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Caravana de Autores | Portal SESCSP - REVISTA DIGITAL
30 junho 2009
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Atiq Rahimi, convidado
do SESC Consolação
Com abordagens
diferentes, cinco escritores francófonos chegam a São Paulo
para série de encontros nas unidades do SESC São Paulo.
A Caravana de Autores recebe David Foenkinos e Ollivier Pourriol, Michel
Ocelot, o festejado Atiq Rahimi e Catherine Millet, os dois últimos
convidados também da Festa Literária Internacional de Paraty
(FLIP)
Divididos
entre quatro unidades, SESC Pinheiros, Consolação, Vila
Mariana e Pompeia, os encontros pretendem debater a literatura francesa
e sua influência na produção cultural do mundo francófono,
países em que a língua oficial ou dominante é o francês.
Para tanto, os escritores franceses David Foenkinos, tido por alguns como
François Truffaut da literatura contemporânea, e Ollivier
Pourriol, que aborda questões filosóficas com blockbusters,
abrem as discussões e apresentam seus trabalhos literários
ao público do SESC Pinheiros.
Intrigado pela delicada condição feminina em meio à
tradição afegã, o escritor Atiq Rahimi, nascido em
Cabul, no Afeganistão, e refugiado político na França
desde 1985, comparece ao SESC Consolação para desdobrar
sua mais recente obra Syngué sabour (Pedra-de-paciência,
lançada pela Estação Liberdade), pela qual recebeu
o Prêmio Goncourt 2008.
Considerando que, se pudessem, os personagens dos livros seriam os mais
adequados para falar da obra, o encontro com a francesa Catherine Millet
promete reunir no SESC Vila Mariana curiosos pela sua literatura e também
pela sua vida. Conhecida por seu trabalho como crítica de arte
e fundadora da revista Art Press, a autora, cujo primeiro livro,
A vida sexual de Catherine Millet, vendeu mais de 1 milhão
de exemplares, aborda explicitamente sua vida sexual, desde a masturbação
na infância até suas experiências com sexo grupal.
Sua segunda publicação, A outra vida de Catherine Millet,
tão polêmica quanto a primeira, retrata sua obsessão
pela infidelidade do marido, o romancista Jacques Henric.
O último encontro da Caravana de Autores acontece no SESC Pompeia
com o francês Michel Ocelot, autor e diretor dos filmes de animação
Kirikou e a Feiticeira (1998), inspirado em um conto africano,
Kirikou e os animais selvagens (2005) e Azur & Asmar
(2006), em que exalta a civilização islâmica da Alta
Idade Média como maneira de lutar contra a intolerância étnica.
Saiba mais:
David Foenkinos
Ollivier Pourriol
Atiq Rahimi
Catherine Millet
Michel
Ocelot
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David
Foenkinos
Autor de Em caso de felicidade e O potencial erótico
de minha mulher, ambos editados pela Rocco, David Foenkinos
é também autor de Invension de lidiotice
e Entre les Oreilles, sem tradução para o português,
além de roteirista de cinema.
O autor imprime em sua obra um estilo tipicamente francês,
existencial, psicológico. David aborda as questões
cotidianas em seus livros de uma forma leve e ao mesmo tempo pungente,
captando as idiossincrasias dos casais em seus aspectos mais dissimulados.
Sua visão do mundo é construída com base na
psicanálise, mas ao mesmo tempo possui um olhar romântico.
São histórias bem humoradas de pessoas comuns, mas
que guardam sob sua superfície os conflitos e mazelas das
relações humanas.
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Ollivier
Pourriol
O
livro Cinefilô - As mais belas questões da filosofia
no cinema traz uma idéia inusitada: aprender filosofia
com filmes de grande popularidade. Brad Pitt, Tom Cruise e Bruce
Willis, entre tantos outros, dão uma mãozinha ao filósofo
e escritor Ollivier Pourriol na abordagem de temas filosóficos
sobre questões do mundo contemporâneo.
Olliver mostra que personagens da cultura pop e seus dilemas universais
nos ensinam a compreender o pensamento humano de forma prazerosa
e sem banalizações. Com X-Men, por exemplo,
ele mostra a diferença entre o mero poder e a verdadeira
potência. Já Matrix sobre um mundo dominado
por máquinas ensina que não existe escolha sem liberdade.
O autor expõe as ideias de grandes pensadores como René
Descartes e Spinoza de modo original e em linguagem clara, mas sem
perda de profundidade.
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Atiq
Rahimi
Atiq
Rahimi (1962, Cabul, Afeganistão) iniciou sua carreira na
França, após fugir de seu país durante a guerra
civil na década de 1980. Formado em Letras e Cinema, publicou
no Brasil os romances Terra e cinzas (2000) e As mil casas
do sonho e do terror (2002), marcados por influências
ocidentais e orientais. Rahimi adaptou Terra e cinzas para
o cinema e apresentou-o no Festival de Cannes, em 2004. No ano passado,
foi vencedor do mais importante prêmio de literatura da França,
o Goncourt, por Syngué sabour (Pedra de paciência),
primeiro livro do autor escrito em francês. Exemplo de sua
prosa poética, marcada por frases curtas e ritmadas, o romance
descreve o dia-a-dia de uma mulher que cuida do marido em coma,
ferido durante a guerra.
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Catherine
Millet
Curadora e crítica de arte, Catherine Millet (1948, Bois-Colombes,
França) fundou e edita a revista francesa Art Press.
Em 2001, causou estardalhaço ao publicar as memórias
A vida sexual de Catherine M., em que relata sua prolífica
vida sexual. De Madame Art, passei a Madame Sex, conta.
Em seu último livro, A outra vida de Catherine Millet
(2008), Catherine Millet surpreendeu novamente seus leitores ao
descrever, a despeito de sua postura libertária, o ciúme
que sentia das relações extraconjugais do marido.
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