A primeira edição do Videobrasil foi realizada em 1983 e reunia uma pioneira safra nacional de artistas, documentaristas e realizadores de vídeo. Nos anos seguintes, o evento evoluiria em duas direções principais. A mostra competitiva se volta para o mapeamento da arte eletrônica do sul geopolítico do mundo; e a programação acompanha a rápida evolução do meio eletrônico, que se incorpora à produção contemporânea e se desdobra em uma diversidade de manifestações, como instalações, live performances, obras interativas e intervenções.

A partir de 1992, quando passa a ser realizado pelo SESC São Paulo, o Festival Internacional de Arte Eletrônica se consolida como referência internacional para a arte do sul e lugar privilegiado de observação da produção contemporânea. Realizado no SESC Pompéia e em outras unidades do SESC São Paulo, traz a São Paulo artistas como Bill Viola, Gary Hill e Coco Fusco (EUA), Peter Greenaway (Grã-Bretanha), Marcel Odenbach (Alemanha), Akram Zaatari (Líbano), Fabrizio Plessi (Itália), Robert Cahen (França), Eder Santos, Chelpa Ferro, Waly Salomão, Detanico e Lain, Arthur Omar e Marco Paulo Rolla (Brasil).

Principal produção da Associação Cultural Videobrasil, criada em 1991 para expandir os objetivos do evento por meio de ações mais perenes, como publicações e documentários, o Festival entra na década de 2000 afirmando seu caráter curatorial. A partir da 13ª edição, a programação é norteada por eixos temáticos que derivam da observação de questões e tendências contemporâneas, a exemplo de Deslocamentos (2003) e Performance (2005). A configuração favorece a expansão das atividades reflexivas do Festival, que ganham fôlego e espaço ampliados.

A partir de 2007, parcerias estratégicas com instituições brasileiras e internacionais de ensino e pesquisa permitem ao Festival conceder de forma sistemática prêmios de intercâmbio a artistas selecionados para a mostra competitiva Panoramas do Sul, além de prêmios em dinheiro.