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Ingressos grátis para os shows do projeto Violeiros e Guitarristas
Portal SESC SP | REVISTA DIGITAL 14 maio de 2004

Projeto une diferentes culturas musicais paulistanas no palco do SESC Vila Mariana

Imagine Andreas Kisser tocando ao lado do violeiro Ivan Vilela. Ou então, André Abujamra e Paulo Freire lado a lado. São estes, e outros encontros que o projeto Violeiros e guitarristas, apresenta até domingo, no SESC Vila Mariana, pretende mostrar. A promoção Portal SESC SP vai dar 3 pares de ingresso aos primeiros e-mails que chegarem à unidade no dia do show.

Duplas e quartetos de guitarras e violas, que nunca se apresentaram juntos, mostram seus diferentes estilos musicais. A apresentação representa diversas influências: Sérgio Dias e o rock'n roll;Ivan Vilela, entre o popular e o erudito, a tradição e a modernidade; Roberto Corrêa, instrumentista e pesquisador do universo da viola, além de Andreas Kisser, André Abujamra, Heraldo do Monte, Pepeu Gomes e Paulo Freire.

As apresentações serão divididas em dois shows diferentes com a participação de dois violeiros e dois guitarristas em cada. Na dinâmica do show, cada instrumentista se apresenta individualmente para depois tocar ao lado do outro músico. A banda que acompanha os artistas é formada por João Erbetta nas cordas (violão, guitarra e violas); José Nigro, no baixo; e Rogerio Bastos, na bateria. Todos os arranjos do repertório e a direção musical dos shows é de João Erbetta.


+ sobre os músicos


O que: Violeiros e guitarristas
Quando:
15 e 16 de maio, sábado, às 21h, e domingo, às 18h
Quando: Roberto Corrêa e Pepeu Gomes
Quando: Andre Abujamra e Paulo Freire

Onde: SESC Vila Mariana | Rua Pelotas, 141 - 11 5080-3000
Ingressos: R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado); R$ 10,00 (estudante com Ingressos: carteirinha e idoso) e R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços Ingressos: matriculado e dependentes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Heraldo do Monte
Integrou o grupo Quarteto Novo, que mudou a trajetória da música no ano de 1967 criando e inserindo uma estética brasileira de improvisação em um ambiente musical dominado pelo jazz. Entre os prêmios que recebeu no decorrer de sua carreira, destacam-se Roquete Pinto, Guarani, APCA e Playboy. Foi incluído, em 1998, entre os dez melhores guitarristas do país pelo concurso da revista Guitar Player. Em 2002 lançou o CD Viola Nordestina, dedicado à maneira pernambucana de tocar viola, que foi indicado ao Grammy Latino, na categoria Regional Brasileira.

Sérgio Dias
Começou a se dedicar à música na adolescência e aos 16 anos fundou, ao lado de Arnaldo Baptista e Rita Lee, o grupo Os Mutantes, considerado uma das melhores bandas de rock do Brasil. Em 1980, lançou o primeiro de uma série de álbuns solo internacionais, solidificando sua carreira no exterior, onde realizou extensas turnês, além de produzir e atuar em diversos discos.

Ivan Vilela
Mestre em Composição Musical pela Unicamp, é diretor e arranjador da Orquestra Filarmônica de Violas, sediada em Campinas, e idealizador da ONG Núcleo da Cultura Caipira. Periodicamente ministra cursos e seminários sobre cultura popular brasileira, harmonia modal, estética e história da MPB e viola caipira. É autor de uma Ópera Caipira com libreto de Jehovah Amaral.

Andreas Kisser
Natural de São Bernardo do Campo/SP, começou a se interessar pela música aos 13 anos quando tocava MPB para aprender os acordes básicos no violão. Em sua formação sofreu influência de músicos como Randy Rhoads, Kirk Hammet e Ritchie Blackmore, que foram fundamentais para a evolução musical do Sepultura, banda que ele integrou no ano de 1987. A partir daí a história de Andreas Kisser se confunde a do grupo Sepultura.

Roberto Corrêa
Violeiro e compositor, natural de Campina Verde/MG, é descendente de uma família de violeiros. Iniciou na música ainda criança por meio do violão, instrumento que abandonou anos mais tarde para se dedicar exclusivamente à viola. Em dezembro de 2003, apresentou-se em uma das principais salas de concerto da Europa, o Konzerthaus, em Viena, acompanhado pelo contrabaixo acústico de Hendrik-Jan e pela viola da gamba de Inês Marchese. Atualmente prepara o lançamento de um álbum de viola caipira solo, com dez composições próprias, em partitura e tablatura.

Pepeu Gomes
Na adolescência em Salvador, sua cidade natal, aprendeu a tocar violão, guitarra e bandolim. Foi guitarrista do grupo Novos Baianos, formado na década de 1970 por Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Galvão e Baby Consuelo, e partiu para a carreira solo com o final do grupo em 1978. É desse ano o primeiro álbum, Geração de Som. Com sua mulher, a cantora Baby Consuelo, formou uma dupla que virou ícone do rock nos anos de 1980. No final da década, participou de festivais de jazz e lançou, em 1989, Instrumental On The Road. Já na década de 1990, dedicou-se mais a seu trabalho como guitarrista, relendo velhos sucessos como os chorinhos Brasileirinho, de Waldir Azevedo, e Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim. Também enveredou por um estilo mais pop, com o lançamento de Meu Coração, em 1999.

Andre Abujamra
Músico, compositor e produtor, adquiriu grande experiência com as bandas Os Mulheres Negras e Karnak. Atualmente prepara o lançamento de O Infinito de Pé, primeiro CD de sua carreira solo, previsto para agosto 2004. Apaixonado por novidades tecnológicas, sempre buscou utilizar em suas gravações equipamentos e técnicas recém descobertas. Foi um dos primeiros produtores no Brasil a utilizar um computador do tipo Mac para gravação, reproduzindo em loop as células musicais. Também usou e abusou do sampling muito antes da febre do remix. Recentemente fez a composição e a orquestração de trilhas sonoras de filmes como Carandiru e Caminho das Nuvens.

Paulo Freire
Aprendeu a tocar viola com Manoel de Oliveira e outros mestres da região do rio Urucuia, em Minas Gerais, e aprofundou-se nos costumes e lendas do sertão. Em Paris, estudou violão clássico e atuou em grupos de MPB de vários países da Europa e na Argélia. Compôs trilhas especiais para matérias de programas de TV, tendo recebido os prêmios Wladimir Herzog de Direitos Humanos e Prêmio Febraban. Gravou em 1995 seu primeiro disco solo de viola, Rio Abaixo, pelo qual ganhou o Prêmio SHARP de Revelação Instrumental. Foi integrante da Orquestra Popular de Câmera, e do grupo ANIMA. Em 2003, lançou o CD Vai Ouvindo com o Paulo Freire Trio.

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