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A Seleção de Música A seleção foi um exercício de contato com a diversidade cultural nordestina, encontrando um vasto conjunto de expressões que representa a região atualmente, sendo a música um dos maiores expoentes. No transcurso de oito meses foram realizadas pesquisas, consultas, entrevistas e viagens, fazendo quase um mapeamento da produção musical na região. Em muitos casos, esse esforço era direcionado apenas para confirmar alguns nomes já conhecidos, em outros, para conhecer de perto o que se produz atualmente na região. Percorridos os nove Estados nordestinos, respectivamente, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, foi configurado um universo bem mais amplo do que aquele que tínhamos contato através da mass media. A música produzida nesse amplo universo, reflete um conjunto de aspectos que traduz em seu contexto a influência exercida por fatores geográficos, políticos e econômicos, bem como, pelas referências construídas através do convívio permanente com a fartura e a escassez, o nacional e o estrangeiro, o universal e o local, o rural e o urbano, o tradicional e o moderno, o profissional e o experimental. Música clássica, de estética contemporânea, instrumental, popular, mangue. Movimentos culturais novos e antigos, músicos profissionais e amadores. Ritmos, sotaques, baques, levadas, batidas, bits. "Muito suada", música, som, confirmando a afirmação feita por alguns jornalistas em reportagens da imprensa nacional, ao se referirem à produção musical do Nordeste, música eclética de alta qualidade. Música criada com referências de uma cultura jovem, surgida a partir de elementos das culturas oriental e ocidental. Dessas referências, percebemos o esboço da transformação da região em centro de produção artística, com destaque para a música e alto índice de criatividade, onde cada Estado contribui com suas referências. Percebemos, também, o caminho que ainda falta trilhar para desenvolver objetivamente o campo da produção cultural, para que haja real oportunidade para a consolidação da produção regional. Diante do universo musical, optamos pela seleção da produção que, em conjunto, conduzisse o público às especificidades dessa produção, com destaque para a música pop, principal referência da música brasileira da década de 90, responsável pela ampliação das fronteiras do Nordeste com outras regiões do país e com o exterior, a partir de uma nova perspectiva . No grande conjunto, foram identificados uma média de cinqüenta grupos e artistas dos quais vinte foram selecionados: Nação Zumbi, Clêudo e os Bambelôcos, Songo, Dj Dolores, Paulinho Ditarso e o Jaguaribe Carne, Álvaro e Danilo, Virgínia Rodrigues, Rebeca Matta, Seik Tosado, Crac, Mundo Livre S.A., Lacertae, Mestre Ambrósio, Cidadão Instigado, Antúlio Madureira, Dr. Charada, Rita Ribeiro, Célia Sampaio, Otto e Carcará de Gueto. Damiana Crivellare e Sérgio
Gusmão LISTA DOS MÚSICOS/GRUPOS PARTICIPANTES:
A banda desenvolve o projeto para a gravação do seu primeiro CD com repertório próprio, com sons que vão desde o coco até às misturas tecno. Home-page: www.drcharada.com.br
Home-page: www.bahianet.com.br/crac Endereço eletrônico: juliamoreno@bahianet.com.br ou nancyviegas@hotmail.com
REBECA MATTA (BA) Acompanhando Rebeca Matta estão os músicos Keko Villarroel no baixo; Guimo Migoya na bateria; Peu Souza na guitarra; Alexandre Fuentealba na guitarra e André T na guitarra, teclados e direção musical. A cenografia e videoinstalação ficam por conta de Marcondes Dourado. Home-page: www.pragatecno.al.org.br/rebeca.htm
VIRGÍNIA RODRIGUES
(BA)
Seus criadores, Pedro Osmar e Paulo Ró, desde então vêm atuando com a participação de vários artistas paraibanos como Elba Ramalho, Xangai, Cátia de França, Amelinha e mais recentemente Chico César. O Jaguaribe Carne, agora com a participação de uma das revelações da música paraibana, Paulinho Ditarso, cantor e compositor e instrumentista, apresenta um trabalho que tem como base instrumental a percussão pesada do nordeste brasileiro, incluindo ritmos de maracatu, ciranda, caboclinhos, bumba-meu-boi, baião e forró. Pedro Osmar já gravou vários CDs e Paulinho Ditarso acaba de lançar um trabalho solo, mas neste show, que foi apresentado na programação off do último Festival de Montreux, eles apresentam a seguinte formação: Paulinho Ditarso no pandeiro, percussão, violão e voz; Pedro Osmar na viola, percussão e voz; Paulo Ró no violão, percussão e voz; Carlinhos Abdias no acordeon, teclado, baixo e percussão; Chiquinho Mino na percussão e vocal e Clauco Andrezza na percussão e vocal, além da participação especialíssima de uma das maiores revelações da Música Popular Brasileira, Chico César, que dispensa apresentações.
Com o lançamento do seu terceiro trabalho, a NZ provou a todos os seus milhares de fãs que a banda terá vida longa. Nação Zumbi é composto por Jorge Dü Peixe na voz e tambor; Lúcio Maia nas guitarras; Dengue no baixo; Gilmar Bola 8 na voz e tambor; Pupilo na bateria e caixa; Toca Ogam na percussão e voz e Gira no tambor.
Pois bem, há dois anos, essa palavra desembarcou no Recife, servindo de identidade para uma novo grupo musical da cidade. Nasceu assim a Banda Songo que privilegia a parte instrumental para fazer um som cheio de toques afro e jazzísticos, com batidas de samba e carimbó. Formado por Tiago Andrade na viola de arco e bandolim; Hugo Gila no baixo; Rafael Beltrão na bateria; Mavi Pugliese no sax e Márcio Monjolo na percussão, o Songo, na sua curta existência, já participou dos maiores festivais de Pernambuco como o Abril pro Rock, Rec-Beat e Festival de Inverno de Garanhuns.
O Sheik Tosado é China no vocal; Bruno Ximarú na guitarra; Risaldo no baixo; Oroska na percussão; Gustavo da Lua na percussão e Hugo Carranca na bateria. Endereço eletrônico: rafael@domain.com.br ou rafaelb@domain.com.br
Tirando dos seus equipamentos ruídos, sons cotidianos de Pernambuco, mixagens de vários ritmos e até gravação da voz do poeta pernambucano Ascenso Ferreira, Helder Aragão botou todo mundo pra dançar na última edição do Abril pro Rock. Além disso, conta com a importante participação de grande nomes da música, especialmente convidados para dar uma canjinha no show, o que faz da sua apresentação uma verdadeira festa.
Sua experiência musical inclui uma temporada em São Paulo, onde estudou guitarra, harmonia e história da música no Conservatório Chopin, ao mesmo tempo em que tocava em bares e abria shows no Projeto Pinxinguinha, como o de Cida Moreira e Wagner Tiso. Neste show além de Cleudo Freire na guitarra e na voz, temos a participação de Jucelino Brito, na bateria, percussão, vocal e performance, Marcos Franca nos teclados, vocal e performance, Paulo Milton no baixo e vocal e Edmar Rocha na percussão e performance.
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