando
livremente crônicas de Nireu Cavalcânti, do século
XVIII, e o conto Pai Contra Mãe, de Machado de Assis, o diretor
traça um paralelo entre a exploração dos negros
naqueles dias e dos pobres nos dias atuais por entidades assistenciais
declaradamente voltadas para a benemerência.
Não escapam de seu crivo nem mesmo as ONGs. Em situações
dramáticas, Bianchi coloca como símbolos da hipocrisia
social dois diretores de uma delas (Caco Ciocler e Herson Capri).
Uma funcionária de um dos projetos, que instalou computadores
numa comunidade da periferia de São Paulo, descobre que os
equipamentos foram superfaturados e há contas bancárias
abertas em nomes de laranjas. Para evitar que o escândalo
venha à tona, os responsáveis aliciam um jovem desempregado
(Silvio Guindane) para tornar-se matador de aluguel e eliminar a moça. |
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21h
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A
Queda! As Últimas Horas de Hitler
(Der
Untergang)
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Alemanha/2004
Direção: Oliver Hirschbiegel.
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch,
Ulrich Matthes, Juliane Köhler, Heino Ferch. |
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No clima sufocante das últimas semanas do III Reich, quando
o exército soviético já cerca as fronteiras alemãs,
dentro do bunker do comando nazista, em Berlim, respira-se a atmosfera
do fim iminente. Hitler (Bruno Ganz), Eva Braun (Juliane Köhler),
a jovem secretária Traudl (Alexandra Maria Lara) e os militares
mais próximos do círculo do poder estão acuados.
Mas agarram-se às últimas esperanças. Hitler
desanca seus oficiais, acusa-os de incompetência, ressente-se
do abandono de dois dos seus mais altos auxiliares, Himmler e Goering.
Alucinadamente, traça planos mirabolantes de reação,
contando com tropas que já não estão disponíveis.
O filme nunca perde de vista esta megalomania insana e criminosa,
que opta por abandonar mesmo seu povo à própria sorte.
Hitler e Goebbels (Ulrich Matthes) recusam-se a ter compaixão
pelos civis alemães, acreditando que, ao escolherem seus líderes,
entregaram sua sorte em suas mãos. Se eles falharam, o povo
que os escolheu deve segui-los no fim. O próprio Hitler opta
por não se render, escolhendo o suicídio. O roteiro
baseou-se nas memórias da secretária de Hitler, Traudl
Junge, e no livro Der Untergang, do historiador alemão Joachim
Fest, biógrafo de Hitler. Filme indicado ao Oscar de filme
estrangeiro em 2005. |
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17h
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Bendito
Fruto
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Brasil/2005
Direção: Sérgio Goldenberg.
Elenco: Otávio Augusto, Zezeh Barbosa, Vera Holtz, Lúcia
Alves, Camila Pitanga, Enrique Díaz, Eduardo Moscovis, Evandro
Machado. |
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O
casal central da trama é constituído pelo cabeleireiro
Edgar (Otávio Augusto) e sua empregada negra (Zezeh Barbosa)
que é na verdade sua mulher, sem que ele queira assumir o caso
publicamente. Os dois têm um filho que mora na Espanha e que
não sabe que Edgar é seu verdadeiro pai. Para complicar,
reaparece na vida do cabeleireiro uma velha colega de colégio
(Vera Holtz), agora viúva e disposta a tudo por uma nova paixão.
O ponto forte de Bendito Fruto é somar a esse triângulo
amoroso alguns ingredientes mais polêmicos, como menções
ao racismo envergonhado da sociedade brasileira e ao homossexualismo.
Comédia inteligente, rompe uma espécie de círculo
vicioso recente do cinema brasileiro ao compor um filme de classe
média em que os personagens parecem realmente de carne e osso
e fogem aos muitos estereótipos da comédia televisiva.
Melhor ainda, o filme do estreante Sérgio Goldenberg também
escapa a esse formato televisivo, mostrando amplos planos do Rio de
Janeiro e uma fotografia realmente cinematográfica, e chega
até a satirizar as novelas.
A dramaturgia adocicada das novelas, aliás, forma um delicioso
contraponto à trama principal. Todos os personagens do filme
adoram assisti-las, sonhando com o romance complicado do galã
(Eduardo Moscovis) com duas gêmeas. |
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19h
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Bens
Confiscados
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Brasil/2004
Direção: Carlos Reichenbach.
Elenco: Beth Goulart, Werner Schünemann, Betty Faria,
Antonio Grassi, Renan Augusto, Eduardo Dusek, Marina Person. |
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O drama começa com o suicídio de uma estilista famosa.
Sabe-se depois que ela é ex-amante de um senador desonesto,
que nunca aparece. Ele tem que sumir de circulação depois
que sua mulher (Beth Goulart) denuncia-o por corrupção
e infidelidade. Descobrindo que a ex-amante morta lhe escondia a existência
de um filho de 16 anos, Luís Roberto (Renan Augusto), o senador
encarrega um de seus assessores (Antonio Grassi) de sumir com o rapaz
e escondê-lo.
O garoto é levado à força, dopado, para uma casa
no sul do País, onde fica sob a vigilância do violento
Lobo (Werner Schünemann). Por insistência do senador, chama-se
a enfermeira Serena (Betty Faria) para tomar conta do rapaz. Ela deve
recuperar Luís Roberto e mantê-lo afastado da curiosidade
de estranhos e da imprensa. Mas o garoto fica revoltado não
só por ser mantido prisioneiro como por não entender
quais os laços entre Serena e seu pai. Isto dura até
que ele mesmo forme um forte vínculo afetivo com esta sua protetora.
O veterano diretor Carlos Reichenbach arma aqui um melodrama marcado
por fortes personagens femininas. Na verdade, o grande tema da história
é a perda da ética, tanto na política, quanto
nas relações humanas. Premiado nos festivais de Ceará
e Pernambuco 2005.. |
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21h
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Hotel
Ruanda
(Hotel Rwanda)
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África
do Sul/EUA/Itália, 2004.
Direção: Terry George.
Elenco: on Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Joaquin Phoenix.
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Em 1994, em Ruanda, explode a guerra civil entre hutus e tutsis, as
duas maiores etnias do país africano. Um milhão de pessoas,
na esmagadora maioria tutsis, vão morrer sob os machados de
seus inimigos hutus.
Naquela altura, os países ocidentais se omitem, abandonando
o país à própria sorte e apressando-se apenas
em retirar seus cidadãos brancos do país. Ficam para
trás apenas algumas poucas tropas da ONU, que muito pouco podem
fazer para impedir os massacres, que ocorrem à luz do dia,
enchendo as estradas de cadáveres. Dentro do caos sangrento
da nação, um gerente de hotel, Paul Rusesabagina (Don
Cheadle), resolve transformar o local em campo de refugiados. Tem
até razões pessoais para isso. Mesmo sendo um hutu,
é casado com uma tutsi, Tatiana (Sophie Okonedo), e pai de
três filhos com ela. Neste momento, o que mais lhe vale é
seu sangue-frio e sua habilidade como negociador, capaz de obter com
lábia ou suborno as mercadorias necessárias ao funcionamento
do hotel, além da própria garantia de que ele não
seja invadido pelas tropas corruptas, tão ávidas de
sangue quanto de dinheiro. . |
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17h
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Uma
Vida Iluminada
(Everything is Illuminated)
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EUA/2005.
Direção: Liev Schreiber.
Elenco: Elijah Wood, Hana Hrabetova, Eugene Hutz, Boris Leskin |
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Desde pequeno, Jonathan (Elijah Wood) é obcecado por colecionar
todo tipo de objetos, que ele embala cuidadosamente em saquinhos,
guardando todos eles num quarto especial, como se fosse um museu.
Ele visita regularmente sua avó (Hana Hrabetova) numa instituição
de idosos. Um dia, pouco antes de morrer, ela lhe entrega uma foto
antiga do avô, já falecido. Na foto, vê-se uma
misteriosa jovem que, muitos anos atrás, quando o avô
vivia na Ucrânia, ajudou-o a escapar dos nazistas. Jonathan
decide, então, viajar para a aldeia natal dos avós na
Ucrânia, à procura da mulher misteriosa. Para guiá-lo
nessa pesquisa complicada, ele contrata três guias: um jovem
tradutor, que fala um inglês macarrônico (Eugene Hutz,
vocalista da banda de punk cigano Gogol Bordello); seu avô (Boris
Leskin), supostamente cego, mas que é o motorista do grupo;
e uma cachorra chamada Sammy Davis Jr. Jr.
Ao mesmo tempo que seguem as pistas desencontradas da mulher perdida,
os três personagens mergulham numa jornada de auto-descoberta,
marcada por diversos incidentes curiosos, num país em que a
realidade e o absurdo muitas vezes se tocam. Baseado no livro Tudo
se Ilumina, do escritor Jonathan Safran Foer. Estréia na direção
do ator americano Liev Schreiber.. |
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19h
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Cinema
Aspirinas e Urubus
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Brasil/2005.
Direção: Marcelo Gomes.
Elenco: Peter Ketnath, João Miguel, Madalena Accioly, Jeane
Alves, José Leite. |
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O filme de estréia do cineasta e roteirista pernambucano Marcelo
Gomes baseia-se nos relatos de seu tio-avô, Ranulpho. Contando
com a parceria do premiado Karim Aïnouz (diretor de Madame Satã),
o roteiro resultou num filme de estrada que, pelo uso da câmera
na mão e a fotografia despojada, revisita o cenário
favorito do Cinema Novo o sertão - e atualiza a eterna
discussão sobre a identidade brasileira.
Nos anos 40, pouco antes da entrada do Brasil na II Guerra, dividem
a dura vida de vendedores itinerantes de aspirina a bordo de um caminhão
o alemão Johann (Peter Ketnath) e o nordestino Ranulpho (João
Miguel). Como costuma acontecer aos forasteiros em terra estranha,
o europeu precisa de um guia experiente. Ranulpho é de grande
valia para falar a mesma língua que as comunidades e conseguir
comida ou favores.
Dessa convivência às vezes tensa mas sempre transparente,
nasce uma amizade serena fundamental até para a sobrevivência
de Johann num momento de doença causada pelo atrito com a terra
tropical. Sem concessões fáceis nem mensagem edificante,
traça-se a narrativa límpida deste filme aparentemente
simples, mas tão carregado de significados que se expandem
a cada novo olhar. |
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21h
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Machuca
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Chile/Espanha/Inglaterra,
2004
Direção: Andrés Wood.
Elenco: Ariel Mateluna, Matías Quer, Manuela Martelli,
Federico Luppi, Ernesto Malbran, Francisco Reyes. |
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Às
vésperas do golpe militar liderado por Augusto Pinochet contra
o governo Salvador Allende, o Chile vive uma época de muita
divisão. Nas ruas, enfrentam-se os partidários do governo
eleito e também seus opositores. Há desabastecimento,
greves, passeatas e dramáticas discussões nos corredores
do parlamento.
Aparentemente, o colégio católico de classe média
alta, dirigido pelo padre britânico McEnroe (Ernesto Malbran),
está a salvo desse clima conturbado. Convencido de que deve
praticar justiça social, o padre cria bolsas de estudo para
alguns garotos pobres da periferia de Santiago. Um deles é
Pedro Machuca (Ariel Mateluna) que, como todos os novos alunos carentes,
sofre o preconceito dos ricos colegas de classe. Entre eles está
Gonzalo Infante (Matías Quer), participante da elite escolar,
mas que, por seus próprios motivos, acaba se tornando amigo
de Machuca. Ao visitar Pedro em sua casa paupérrima na favela,
Gonzalo entra em contato com um mundo inteiramente diferente do seu.
Na companhia de Pedro e sua irmã Silvana (Manuela Martelli),
descobre prazeres proibidos, o início de sua própria
sexualidade e o gosto de uma nova liberdade. Os dias de sua infância
e também os do governo Allende estão contados. |
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17h
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Maria
Bethânia Música é Perfume
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França/Suíça,
2005
Direção: Georges Gachot. |
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Mesmo com suas raízes tão fincadas no País, a
cantora baiana foi descoberta pelo documentarista francês Georges
Gachot e transformou-se no objeto deste filme, produzido pelo canal
francês ARTE. O impacto da teatralidade de Bethânia no
palco causou uma guinada na carreira do documentarista francês,
radicado na Suíça e especializado há 15 anos
em filmes sobre música clássica. Ele descobriu a intérprete
baiana em 1998 no Festival de Montreux. A partir dali, interessou-se
em descobrir mais sobre a cantora e a música brasileira, um
processo de pesquisa que levou cinco anos. Finalmente, em 2003, Gachot
criou coragem e enviou a Bethânia um de seus documentários
musicais clássicos, convencendo-a a fazer o filme. Bethânia
vence aqui sua proverbial aversão à exposição
de sua intimidade diante das câmeras. A vantagem é que
a cantora se explica para o cineasta francês de uma maneira
que talvez não fizesse se se tratasse de um brasileiro, até
por achar desnecessário. E o público ganha com isso,
porque a cantora está visivelmente à vontade. Ela conta
histórias familiares, muitas delas com o irmão mais
velho, Caetano Veloso que escolheu seu nome a partir de uma
canção de Nelson Gonçalves, mesmo tendo apenas
quatro anos na época. Além de Caetano, entrevista-se
Chico Buarque de Holanda, de quem Bethânia vem sendo uma das
maiores intérpretes, e outros amigos. |
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19h
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Habana
Blues
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Espanha/Cuba/França,
2005.
Direção: Benito Zambrano.
Elenco: Alberto Yoel, Benito Sanmartín, Yailene Sierra.
|
| |
Ruy (Alberto Yoel) e Tito (Roberto Sanmartín) são dois
jovens amigos e músicos cubanos. Juntamente com sua banda,
apresentam-se em todos os locais disponíveis, tentando fazer
da música uma carreira. Mas a vida na ilha não está
nada fácil, por conta das dificuldades econômicas. Tito
mora com sua avó, uma grande dama da música, e não
pensa em outra coisa que sair de Cuba. Ruy vive com a mulher, Caridad
(Yailene Sierra), e os dois filhos. Mas o casamento está abalado
pela infidelidade de Ruy e os dois agora vivem em quartos separados.
Uma grande oportunidade se apresenta quando chegam a Cuba dois produtores
musicais espanhóis. Eles gostam do som de Ruy, Tito e sua banda
e se dispõem a contratá-los para uma carreira de sucesso
na Espanha. A possibilidade de alcançarem finalmente aquilo
que tanto desejarem, no entanto, causa abalos na amizade. Os dois
músicos experimentam uma pequena crise existencial, em que
está em pauta tanto sua dedicação à carreira
quanto seu amor por Cuba. E as concessões artísticas
que terão de fazer para chegar ao auge do sucesso também
começam a mostrar-se maiores do que os dois pensaram a princípio.
O filme do espanhol Benito Zambrano revela-se um colorido tributo
à multiplicidade étnica e musical de Cuba, país
onde ele viveu. |
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21h
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Mar
Adentro
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Espanha/2004
Direção: Alejandro Amenábar.
Elenco: Javier Bardem, Belen Ruedas, Lola Dueñas, Clara
Segura, Mabel Rivera, Joan Dalmau, Celso Bugallo, Tamar Novas. |
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Vencedor
do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005. O roteiro reconstitui
a trajetória real do ex-marinheiro Ramón Sampedro (Javier
Bardem), um homem que, depois de ficar tetraplégico e viver
preso a uma cama por quase 30 anos, lutou por todos os meios, inclusive
na justiça, pelo direito à eutanásia. Bardem
incorpora este personagem com uma mistura de bravura, senso de humor
ferino e uma inquietante disposição para manter-se firme
no seu único objetivo: morrer. É um homem incapaz de
mover um único músculo, a não ser no rosto, dependente
de parentes para todo e qualquer movimento. Essa dependência,
justamente, é o que vem abatendo seu ânimo. Preso por
tanto tempo em seu quarto, Ramón nega-se a adotar uma cadeira
de rodas acionada por sua respiração e outras conveniências
que amenizariam a brutalidade de seu estado. Para ele, essa vida com
aparelhos seria o mesmo que aceitar migalhas de uma liberdade que
já conheceu por inteiro. Por dura e irredutível que
pareça sua decisão, ainda mais que Ramón é
cercado de amor de parentes e amigos, o filme não procura justificá-lo
nem torná-lo simpático e sim compreender sua posição.
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17h
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Quase
Dois Irmãos
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Brasil/2005.
Direção: Lúcia Murat.
Elenco: Caco Ciocler, Flávio Bauraqui, Werner Schünemann,
Antônio Pompeo, Marieta Severo, Cristina Aché, Maria
Flor, Renato de Souza. |
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Apesar das diferenças de condição social, as
vidas de Miguel e Jorge vão se entrelaçar da infância
à idade madura. Miguel (Caco Ciocler) é o jovem de classe
média que se torna militante da guerrilha e, em plena ditadura,
vira preso político na Ilha Grande (RJ). Naquele presídio,
ele reencontra Jorge (Flávio Bauraqui), filho de sua empregada.
Pela convivência entre presos políticos e comuns, nasce
na Ilha Grande uma organização diferente, com decisões
tomadas coletivamente e protestos com greves de fome.
As noções de política ensinadas aos presos comuns
levam, no entanto, a um resultado inesperado: a organização
da criminalidade em facções, futuras comandantes do
tráfico de drogas e do crime organizado.
Da mesma maneira, o filme expõe as atuais contradições
de Miguel (na meia-idade, interpretado por Werner Schünemann),
quando, advogado, negocia a instalação de um projeto
social na comunidade comandada por seu velho amigo Jorge (Antônio
Pompeo) de uma cela na cadeia. Pontuando este retrato visceral do
Brasil moderno, e expondo também a inoperância da esfera
política, o filme é um pungente momento de reflexão,
a que não faltam, no entanto, nem humor, nem esperança. |
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19h
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Nossa
Música
(Notre Musique) |
França/Suíça,
2004.
Direção: Jean-Luc Godard.
Elenco: Sarah Adler, Nade Dieu, Mahmoud Darwich, Aline Schulman,
Rony Kramer, Jean-Luc Godard |
| |
Equilibrando-se
numa narrativa fragmentada e citações de toda ordem,
o diretor Jean-Luc Godard reflete sobre a incapacidade humana de construir
a paz. Rendendo homenagem à Divina Comédia, de Dante
Alighieri, o cineasta divide o filme em três momentos: inferno,
purgatório e paraíso. |
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21h
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O
Segredo de Vera Drake
(Vera Drake) |
Direção: Mike Leigh.
Elenco: melda Staunton, Richard Graham, Eddie Marsan, Ruth
Sheen, Sally Hawkins, Sally Menville. |
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A Inglaterra do começo dos anos 50 vive ainda sob condições
econômicas e sociais bastante precárias, resultado da
recém-encerrada II Guerra Mundial. A faxineira Vera Drake (Imelda
Staunton) é uma dessas milhares de mulheres que lutam cotidianamente
para manter sua família. Faz limpeza na casa de burgueses mais
endinheirados e também acha tempo para ajudar as pessoas necessitadas.
Convida o vizinho solitário para tomar chá, visita cotidianamente
sua mãe inválida e, secretamente, também faz
abortos a domicílio.
Vera não encara sua atividade de aborteira como crime. Ela
nem mesmo o faz visando lucro muitas vezes, não ganha
nada por isso. Com um pragmatismo quase ingênuo, ela apenas
acredita que deve prestar esse serviço, como tantos outros
que desempenha, resolvendo um problema para quase meninas que engravidaram
dos namorados ou mães de família arruinadas, que não
podem arcar com mais uma boca para sustentar em tempos tão
difíceis. Nem seu marido, nem seus filhos suspeitam de nada.
Só quem conhece seu segredo é uma amiga (Ruth Sheen),
que comercia gêneros no mercado negro e também é
quem lhe arruma as clientes além de ficar com os eventuais
benefícios financeiros. Mas a força da lei está
para cair sobre Vera.
Filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza 2004.
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15h
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Habana
Blues
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Espanha/Cuba/França,
2005.
Direção: Benito Zambrano.
Elenco: Alberto Yoel, Benito Sanmartín, Yailene Sierra.
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Ruy (Alberto Yoel) e Tito (Roberto Sanmartín) são dois
jovens amigos e músicos cubanos. Juntamente com sua banda,
apresentam-se em todos os locais disponíveis, tentando fazer
da música uma carreira. Mas a vida na ilha não está
nada fácil, por conta das dificuldades econômicas. Tito
mora com sua avó, uma grande dama da música, e não
pensa em outra coisa que sair de Cuba. Ruy vive com a mulher, Caridad
(Yailene Sierra), e os dois filhos. Mas o casamento está abalado
pela infidelidade de Ruy e os dois agora vivem em quartos separados.
Uma grande oportunidade se apresenta quando chegam a Cuba dois produtores
musicais espanhóis. Eles gostam do som de Ruy, Tito e sua banda
e se dispõem a contratá-los para uma carreira de sucesso
na Espanha. A possibilidade de alcançarem finalmente aquilo
que tanto desejarem, no entanto, causa abalos na amizade. Os dois
músicos experimentam uma pequena crise existencial, em que
está em pauta tanto sua dedicação à carreira
quanto seu amor por Cuba. E as concessões artísticas
que terão de fazer para chegar ao auge do sucesso também
começam a mostrar-se maiores do que os dois pensaram a princípio.
O filme do espanhol Benito Zambrano revela-se um colorido tributo
à multiplicidade étnica e musical de Cuba, país
onde ele viveu. |
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17h
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Tartarugas
Podem Voar
(Lakposhtha ham parvaz mikonand) |
Irã/Iraque,
2004
Direção: Bahman Gobadi.
Elenco: oran Ebrahim, Avaz Latif, Hiresh Feysal Rahman, Saddam
Hossein Feysal, Abdol Rahman Karim, Ajil Zibari. |
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É
uma história quase toda vivida por crianças curdas,
em que os adultos entram como coadjuvantes. Na primeira imagem, uma
menina de 12 anos, Agrin (Avaz Latif), contempla o precipício,
uma metáfora poderosa da situação de toda a sua
geração. Tem um semblante triste, como se tivesse vivido
bem mais do que a sua idade poderia permitir. Órfã,
agora faz parte de um grupo de refugiados nômades, ao lado do
irmão Henkov (Hiresh Feysal Rahman) e do pequeno Riga (Abdol
Rahman Karim). Henkov perdeu os dois braços, possivelmente
na explosão de uma das muitas minas que enchem os campos. Tem
o dom da profecia, mas nestes tempos obscuros, isto lhe parece mais
uma maldição do que um benefício. Na aldeia onde
se refugia agora o trio, o número de barracas é bem
maior do que o de casas em pé, devido aos constantes bombardeios.
O líder inconteste desta verdadeira comunidade de meninos desgarrados
atende pelo apropriado apelido de Satélite (Soran Ebrahim).
Tudo porque, entre seus muitos talentos, um dos mais lucrativos atualmente
é o de instalar antenas, parabólicas ou não,
que permitam aos moradores acessar os canais internacionais e saber
notícias sobre a iminente invasão americana. É
o começo de 2003, pouco antes do início da Guerra do
Iraque. |
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19h
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Sobre
Café e Cigarros
(Coffee and Cigarettes) |
EUA/2003
Direção: Jim Jarmusch.
Elenco: Roberto Benigni, Steven Wright, Joie Lee, Cinqué
Lee, Steve Buscemi, Cate Blanchett, Alfred Molina, Steve Coogan, Bill
Murray, GZA, RZA, Tom Waits, Iggy Pop. |
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Neste
filme formado por onze episódios fotografados em preto-e-branco,
o diretor Jim Jarmusch costura diversas situações envolvendo
o consumo de café e cigarros. O resultado é uma série
de esquetes protagonizados por atores conhecidos, quase sempre mantendo
conversas absurdamente hilariantes ou de um cinismo absoluto. O projeto
foi filmado pelo diretor ao longo de 17 anos.
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21h
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O
Jardineiro Fiel
(The Constant Gardener) |
EUA/Inglaterra,
2005
Direção: Fernando Meirelles.
Elenco: alph Fiennes, Rachel Weisz, Hubert Koundé, Danny
Huston, Pete Postlethwaite. |
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Dustin Quayle (Ralph Fiennes) é um alto funcionário
do governo britânico. Um dia, conhece num debate uma aguerrida
ativista, Tessa (Rachel Weisz). Apesar de estarem em campos opostos
na discussão, os dois acabam se apaixonando. Casam-se e vão
morar no Quênia, país para onde ele foi designado em
missão diplomática. Um dia, quando viaja com um colaborador
e amigo médico, Tessa aparece brutalmente assassinada. A versão
aceita pela polícia é que se tratou de um crime passional,
já que seu acompanhante está desaparecido.
Duvidando da infidelidade da mulher, Justin usa de todos os meios
ao seu dispor para montar uma investigação paralela,
reconstituindo todo o passado de sua mulher. Descobre indícios
do envolvimento de Tessa com a pesquisa de dossiês para a denúncia
de uma gigantesca operação ilegal, expondo a ação
de laboratórios internacionais e a aplicação
de testes com medicamentos proibidos com populações
pobres do Quênia. A própria vida de Justin passa a correr
perigo. Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, adaptando romance
de John Le Carré, o filme venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante
para Rachel Weisz. . |
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15h
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O
Castelo Animado
(Hauru no ugoku shiro)
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Japão/2004
Direção: Hayao Miyazaki.
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Desenho animado do mestre japonês Hayao Miyazaki, vencedor do
Oscar de animação em 2003 por A Viagem de Chihiro. A
protagonista desta nova história é Sophie, jovem chapeleira
de 18 anos. Um dia, andando na rua, é cercada por dois soldados
e salva pela intervenção de um jovem belo e misterioso.
Mais tarde ela saberá que é Hauru, um poderoso bruxo.
A jovem fica fascinada pelos poderes de Hauru, que a leva para um
vôo sobre os telhados da cidade. De volta à terra, recebe
em sua pequena loja a visita de uma bruxa, que está procurando
por Hauru. Ciumenta pelas atenções recebidas de Hauru
por Sophie, a feiticeira transforma-a numa velha de 90 anos. Agravando
o feitiço, Sophie será incapaz de contar a alguém
o que lhe acontece.
Ela resolve, então, esconder-se no campo, fugindo até
mesmo de sua própria irmã. Logo mais, assiste à
chegada de um bizarro castelo andante, que se desloca com pernas metálicas,
e entra dentro dele. É o castelo do bruxo Hauru, que costuma
sair muito, deixando sua casa entregue a dois auxiliares: o menino
Marko, capaz de disfarçar-se em velho improvisando uma barba
com seus longos cabelos, e o demônio Calcifer, a chama de fogo
que proporciona energia ao castelo movente.. |
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17h
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A
Menina Santa
(La
Niña Santa)
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Argentina/2004
Direção: Lucrecia Martel.
Elenco: aría Alche, Julieta Zylberberg, Mercedes Morán,
Carlos Belloso, Mía Maestro. |
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Segundo filme da diretora argentina Lucrecia Martel, do aclamado O
Pântano (2001).
Amalia (María Alche) e Josefina (Julieta Zylberberg) são
duas jovens amigas. Amalia entorpece o despertar de seu desejo adolescente
em aulas de religião, conduzidas por uma bela professora (Mía
Maestro), sobre quem, aliás Amalia e a amiga Josefina fantasiam
aventuras sexuais.
Um dia, Amalia é molestada por um homem mais velho, na rua.
Ela não diz nada a ninguém mas, mais tarde, quando volta
para o hotel em que mora com a mãe divorciada, Helena (Mercedes
Morán), a menina reencontra o homem. Ele é o dr. Jano
(Carlos Belloso), um dos médicos participantes de um congresso
com sede no hotel. Ignorando completamente o incidente ocorrido entre
ele e a filha, Helena está no momento flertando com o dr. Jano,
numa de suas habituais aventuras com homens casados, em que ela desafoga
seu desejo e também a atual frustração depois
de saber que o ex-marido, casado novamente, vai ter filhos gêmeos.
Neste clima de sentimentos proibidos, nunca expostos diretamente,
e pela escolha de uma câmera sempre muito próxima dos
personagens mas que nunca os mostra diretamente de frente, a diretora
delimita o território de uma batalha infernal de emoções.
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19h
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Maria
Bethânia Música é Perfume
|
França/Suíça, 2005
Direção: Georges Gachot. |
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Mesmo
com suas raízes tão fincadas no País, a cantora
baiana foi descoberta pelo documentarista francês Georges Gachot
e transformou-se no objeto deste filme, produzido pelo canal francês
ARTE. O impacto da teatralidade de Bethânia no palco causou
uma guinada na carreira do documentarista francês, radicado
na Suíça e especializado há 15 anos em filmes
sobre música clássica. Ele descobriu a intérprete
baiana em 1998 no Festival de Montreux. A partir dali, interessou-se
em descobrir mais sobre a cantora e a música brasileira, um
processo de pesquisa que levou cinco anos. Finalmente, em 2003, Gachot
criou coragem e enviou a Bethânia um de seus documentários
musicais clássicos, convencendo-a a fazer o filme. Bethânia
vence aqui sua proverbial aversão à exposição
de sua intimidade diante das câmeras. A vantagem é que
a cantora se explica para o cineasta francês de uma maneira
que talvez não fizesse se se tratasse de um brasileiro, até
por achar desnecessário. E o público ganha com isso,
porque a cantora está visivelmente à vontade. Ela conta
histórias familiares, muitas delas com o irmão mais
velho, Caetano Veloso que escolheu seu nome a partir de uma
canção de Nelson Gonçalves, mesmo tendo apenas
quatro anos na época. Além de Caetano, entrevista-se
Chico Buarque de Holanda, de quem Bethânia vem sendo uma das
maiores intérpretes, e outros amigos. |
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21h
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Manderlay
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Dinamarca/Suécia/Holanda/França/Inglaterra/Alemanha,
2005.
Direção: Lars Von Trier.
Elenco: Danny Glover, Lauren Bacall, Bryce Dallas Howard, Willem
Dafoe, Isaac de Bankolé, Chloe Sevigny, Jeremy Davies, Udo
Kier, Jean-Marc Barr. |
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Segundo capítulo da trilogia sobre a América iniciada
pelo cineasta Lars Von Trier em Dogville (2003). O cenário
agora é Manderlay, uma cidadezinha perdida no Alabama onde,
apesar de o ano ser 1933, setenta anos depois da abolição,
a escravidão ainda vigora. Na plantação, quem
manda é Mam (Lauren Bacall), a matrona branca, mantendo o domínio
com mão de ferro e a assistência de um capataz negro,
Wilhelm (Danny Glover), que acredita que os negros ainda não
estão preparados para a liberdade.
Chegam às portas de Manderlay a jovem Grace (Bryce Dallas Howard),
seu pai mafioso (Willem Dafoe) e um bando de gângsters armados.
Grace decide ficar, mantendo com ela alguns dos capangas. Revoltada
com a injustiça local, a moça aproveita a morte de Mam
para instalar-se como líder em seu lugar e implantar a democracia
racial.
Sua primeira medida é libertar os escravos. O passo seguinte
é prepará-los para participar de eleições
livres e votar. Todos os procedimentos de organização
e trabalho deverão, a partir de agora, ser decididos por eles
mesmos. Mostrando-se confuso, o capataz cita a existência do
livro deixado por Mam, que classificava todos os escravos segundo
suas habilidades e definia o modo de funcionamento da antiga ordem.. |
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17h
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Uma
Vida Iluminada
(Everything is Illuminated)
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EUA/2005.
Direção: Liev Schreiber.
Elenco: Elijah Wood, Hana Hrabetova, Eugene Hutz, Boris Leskin |
| |
Desde pequeno, Jonathan (Elijah Wood) é obcecado por colecionar
todo tipo de objetos, que ele embala cuidadosamente em saquinhos,
guardando todos eles num quarto especial, como se fosse um museu.
Ele visita regularmente sua avó (Hana Hrabetova) numa instituição
de idosos. Um dia, pouco antes de morrer, ela lhe entrega uma foto
antiga do avô, já falecido. Na foto, vê-se uma
misteriosa jovem que, muitos anos atrás, quando o avô
vivia na Ucrânia, ajudou-o a escapar dos nazistas. Jonathan
decide, então, viajar para a aldeia natal dos avós na
Ucrânia, à procura da mulher misteriosa. Para guiá-lo
nessa pesquisa complicada, ele contrata três guias: um jovem
tradutor, que fala um inglês macarrônico (Eugene Hutz,
vocalista da banda de punk cigano Gogol Bordello); seu avô (Boris
Leskin), supostamente cego, mas que é o motorista do grupo;
e uma cachorra chamada Sammy Davis Jr. Jr.
Ao mesmo tempo que seguem as pistas desencontradas da mulher perdida,
os três personagens mergulham numa jornada de auto-descoberta,
marcada por diversos incidentes curiosos, num país em que a
realidade e o absurdo muitas vezes se tocam. Baseado no livro Tudo
se Ilumina, do escritor Jonathan Safran Foer. Estréia na direção
do ator americano Liev Schreiber.. |
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19h
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Bom
Dia, Noite
(Buongiorno,
Notte) |
Itália/2003
Direção: Marco Bellochio.
Elenco: Maya Sansa, Roberto Herlitzka, Luigi Lo Cascio, Pier Giorgio
Bellocchio, Paolo Briguglia. |
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1978.
Chiara (Maya Sansa) é uma jovem de vida dupla. De dia, é
bibliotecária. Quando volta para casa, torna-se uma das militantes
das Brigadas Vermelhas, grupo terrorista italiano que acaba de realizar
sua ação mais sensacional: o seqüestro, à
luz do dia, do primeiro-ministro democrata-cristão Aldo Moro
(Roberto Herlitzka). |
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21h
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Menina
de Ouro
(Million
Dollar Baby) |
EUA/2005.
Direção: Clint Eastwood.
Elenco: Hilary Swank, Clint Eastwood, Morgan Freeman, Jay Baruchel,
Mike Colter. |
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Hilary Swank obteve seu segundo Oscar como melhor atriz por este trabalho
dirigido por Clint Eastwood que, em 2005, levou outras três
estatuetas: melhor filme, direção e ator coadjuvante
(Morgan Freeman).
Trata-se da história da garçonete de 31 anos, Maggie
Fitzgerald (Hilary Swank). Moça simples e solteira, leva uma
vida dura, pobre, mas alimenta um sonho muito inusitado: tornar-se
lutadora de boxe. Por ser mulher e também por já ter
uma idade um pouco avançada para começar no esporte,
ela é sistematicamente recusada por treinadores. Não
é diferente, a princípio, quando ela procura o ginásio
dirigido por Frankie Dunn (Clint Eastwood). Com a cumplicidade de
seu ajudante, Eddie (Morgan Freeman), ela começa a treinar
e é finalmente aceita por Frankie, que acaba de perder seu
lutador mais promissor.
Entre o treinador e a lutadora, forma-se lentamente um vínculo
paternal. E Maggie corresponde a cada migalha de sua atenção.
Treina até o limite da dor. Não se intimida com os golpes
no ringue que quebram seu nariz e deixam marcas por todo o corpo.
Assim, torna-se lentamente uma atleta de sucesso ao ir vencendo, etapa
por etapa, os torneios que Frankie lhe propõe. Uma luta com
uma rival mais dura e desleal coloca um trágico dilema para
Maggie e Frankie. |
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17h
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O
Fim e o Princípio
|
Brasil/2005.
Direção: Eduardo Coutinho. |
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Maior
documentarista do país, Eduardo Coutinho mostra o avesso de
seu método de trabalho neste novo filme. O diretor de Cabra
Marcado para Morrer (1985), Santo Forte (1999), Edifício Master
(2002) e Peões(2004) abre mão da sua habitual pesquisa
prévia de personagens e sai a campo no sertão da Paraíba.
Nas redondezas de São João do Rio do Peixe, descobre
o sítio Araçás e várias pessoas comuns
com muito a dizer sobre a vida e sobre a morte. Uma delas é
a rezadora dona Mariquinha, que garante que reza com o apelido
da pessoa não funciona, só com o nome todo. Acha
também homens cheio de certezas, como Leocádio, que
num certo momento questiona o próprio Coutinho sobre sua crença
em Deus. Pelo tempo que ocupa em cena, vê-se que Leocádio
é nitidamente um dos personagens preferidos do diretor, ao
lado de Chico Moisés, outro que aparece em mais de um momento.
Chico é daqueles que, como diz, acredita no que vê
com os olhos e pega com as mãos. Mas nem por isso deixa
de ter sonhos muito elaborados sobre o inferno. Essa sabedoria popular
instintiva, sem filosofia nem psicanálise, é o verdadeiro
espetáculo deste filme simples e intenso. |
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19h
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A
Menina Santa
(La
Niña Santa)
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Argentina/2004
Direção: Lucrecia Martel.
Elenco: aría Alche, Julieta Zylberberg, Mercedes Morán,
Carlos Belloso, Mía Maestro. |
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Segundo filme da diretora argentina Lucrecia Martel, do aclamado O
Pântano (2001).
Amalia (María Alche) e Josefina (Julieta Zylberberg) são
duas jovens amigas. Amalia entorpece o despertar de seu desejo adolescente
em aulas de religião, conduzidas por uma bela professora (Mía
Maestro), sobre quem, aliás Amalia e a amiga Josefina fantasiam
aventuras sexuais.
Um dia, Amalia é molestada por um homem mais velho, na rua.
Ela não diz nada a ninguém mas, mais tarde, quando volta
para o hotel em que mora com a mãe divorciada, Helena (Mercedes
Morán), a menina reencontra o homem. Ele é o dr. Jano
(Carlos Belloso), um dos médicos participantes de um congresso
com sede no hotel. Ignorando completamente o incidente ocorrido entre
ele e a filha, Helena está no momento flertando com o dr. Jano,
numa de suas habituais aventuras com homens casados, em que ela desafoga
seu desejo e também a atual frustração depois
de saber que o ex-marido, casado novamente, vai ter filhos gêmeos.
Neste clima de sentimentos proibidos, nunca expostos diretamente,
e pela escolha de uma câmera sempre muito próxima dos
personagens mas que nunca os mostra diretamente de frente, a diretora
delimita o território de uma batalha infernal de emoções.
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21h
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O
Jardineiro Fiel
(The Constant Gardener) |
EUA/Inglaterra,
2005
Direção: Fernando Meirelles.
Elenco: alph Fiennes, Rachel Weisz, Hubert Koundé, Danny
Huston, Pete Postlethwaite. |
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Dustin Quayle (Ralph Fiennes) é um alto funcionário
do governo britânico. Um dia, conhece num debate uma aguerrida
ativista, Tessa (Rachel Weisz). Apesar de estarem em campos opostos
na discussão, os dois acabam se apaixonando. Casam-se e vão
morar no Quênia, país para onde ele foi designado em
missão diplomática. Um dia, quando viaja com um colaborador
e amigo médico, Tessa aparece brutalmente assassinada. A versão
aceita pela polícia é que se tratou de um crime passional,
já que seu acompanhante está desaparecido.
Duvidando da infidelidade da mulher, Justin usa de todos os meios
ao seu dispor para montar uma investigação paralela,
reconstituindo todo o passado de sua mulher. Descobre indícios
do envolvimento de Tessa com a pesquisa de dossiês para a denúncia
de uma gigantesca operação ilegal, expondo a ação
de laboratórios internacionais e a aplicação
de testes com medicamentos proibidos com populações
pobres do Quênia. A própria vida de Justin passa a correr
perigo. Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, adaptando romance
de John Le Carré, o filme venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante
para Rachel Weisz. . |
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17h
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Doutores
da Alegria
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Brasil/2005
Direção: Mara Mourão.
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Este documentário sensível retrata o trabalho da ONG
formada por 37 atores dedicados a uma atividade diferente: devolver
a alegria a crianças portadoras de câncer e outras doenças
gravíssimas através de seus shows e performances dentro
de hospitais. O grupo, fundado há 14 anos, já atuou
para mais de 350 mil crianças. Diretora das comédias
Alô! e Avassaladoras, a cineasta paulista Mara Mourão
que é casada com o ator Wellington Nogueira, fundador
dos Doutores da Alegria - aproveita cada cena para demonstrar a seriedade
de seu trabalho. Ouvem-se os depoimentos dos atores, relatando suas
dificuldades. Falam também os pais de crianças doentes,
que se declaram um público tão beneficiado quanto elas
mesmas.
As cenas reais de interação entre os pequenos pacientes
e os atores constituem as melhores tomadas, permitindo acompanhar
o desenvolvimento dos números dos atores e a carga de emoções
com que diariamente têm de lidar. O sentimento de impotência
frente a doenças graves e o desgaste dos pequenos doentes com
tratamentos longos e não raro dolorosos encontram um contraponto
lúdico na companhia destes destemidos palhaços
favorecendo a própria recuperação dos pacientes,
como atestam médicos e enfermeiros. Filme vencedor do prêmio
especial do júri e do júri popular no Festival de Gramado
2005. |
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19h
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Quase
Dois Irmãos
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Brasil/2005.
Direção: Lúcia Murat.
Elenco: Caco Ciocler, Flávio Bauraqui, Werner Schünemann,
Antônio Pompeo, Marieta Severo, Cristina Aché, Maria
Flor, Renato de Souza. |
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Apesar das diferenças de condição social, as
vidas de Miguel e Jorge vão se entrelaçar da infância
à idade madura. Miguel (Caco Ciocler) é o jovem de classe
média que se torna militante da guerrilha e, em plena ditadura,
vira preso político na Ilha Grande (RJ). Naquele presídio,
ele reencontra Jorge (Flávio Bauraqui), filho de sua empregada.
Pela convivência entre presos políticos e comuns, nasce
na Ilha Grande uma organização diferente, com decisões
tomadas coletivamente e protestos com greves de fome.
As noções de política ensinadas aos presos comuns
levam, no entanto, a um resultado inesperado: a organização
da criminalidade em facções, futuras comandantes do
tráfico de drogas e do crime organizado.
Da mesma maneira, o filme expõe as atuais contradições
de Miguel (na meia-idade, interpretado por Werner Schünemann),
quando, advogado, negocia a instalação de um projeto
social na comunidade comandada por seu velho amigo Jorge (Antônio
Pompeo) de uma cela na cadeia. Pontuando este retrato visceral do
Brasil moderno, e expondo também a inoperância da esfera
política, o filme é um pungente momento de reflexão,
a que não faltam, no entanto, nem humor, nem esperança. |
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21h
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Casa
Vazia
(Bin Jip) |
Coréia
do Sul/Japão, 2004.
Direção: Kim ki-Duk
Elenco: Jae Hee, Lee Seung-yeon, Hyuk ho-Kwon, Jin mo-Ju. |
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O diretor coreano Kim ki-Duk escreveu, produziu, dirigiu e montou
este que é seu filme mais pessoal, depois do áspero
A Ilha (2000) e do contemplativo Primavera, Verão, Outono,
Inverno... e Primavera (2003).
O protagonista é Tae-suk (Jae Hee) é um jovem motoqueiro
que invade pacificamente casas vazias e retribui sua hospedagem não
solicitada com pequenos serviços conserto de eletrodomésticos,
lavagem de roupas, limpeza geral como um invisível benfeitor
que quisesse provocar a perplexidade de seus moradores, presos à
rotina e à normalidade do trabalho e das férias, no
momento em que retornassem às suas casas.
O anjo solitário encontra sua parceira numa mulher, Sun-hwa
(Lee Seung-yeon), que mora numa ampla mansão mas tem um marido
violento, como as marcas em seu rosto evidenciam. O convite à
liberdade trazido por Tae-suk mostra-se irresistível e os dois
partem juntos numa aventura. Casa Vazia é uma sutil história
de amor, mas é também um caso de amor com o cinema.
Kim Ki-duk mostra aqui quanto acredita na câmera. Prova disso
é que quase não há diálogos. Os protagonistas,
por exemplo, ficam mudos quase até a cena final e nem por um
momento se deixa, por esse detalhe, de acreditar na intensidade de
suas emoções. |
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17h
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Cidade
Baixa |
Brasil/2005.
Direção: Sérgio Machado.
Elenco: Lázaro Ramos, Wagner Moura, Alice Braga, João
Miguel, José Dumont, Olga Machado. |
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A
história pulsa na pele dos personagens Deco (Lázaro
Ramos), Naldinho (Wagner Moura) e Karinna (Alice Braga), um triângulo
amoroso que se forma quando a moça, prostituta, pega carona
no barco dos dois, rumo a Salvador. Vivendo entre os bares e as ruelas
da Cidade Baixa da capital baiana, os três não conseguem
mais se largar, criando uma perigosa tensão entre os dois amigos
de infância pela posse desta mulher. Vencedor do Prêmio
da Juventude na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2005. |
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19h
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Crash
No Limite
(Crash) |
EUA/2005.
Direção: Paul Haggis.
Elenco: Brendan Fraser, Sandra Bullock, Don Cheadle, Terrence
Howard, Ryan Phillippe, Thandie Newton, Matt Dillon, Loretta Devine,
Jennifer Esposito. |
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Vencedor do Oscar de melhor filme em 2006, o enredo aborda como os
preconceitos raciais e étnicos contaminam as relações
interpessoais na cidade de Los Angeles. Um promotor público
(Brendan Fraser) e sua mulher (Sandra Bullock) têm seu carro
roubado por dois jovens negros. O promotor convoca um detetive negro
(Don Cheadle) para investigar mas não deseja criar nenhum atrito
com a comunidade afro-americana, porque está na véspera
de uma eleição. O detetive, por sua vez, tem problemas
com a mãe alcoólatra e um irmão que enveredou
no crime.
Num outro lugar, um policial branco e racista (Matt Dillon) pára
um rico produtor de TV, negro (Terrence Howard) e sua mulher (Thandie
Newton), que estão num carro luxuoso. O policial submete-os
a uma revista humilhante e a mulher revolta-se contra a falta de reação
do marido. O parceiro do policial (Ryan Phillippe), por sua vez, não
aceita as atitudes do colega e pede para trabalhar com outra pessoa.
Um casal iraniano, cuja filha formou-se médica, chama um serralheiro
de origem hispânica para consertar a porta de sua loja. Mesmo
assim, o estabelecimento é arrombado e o dono vai procurar
vingança contra o rapaz, que, no entanto, o tinha alertado
de que era preciso trocar a porta. Todas estas histórias convergem
para um grande acidente de carro, que tem conseqüências
dramáticas para os envolvidos.. |
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15h
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Madagascar
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EUA/2005
Direção: Eric Darnell, Tom McGrath.
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Desenho
animado em que os personagens são os animais moradores do Zoológico
de Nova York. A rotina está matando de tédio uma de
suas principais atrações: a zebra Martin, que sonha
em conhecer a selva ao vivo e em cores. A estrela do lugar, o leão
Alex, já não tem a mesma vontade. A maior alegria do
felino é ser o alvo da maior parte das atenções
e o mais fotografado pelos visitantes. Depois de comemorar mais um
aniversário na jaula, a zebra decide que é hora de cair
no mundo lá fora. Consegue fugir, contando com a ajuda de um
bando de pingüins. Quando percebem a fuga do melhor amigo, o
leão, a hipopótamo Glória e a girafa Mellman
saem pela cidade para tentar trazer Martin de volta.
Depois de algumas aventuras e altas emoções como
um encontro com a polícia numa das mais movimentadas estações
do metrô -, os quatro animais conseguem embarcar num navio,
que os conduz diretamente à paradisíaca ilha de Madagascar.
Na selva real e sem contar com o atendimento de suas necessidades
por um grupo de funcionários atentos, os quatro tentam aprender
os macetes da sobrevivência da vida selvagem. O maior problema
é como resolver a insaciável fome do leão Alex. |
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17h
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Um
Filme Falado
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França/Portugal,
2003.
Direção: Manoel de Oliveira.
Elenco: Leonor Silveira, Irene Papas, Catherine Deneuve, John
Malkovich, Stefania Sandrelli, Ricardo Trepa, Filipa de Almeida. |
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Professora de História da Universidade de Lisboa (Leonor Silveira)
viaja em cruzeiro marítimo com a filha pequena. O destino final
é Bombaim, onde o marido, piloto civil, deve reencontrar a
família para seguirem em férias. Durante as escalas
da viagem - Grécia, França, ruínas de Pompéia,
Egito, Istambul , a mãe aproveita para ensinar lições
à menina sobre a civilização ocidental.
No navio, outras passageiras são três mulheres, uma famosa
cantora grega (Irene Papas), uma empresária francesa (Catherine
Deneuve) e uma ex-modelo italiana (Stefania Sandrelli). Todas são
convidadas para jantar na mesa do capitão (John Malkovich),
americano de origem polonesa que fala o inglês, a língua
universal contemporânea.
No curioso detalhe de que cada um dos integrantes desta mesa fala
a própria língua e, no entanto, é compreendido
pelos demais, o diretor Manoel de Oliveira cria uma metáfora
sobre o respeito pela diversidade cultural. E, quando o agradável
jantar é interrompido pelo aviso de que terroristas colocaram
bombas a bordo do cruzeiro, o veterano diretor português abre
espaço para a discussão deste dramático flagelo
moderno neste que é um de seus filmes mais instigantes. |
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19h
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Vinícius
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Brasil/2005
Direção: Miguel Faria Jr.
Elenco: Zeca Pagodinho, Mart´nália, Olivia Byington,
Mônica Salmaso, Adriana Calcanhoto e Yamandú Costa. |
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Vinte
e cinco anos após a morte de Vinícius de Moraes, o diretor
Miguel Faria Jr. rememora o poeta e compositor neste documentário.
O filme alterna a leitura de seus poemas, na voz dos atores Camila
Morgado e Ricardo Blat, com imagens raras e inéditas de Vinícius,
algumas liberadas por Susana de Moraes, uma de suas filhas, e depoimentos
de ex-mulheres, filhos e dos muitos amigos como Chico Buarque
de Holanda, Tônia Carrero, Maria Bethânia, Edu Lobo, Carlos
Lyra, Caetano Veloso e outros. Ainda, cantores e instrumentistas de
diferentes gêneros e estilos recriam parte de suas músicas. |
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21h
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Manderlay
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Dinamarca/Suécia/Holanda/França/Inglaterra/Alemanha,
2005.
Direção: Lars Von Trier.
Elenco: Danny Glover, Lauren Bacall, Bryce Dallas Howard, Willem
Dafoe, Isaac de Bankolé, Chloe Sevigny, Jeremy Davies, Udo
Kier, Jean-Marc Barr. |
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Segundo capítulo da trilogia sobre a América iniciada
pelo cineasta Lars Von Trier em Dogville (2003). O cenário
agora é Manderlay, uma cidadezinha perdida no Alabama onde,
apesar de o ano ser 1933, setenta anos depois da abolição,
a escravidão ainda vigora. Na plantação, quem
manda é Mam (Lauren Bacall), a matrona branca, mantendo o domínio
com mão de ferro e a assistência de um capataz negro,
Wilhelm (Danny Glover), que acredita que os negros ainda não
estão preparados para a liberdade.
Chegam às portas de Manderlay a jovem Grace (Bryce Dallas Howard),
seu pai mafioso (Willem Dafoe) e um bando de gângsters armados.
Grace decide ficar, mantendo com ela alguns dos capangas. Revoltada
com a injustiça local, a moça aproveita a morte de Mam
para instalar-se como líder em seu lugar e implantar a democracia
racial.
Sua primeira medida é libertar os escravos. O passo seguinte
é prepará-los para participar de eleições
livres e votar. Todos os procedimentos de organização
e trabalho deverão, a partir de agora, ser decididos por eles
mesmos. Mostrando-se confuso, o capataz cita a existência do
livro deixado por Mam, que classificava todos os escravos segundo
suas habilidades e definia o modo de funcionamento da antiga ordem.. |
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15h
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Doutores
da Alegria
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Brasil/2005
Direção: Mara Mourão.
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Este documentário sensível retrata o trabalho da ONG
formada por 37 atores dedicados a uma atividade diferente: devolver
a alegria a crianças portadoras de câncer e outras doenças
gravíssimas através de seus shows e performances dentro
de hospitais. O grupo, fundado há 14 anos, já atuou
para mais de 350 mil crianças. Diretora das comédias
Alô! e Avassaladoras, a cineasta paulista Mara Mourão
que é casada com o ator Wellington Nogueira, fundador
dos Doutores da Alegria - aproveita cada cena para demonstrar a seriedade
de seu trabalho. Ouvem-se os depoimentos dos atores, relatando suas
dificuldades. Falam também os pais de crianças doentes,
que se declaram um público tão beneficiado quanto elas
mesmas.
As cenas reais de interação entre os pequenos pacientes
e os atores constituem as melhores tomadas, permitindo acompanhar
o desenvolvimento dos números dos atores e a carga de emoções
com que diariamente têm de lidar. O sentimento de impotência
frente a doenças graves e o desgaste dos pequenos doentes com
tratamentos longos e não raro dolorosos encontram um contraponto
lúdico na companhia destes destemidos palhaços
favorecendo a própria recuperação dos pacientes,
como atestam médicos e enfermeiros. Filme vencedor do prêmio
especial do júri e do júri popular no Festival de Gramado
2005. |
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17h
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Irmãos
(Son
Frère)
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França/2002
Direção: Patrice Chéreau.
Elenco: Bruno Todeschini, Eric Caravaca, Nathalie Boutefeu.
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Dois irmãos, Thomas (Bruno Todeschini) e Luc (Eric Caravaca)
vivem afastados. A descoberta de que Thomas sofre de uma doença
rara, que gradativamente destrói as plaquetas de seu sangue,
aproxima-o de Luc, que se dedica a cuidar dele num momento em que
todos os demais o abandonaram. As diferenças de personalidade
e opções sexuais ficam em segundo plano. Thomas e Luc
conversam como há muito não faziam, retomando uma intimidade
que nem sempre é harmoniosa mas se estabelece, ainda que sem
resolver completamente conflitos e mágoas antigas. Tal como
fizera em filmes anteriores, como A Rainha Margot e Intimidade,
o diretor francês expõe a realidade dos corpos de uma
maneira direta, que não procura o embelezamento, mas o realismo.
O filme valeu ao cineasta o prêmio de melhor direção
no Festival de Berlim 2003. |
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19h
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Flores
Partidas
(Broken
Flowers) |
EUA/2005
Direção: Jim Jarmusch.
Elenco: Bill Murray, Julie Delpy, Jeffrey Wright, Sharon Stone,
Frances Conroy, Jessica Lange, Tilda Swinton, Alexis Dziena. |
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Don Johnston (Bill Murray) é um homem maduro que, ao longo
de toda sua vida, nunca conseguiu manter por muito tempo um relacionamento
com uma mulher. Mais uma vez, uma delas (Julie Delpy), o está
deixando. Na mesma hora, chega o carteiro, tendo na mão uma
carta rosa, que vai alterar drasticamente o rumo da história.
Inspirado por seu vizinho Winston (Jeffrey Wright), pacífico
pai de família, imigrante, com cinco filhos e o hábito
de detetive amador, Don decide seguir a pista da carta - que garante
que ele teve um filho com uma antiga namorada, 20 anos atrás,
mas não conta o nome dela.
Instaura-se aí o filme de estrada, gênero caro ao diretor
Jim Jarmusch. Don tem alguns reencontros, alguns patéticos
(com Sharon Stone e Frances Conroy), outros explosivos (com a irreconhecível
Tilda Swinton), em busca desse passado meio vago, mas que determina
a solidão e o vazio do presente. Flores Partidas mostra-se,
também, a mistura ideal de humor e melancolia que cai tão
bem a Murray, verdadeiro Buster Keaton do cinema moderno, repetindo
o bom desempenho que teve como protagonista de Encontros e Desencontros,
de Sofia Coppola. Filme vencedor do Grande Prêmio do Júri
do Festival de Cannes em 2005. |
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21h
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Mar
Adentro
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Espanha/2004
Direção: Alejandro Amenábar.
Elenco: Javier Bardem, Belen Ruedas, Lola Dueñas, Clara
Segura, Mabel Rivera, Joan Dalmau, Celso Bugallo, Tamar Novas. |
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Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005. O roteiro reconstitui
a trajetória real do ex-marinheiro Ramón Sampedro (Javier
Bardem), um homem que, depois de ficar tetraplégico e viver
preso a uma cama por quase 30 anos, lutou por todos os meios, inclusive
na justiça, pelo direito à eutanásia.
Bardem incorpora este personagem com uma mistura de bravura, senso
de humor ferino e uma inquietante disposição para manter-se
firme no seu único objetivo: morrer. É um homem incapaz
de mover um único músculo, a não ser no rosto,
dependente de parentes para todo e qualquer movimento. Essa dependência,
justamente, é o que vem abatendo seu ânimo. Preso por
tanto tempo em seu quarto, Ramón nega-se a adotar uma cadeira
de rodas acionada por sua respiração e outras conveniências
que amenizariam a brutalidade de seu estado. Para ele, essa vida com
aparelhos seria o mesmo que aceitar migalhas de uma liberdade que
já conheceu por inteiro.
Por dura e irredutível que pareça sua decisão,
ainda mais que Ramón é cercado de amor de parentes e
amigos, o filme não procura justificá-lo nem torná-lo
simpático e sim compreender sua posição. . |
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15h
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Um
Filme Falado
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França/Portugal,
2003.
Direção: Manoel de Oliveira.
Elenco: Leonor Silveira, Irene Papas, Catherine Deneuve, John
Malkovich, Stefania Sandrelli, Ricardo Trepa, Filipa de Almeida. |
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Professora de História da Universidade de Lisboa (Leonor Silveira)
viaja em cruzeiro marítimo com a filha pequena. O destino final
é Bombaim, onde o marido, piloto civil, deve reencontrar a
família para seguirem em férias. Durante as escalas
da viagem - Grécia, França, ruínas de Pompéia,
Egito, Istambul , a mãe aproveita para ensinar lições
à menina sobre a civilização ocidental.
No navio, outras passageiras são três mulheres, uma famosa
cantora grega (Irene Papas), uma empresária francesa (Catherine
Deneuve) e uma ex-modelo italiana (Stefania Sandrelli). Todas são
convidadas para jantar na mesa do capitão (John Malkovich),
americano de origem polonesa que fala o inglês, a língua
universal contemporânea.
No curioso detalhe de que cada um dos integrantes desta mesa fala
a própria língua e, no entanto, é compreendido
pelos demais, o diretor Manoel de Oliveira cria uma metáfora
sobre o respeito pela diversidade cultural. E, quando o agradável
jantar é interrompido pelo aviso de que terroristas colocaram
bombas a bordo do cruzeiro, o veterano diretor português abre
espaço para a discussão deste dramático flagelo
moderno neste que é um de seus filmes mais instigantes. |
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17h
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Cabra
Cega |
Brasil/2004.
Direção: Toni Venturi.
Elenco: Leonardo Medeiros, Débora Duboc, Michel Bercovich,
Jonas Bloch. |
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A
utopia da luta armada dos anos 70 no Brasil é retratada a partir
de um registro intimista. O protagonista é Tiago (Leonardo
Medeiros), um guerrilheiro ferido num confronto com a polícia.
Escondido no apartamento de um simpatizante (Michel Bercovich), ele
passa o tempo todo aterrorizado, preparado para matar e morrer caso
seja descoberto. Seu único contato com o mundo exterior é
Rosa (Débora Duboc), que cuida de seu ferimento, traz-lhe comida,
jornais e as instruções do líder de seu grupo
(Jonas Bloch). Filme vencedor dos prêmios de melhor diretor
(Toni Venturi), roteiro (Di Moretti) e de público do Festival
de Brasília 2004.
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19h
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Nossa
Música
(Notre Musique) |
França/Suíça,
2004.
Direção: Jean-Luc Godard.
Elenco: Sarah Adler, Nade Dieu, Mahmoud Darwich, Aline Schulman,
Rony Kramer, Jean-Luc Godard |
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Equilibrando-se
numa narrativa fragmentada e citações de toda ordem,
o diretor Jean-Luc Godard reflete sobre a incapacidade humana de construir
a paz. Rendendo homenagem à Divina Comédia, de Dante
Alighieri, o cineasta divide o filme em três momentos: inferno,
purgatório e paraíso. |
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21h
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Alila
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Israel/2003
Direção: Amos Gitai.
Elenco: Yaël Abecassis, Uri Klauzner, Hana Laszlo, Ronit
Elkabetz, Amos Lavie. |
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Conhecido
por filmes de conteúdo político e social, como Free
Zone e Kedma, o cineasta Amos Gitai muda de tom para construir uma
comédia dramática, ambientada num conjunto habitacional
na periferia de Tel Aviv. Um homem maduro (Amos Lavie) aluga aqui
um quarto para seus encontros secretos com a amante, Gabi (Yael Abecassis),
que se manifesta ruidosamente toda vez que sente prazer. Já
o construtor Ezra (Uri Klauzner) perturba a vida dos outros moradores
com a barulhenta reforma de um dos apartamentos onde emprega
o trabalho de imigrantes chineses ilegais. Ezra e sua mulher (Hanna
Lazlo) têm um desgosto mais sério quando seu filho (Eyal
Mestechkin) deserta do Exército e é considerado fugitivo.
A personalidade mais marcante mesmo é de Ronit (Ronit Elkabetz),
mulher enérgica de exótico penteado, cuja profissão
ninguém no condomínio consegue imaginar.
Neste universo instável, onde todos incomodam a todos, a temperatura
parece estar prestes a explodir a todo instante exatamente
como acontece no resto de Israel. Mas aqui é impossível
aos contrários negarem-se a conviver e negociar. Roteiro adaptado
de livro de Yehoshua Kenaz |
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