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SESC projeta Tóquio na Avenida Paulista e cria um novo lugar: TOKYOGAQUI
portal SESCSP - revista DIGITAL - TOKYOGAQUI 10 mar 2008


Instalação cenográfica homenageia os 100 anos da imigração japonesa com apresentações de Butoh, cultura pop e gastronomia

De 15 de março a 4 de maio o SESC Avenida Paulista apresenta ampla programação, reunindo a multiplicidade da cultura japonesa em três andares da unidade, ricamente ambientados para o público sentir Tóquio bem de perto.

Ga
, quer dizer imagem em japonês. TOKYOGAQUI é uma imagem de Tokyo aqui. É também, em outra significação, uma imagem barata de Tóquio, como todas as imagens que circulam hoje, neste tempo de excesso e "des-significação".

Durante 48 dias, três andares do SESC Avenida Paulista vão abrigar atividades, refletindo o Japão pop e contemporâneo. Destaca-se a homenagem aos 101 anos de Kazuo Ohno e ao introdutor do Butoh no Brasil, o coreógrafo Takao Kusuno, com uma série de espetáculos e instalações no 9º andar, batizado de Ohno 101 + Kusuno. O 5º andar reflete a principal característica da cultura nipônica, a fusão Tradição Pop. A cobertura do prédio, com vista panorâmica de toda avenida Paulista, será transformado em um Bia Gaden, os famosos espaços do happy hour dos japoneses, onde se poderá degustar delícias da gastronomia nipônica e muito mais!

TOKYOGAQUI quer pensar o Japão. Pensar um indeterminado Japão. Pensar assim, como ocidental e brasileiro, um mundo de cabeça para baixo. Um espelho de nós mesmos, um mundo virado do avesso. Pensar o Japão como um processo em constante transformação e também como um labirinto. Pensar o Japão também como local da partilha daquilo que permanece na memória de cada ocidental, brasileiro e especificamente paulistano. Pensar o Japão também como algo separado da memória, como algo repetitivo, desconhecido e ao mesmo tempo banal. Japão como objeto de desejo e desvelamento de outros sentidos. Pensar o Japão como um caminho quebrado, como um mergulho no outro lado: no avesso do Ocidente, em um além. Pensar um Japão mil anos depois, mas do mesmo jeito que os "milenaristas" e a renascença olhavam os antípodas. Pensar Nipon como as crianças brincam: imaginando alcançar aquela ilha, do outro lado do mundo, cavando um buraco profundo na terra. Pensar o Japão como o Império dos Signos, um Japão Barthesiano onde nos deixamos ficar, rodopiando, em movimento contínuo entre os tantos significados e as intermináveis insignificâncias.

TOKYOGAQUI é uma realização do SESCSP, co-realizado pela Agency for Cultural Affairs of Japan, BankArt 1929 de Yokohama, do Liaison of International Butoh e Kazuo Ohno Dance Studio. Curadoria geral: Ricardo Muniz Fernandes. Co-curadoria de Hideki Matsuka e Christine Greiner.

Consulte programação completa de março

Baixe o catálogo da instalação

o que: TOKYOGAQUI
quando:

15 de março a 04 de maio 2008
[de terça a domingo, 13h às 20h]

onde: SESC Avenida Paulista - Av. Paulista, 119 | 11 3179-3700
ingressos:

preços variados [consulte a programação]





SESC Avenida Paulista

9º andar :: Ohno 101 + Kusuno > TOKYOGAQUI

Performances internacionais / performances nacionais / instantâneos / imagens em movimento / performances leituras. Batizado de Ohno 101 + Kusuno, este andar abrigará a exposição / instalação sobre os 101 anos de Kazuo Ohno, com fotos, imagens de arquivos, filmes, textos e vídeos sobre a obra e a vida do artista. 101 anos. Vestidos. Cartazes. Chapéus. Fotos de família. Parceiros, amigos, performances. Toda uma vida. Material iconográfico sobre as três passagens de Ohno no Brasil. Kazuo em sessão de maquiagem no camarim aberto ao público no evento Babel. Kazuo dançando em Haikai pichado a céu aberto. O andar inteiro como palco de travessia e diálogo. Um pavilhão, um estúdio: seja de Ohno em Yokohama, de Kusuno em SP, ou de coreógrafos soltos pelo mundo. Espaço de apresentações: solos de coreógrafos e intérpretes brasileiros e japoneses cúmplices das criações de Ohno, Takao Kusuno e outros mestres do Butoh. Além das apresentações programadas em horários nobres, os instantâneos -intervenções contínuas de performers brasileiros- vão manter o espaço em movimento permanente. Uma linha de pesquisa e invenção contemporizando a alma e seus meandros.

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SESC Avenida Paulista

5º andar :: Tradição Pop > TOKYOGAQUI

No quinto andar, a Tradição Pop imita esquinas de Tokyo, paisagens de Ozu, reflete samurais comendo melona, um mundo tão perto e tão longe de Tokyo ou São Paulo: um mundo mangá. Nesse andar os visitantes poderão conhecer um recorte da cultura tradicional e da cultura pop japonesa a partir de apresentações, como a do grupo Yubiwa Hotel, da funkeira Tigarah, da bailarina de kabuki Heidi Durning, de uma série de competições de cosplays -fantasias inspiradas em desenhos animados e games orientais-, anime-kes, karaokes, além de outras invenções e manias da juventude japonesa, que contaminaram o mundo. O espaço ainda abrigará exposição e oficinas de mangás, sala de cinema com trechos de filmes japoneses e outros tantos de várias nacionalidades, que fazem referência ou reinventam o país do sol nascente; máquinas de games, Ikebanas digitais, cantores de Nô e a expressão de artistas brasileiros, como Antunes Filho e José Celso Martinês Correa, conectados e capazes de redimensionar o mundo nipônico real e imaginário.

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SESC Avenida Paulista

cobertura :: Bia Gaden > TOKYOGAQUI

O terraço da cobertura será transformado em um Bia gaden, palavra japonesa utilizada para designar Jardim de Cerveja - 'beer garden', onde, no verão, os japoneses costumam se reunir em terraços de prédios para beber, cantar nas tradicionais máquinas de karaokês e se divertir. Na comedoria do SESC Avenida Paulista será recriado esse ambiente, onde será oferecida variada degustação de comidas típicas especiais e montada exposições sobre a plasticidade da comida nipônica. O Japão existe como um império de cores, sabores e exotismos, e neste andar, especiarias se espalharão, seja como artesanato ou como produto industrial para consumo de massa. A intenção é passar para o visitante a idéia de que comida é uma arte a ser apreciada com calma -o slow food. Para o japonês, o momento da alimentação é algo tão sério que até as embalagens de coisas simples, como uma bala, são verdadeiras obras de arte, cheia de detalhes.

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