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“Augustas”, de autoria do fotográfo Eder Chiodetto, mostra uma incursão do autor pela rua Augusta, “hoje o território mais democrático, diverso e divertido da cidade, além de exemplo de respeito e tolerância à diferença”, diz.
Por meio de grande panorâmicas obtidas pelo uso da câmera fotográfica analógica utilizada como uma moviola improvisada, Eder Chiodetto obtém um efeito vertiginoso no resultado das imagens, entre a imagem documental e a abstração. Metáfora tanto das mudanças que re-significam a rua Augusta no imaginário dos cidadãos a cada nova época, a cada nova geração, como também dos vestígios de memória que ela deixa impregnada na história da cidade.
Rua que já foi a mais chique da cidade por abrigar as boutiques que vestiam as socialites nos anos 60 e 70, a rua passou por uma grande decadência com o surgimento dos Shoppings e nos últimos anos e voltou a se revigorar pelo aspecto cultural, reunindo cinemas de arte, bons restaurantes, novos estilistas e, sobretudo, uma variedade de casas noturnas, sons e bares que povoam seus três quilômetros com cinéfilos, descolados, prostitutas, roqueiros, executivos, gays, comerciantes etc.
Ao utilizar essa técnica de “moviola”, as imagens ficam no limite entre fotografia (estática) e o cinema (movimento). O cinema deriva da invenção da fotografia. “Augustas” é fotografia que aspira a ser cinema. Esse foi um dos motivos que levou o autor a oferecer, em primeira mão, a exposição para um dos espaços mais tradicionais de cinema da cidade: o Cinesesc. Não por acaso, localizado em plena Augusta!
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