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Sumário da edição nº 48

EDITORIAL


REVISTA TERCEIRA IDADE: AS PRÁTICAS CORPORAIS NA TERCEIRA IDADE


Clique aqui para ler o editorial completo.

por DANILO SANTOS DE MIRANDA
Diretor Regional do SESC São Paulo


Empowerment e idosos: uma reflexão sobre programas de Educação Física
Os Meios de Comunicação Social e o “Empoderamento” da Terceira Idade

O aumento populacional de idosos tem gerado uma grande demanda de ações e intervenções que contribuam para o envelhecimento saudável. A atividade física é considerada uma importante intervenção nesse processo, porém como se estruturam essas intervenções ainda é uma discussão que permeia a área da saúde, bem como a atuação dos profissionais envolvidos nessas práticas também é causa de debate a partir do momento em que há uma grande oferta de programas que oferecem a atividade física como uma das formas para uma melhor qualidade de vida da população idosa. Considerando-se que na perspectiva mais atual da Promoção da Saúde o eixo central é o conceito/estratégia do empowerment (empoderamento), definido como o processo de capacitação de indivíduos e comunidade a partir do aumento de seu nível de conhecimento e informação por meio de práticas educativas, este ensaio pretende refletir sobre as implicações disso sobre os programas de Educação Física para idosos.


PALAVRAS-CHAVE: empoderamento, atividades físicas, qualidade e vida.


CLAUDIA F. DOS SANTOS RONQUI PINHEIRO – Mestre em Educação Física pela Universidade São Judas Tadeu. Instrutora de atividades físicas do SESC SP claudia@consolacao.sescsp.org.br

MARIA LUIZA DE JESUS MIRANDA – Docente da Pós graduação Strictu Senso da Universidade São Judas Tadeu e Coordenadora do Projeto Sênior para a Vida Ativa da USJT e do Grupo de Pesquisa Sênior. odsmi@uol.com.br


A sociedade está envelhecendo. Esta pauta vai se tornando presente, cada vez mais, na rotina dos meios de comunicação. Ainda nos bancos universitários, os futuros jornalistas devem ser sensibilizados para este fenômeno que envolve importante processo de mudança social. Um dos caminhos pode ser o estudo das técnicas de empoderamento e formação de capital social, por meio das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Em contrapartida, exercendo plenamente os seus deveres de cidadania, os comunicadores podem – no exercício da profissão ou no voluntariado – contribuir com o fortalecimento das reivindicações da Terceira Idade, na luta pela preservação dos direitos adquiridos, na organização pela conquista de novos direitos, principalmente cobrando dos meios de comunicação mais respeito e dignidade, condenando a discriminação, não se calando diante de qualquer iniciativa que vise prejudicar os direitos das pessoas idosas. Mas como fazer? Como proceder para evitar o conflito geracional que tende a se instalar na sociedade quando as próprias autoridades públicas passam a atribuir aos idosos a culpa pelos problemas da Previdência Social ou pelos gastos com a saúde pública? E como pode um setor social tão amplo e poderoso como a Terceira Idade abrir mão do seu próprio poder deixando-se “dizimar” pelos políticos e pelos meios de comunicação sem qualquer reação? É isto que pretendemos estudar neste artigo.


PALAVRAS-CHAVE: empoderamento, participação social, sociabilidade, Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs.


por:
PEDRO CELSO CAMPOS – Coordenador do curso de jornalismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista / UNESP, campus de Bauru/SP. pcampos@faac.unesp.br

O idoso como protagonista social


           O envelhecimento da população traz consigo não apenas demandas especiais de serviços públicos e de investimentos. Traz, sobretudo, profundas modificações nas representações da cultura, nas práticas sociais e nas formas e figuras de subjetivação. O Brasil, habituado a se ver sob o signo da jovialidade, começou a se defrontar com as crescentes imagens de idosos, espelhando seu próprio envelhecimento. De país que tinha os jovens como protagonistas principais, passa a ser protagonizado também pelos mais velhos. O cenário social e as histórias que aí se desenrolam passam a contar com esses outros atores nos quais as marcas do tempo se aprofundam, antes completamente destituídos de qualquer palco, visibilidade ou protagonismo social. Este artigo teve como objetivo enfatizar a importância do idoso como protagonista, analisando suas contribuições para a construção da grande narrativa que interliga todos os atores sociais. Para tanto, buscamos mapear a forma como o idoso é tratado e sua participação no cenário social, na legislação e nos Conselhos do Idoso. Contudo, à população idosa, convocada a ser protagonista de sua própria vida, muitas vezes são reservados papéis de personagens secundários.


PALAVRAS-CHAVE: protagonismo, participação social, empoderamento, direitos e cidadania.


por JOSÉ STERZA JUSTO – Doutor em Psicologia Social pela PUC SP. Livre Docente em Psicologia do Desenvolvimento pela UNESP. Coordenador do projeto Universidade Aberta à Terceira Idade da UNESP, de 2001 a 2000. justo@assis.unesp.br

ADRIANO DA SILVA ROZENDO – Psicólogo, presidente do Conselho Municipal do idoso em Assis SP. Membro titular do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo. Mestrando em Psicologia pela UNESP. rozendoadriano@aol.com

MARIELE RODRIGUES CORREA – Psicóloga, Mestre e Doutoranda em Psicologia pela UNESP (Assis). Coordenadora de Grupos de Terceira Idade. marielecorrea@bol.com.br

FALAS SOBRE A VELHICE: ENTRE O PERCEBER E O SER IDOSO
ReflexÕes sobre o “Projeto Terceira Idade” do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que regulamenta o direito de prioridade processual


O aumento da expectativa de vida das pessoas é um fato relevante, complexo e multifacetado. No Brasil, há 19 milhões de idosos (PNAD, 2007) envelhecendo em diversos contextos. No meio científico prevalecem as pesquisas voltadas para o aspecto biofisiológico dessa população. No entanto, pouco se conhece sobre o significado que os próprios idosos dão a esse período de suas vidas e sobre a forma como perdas e limitações são integradas às suas experiências. O objetivo deste estudo é o de compreender, sob uma perspectiva antropológica, a percepção de velhice de idosos moradores do Morro da Penha, no município de Santos/SP. O método é qualitativo. Realizou-se a observação etnográfica densa e entrevistas em profundidade. A percepção está relacionada com a visão de mundo que o indivíduo tem de si e do mundo que o cerca. O resultado revela que os idosos percebem a velhice quando ela apresenta limitações e incapacidades físicas que lhes impedem de realizar suas atividades diárias e laborais. Concluímos que, para esse grupo, a velhice não é vista, mas sim sentida. Identificam-se como idosos ou “velhos” quando estão impossibilitados do movimento e da ação do corpo que lhes impedem de exercer seus papéis sociais efetivamente.

PALAVRAS-CHAVE: auto-imagem, autocuidado, antropologia.


por:
VERA DE FÁTIMA GOMES DE ASSIS – Mestra em Saúde Coletiva da Unisantos/SP, professora da disciplina Atividade Física na Terceira Idade, do Curso de Educação Física e Esportes da Unisanta, Santos/SP, e instrutora de atividades físicas do SESC/Santos. fatima@santos.sescsp.org.br

DENISE MARTIN – Professora Doutora do Programa de Mestrado em Saúde Coletiva, da Universidade Católica de Santos. demartin@unisantos.br


O Estatuto do Idoso, Lei Federal brasileira nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, dispõe sobre um título dedicado ao Acesso à Justiça (arts. 69/71), no qual se destacam os dispositivos que preveem a possibilidade de criação de varas especializadas e exclusivas do idoso (art. 70), e assegura a prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, em qualquer instância (art. 71). A prioridade na tramitação dos processos no âmbito do Poder Judiciário é uma conquista merecida e justa aos idosos. Infelizmente, nossa Justiça é muito criticada por sua morosidade, levando anos para solucionar um litígio. A pessoa que chegou à velhice não pode ficar esperando tanto tempo para ver o seu caso resolvido. A demora na solução, inclusive, traz sérios problemas de saúde: ansiedade, angústia, desânimo, depressão, etc. Mais do que justa é essa prioridade. Imaginem quantos idosos esperam, por exemplo, decisões judiciais acerca de revisões de valores de aposentadorias? Minhas reflexões decorrem a partir da aprovação do Estatuto do Idoso (Lei Federal nº 10.741/2003) e de suas implicações no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Ceará, Brasil, principalmente no que tange ao direito de prioridade processual conferido a esse segmento populacional. Como outras promessas de prioridade processual, estamos diante de mais um caso de “legislação simbólica”.


PALAVRAS-CHAVE: Estatuto do Idoso, direitos e cidadania, legislação.


por:
ALEXANDRE DE OLIVEIRA ALCÂNTARA – Promotor de Justiça na Comarca de Aracati – Ceará, da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência (Ampid). Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza-Unifor e Professor da Universidade Potiguar-UNP. alexandre-alcantara@uol.com.br

ENTREVISTA


ENTREVISTA – WLAMIR MARQUES

           Vlamir Marques, 73 anos, ao lado de Amaury, Ubiratan e Rosa Branca, foi uma das maiores estrelas do basquetebol brasileiro. Vlamir fez parte de um elenco cuja conquista jamais foi superada: o Bicampeonato Mundial, primeiro em Santiago do Chile no ano de 1959 e depois no Rio de Janeiro em 1963. Num Maracanãzinho lotado, a equipe brasileira derrotou os poderosos Estados Unidos, uma impressionante e insuperada façanha.

Em seu apartamento em São Paulo, Vlamir recebeu A Terceira Idade e narrou saborosas histórias dessa época de ouro de nosso basquete. Comentou a situação desse esporte em nosso país. Refletiu sobre questões relativas ao envelhecimento de atletas, sobre as condições do aposentado brasileiro e, por fim, sobre sua própria condição de pessoa idosa.

A Revista A Terceira Idade pode ser adquirida na rede de lojas SESCSP, nas unidades da Capital e Interior, a R$ 10,00 cada exemplar. É possível também comprar online pela Loja SESC Virtual.
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Poderão ser adquiridas online na ou consultadas no Centro de Documentação Técnica da GEDES-Gerência de Estudos e Desenvolvimento do SESC: Rua Álvaro Ramos, 991 | Belenzinho - São Paulo - SP.

 

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