Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Festa 2018 - Oficinas, demonstrações e vivências de artes visuais e tecnologias. Dias 2, 3 e 4 de março, grátis, em todas as unidades saiba mais

FestA---JUNTA

Com as editoras e projetos Biblioteca Popular Ambulante (Roger Colom, Argentina), 55SP, Dulcineia Catadora, Rolo Seco, Tenda de livros, A Bolha (Rio de Janeiro), Banca Tatuí, Tijuana e Desapê.

Reunindo postais, livros, zines e pôsteres que são de difícil acesso por questões geopolíticas e econômicas, a feira de arte impressa trará uma grande variedade de formatos e autores. Para o evento, foram convidadas sete editoras nacionais, pioneiras na organização de espaços para a venda de arte impressa. Também haverá representantes de Cuba e da Argentina. Com curadoria de Paula Borghi, a feira ainda contará com mesas de camelô, que poderão ser ocupadas por publicadores autônomos.


55SP tem como princípio mostrar que a arte pode ser acessível. Com um acervo que se estende a publicações impressas e sonoras, o selo de publicações 55 SP busca comissionar peças em diferentes formatos, entre eles fanzines, disco de vinil e fitas cassete, com tiragem limitada. Entre alguns projetos de 2017 destaca-se DISSONANTE, com inspiração nas artes gráficas e no universo fonográfico. Este é um projeto idealizado por Julia Morelli. 

Biblioteca Popular Ambulante é uma biblioteca e um selo editorial de livros feitos com materiais populares, com o papel mais normal possível, encadernado com parafusos. A idéia é que não exista uma técnica particular, que qualquer um pode fazer, não sendo necessário ser um encadernador, um poeta ou ter conhecimento de qualquer tipo. O conteúdo é lixo em um sentido literal, coisas encontradas na rua e outros tipos de lixo, como publicidade, folhetos, flyers, propagandas políticas, dinheiro instantâneo, bilhetes de loteria, qualquer tipo de documentação pública que se encontre na rua, para a produção artística. Projeto idealizado pelo artista mexicano que vive em Buenos Aires, Roger Colom.

Dulcinéia Catadora é um coletivo iniciado em 2007 após dois meses de trabalho colaborativo de Lúcia Rosa e Peterson Emboava com integrantes do Eloísa Cartonera durante a 27ª Bienal de São Paulo. Atualmente, funciona dentro de uma cooperativa de materiais recicláveis em São Paulo, e conta com a participação ativa de Andreia Emboava, Maria Dias da Costa, Eminéia dos Santos e Agata Emboava, que trabalham diariamente na reciclagem, e Lúcia Rosa. Edita livros de poesia, de prosa e convida artistas brasileiros para desenvolverem projetos de livros que contemplem a participação das catadoras na produção de conteúdos. O Dulcinéia tem como ponto fundamental a sustentabilidade, baseando-se numa estratégia de geração de renda que consiste em vender os livros e repassar para as catadoras que os elaboram o valor de R$15,00 pela produção de cada exemplar.

Rolo Seco é fruto da união e disposição da Lowtown com a Nada Nada Discos. É um selo artístico, que promove com os artistas o que um selo musical faz com as bandas: incentiva a produção, reproduz sua arte em escala limitada e a vende a preço acessível. Não por coincidência, todos os artistas lançados pelo Rolo Seco tem banda ou estão inseridos dentro da produção musical underground, seja lançando discos, produzindo clipes ou artes para bandas.

Tenda de Livros é um projeto de circulação de arte impressa que nasce como um experimento. O que pretende é provocar, movimentar-se em encontros, exposições, bate-papos, troca de publicações e, quando possível, fazer vendas. Não buscamos convenções, acreditamos que atuar na produção, edição e circulação de livros e publicações vai muito além do mercado, nós fugimos dele, tentando resistir às suas investidas de cooptação e insistimos no livro de artista como campo incerto e de natureza resistente. A atuação está na rua, está na vida vivida e pode ser um campo prático de pesquisa em arte. Assim, a Tenda de Livros, que nasceu como barracas de Feira, virou biblioteca itinerante e viajou por muitos lugares, voltou e virou editora de projetos coletivos e agora está na JUNTA!. Para e feira, haverão trabalhos de artistas, publicadores militantes e o jornal Borda.

A Bolha é uma editora independente especializada em títulos traduzidos para o português e se dedica também à propagação/disseminação de obras brasileiras na América do Norte. Além de editora, A Bolha é um espaço caracterizado pela divulgação e venda de arte impressa e também organização, em parceria com a Comuna, de uma das principais feiras de publicação da cidade do Rio de Janeiro, a PãodeForma.

Banca Tatuí é um espaço independente no centro de São Paulo que oferece livros de diferentes temas, gêneros e editoras de várias regiões do Brasil. Primeira banca de rua de São Paulo inteiramente dedicada a publicações das mais variadas formas, como zines, revistas, livros e jornais. Além do espaço físico na Santa Cecília, a Banca Tatuí tem uma loja virtual com entrega em todo o país.

Desapê é uma plataforma que se propõe divulgar e comercializar livros de artistas e publicações autorais contemporâneas, além de abrigar o que chama de descoleção de obras editoriais raras e esgotadas, nacionais e internacionais, que surgiram no panorama editorial e artístico a partir dos anos 50, quando aparecem as primeiras publicações relacionadas à poesia concreta. Localizado atualmente num apartamento do Edifício Copan, mas com uma vocação ao nomadismo, o Desapê também realiza ações itinerantes, seja em feiras de arte e editoria, como em mostras e exposições, onde apresenta seu acervo. Em 2017, participou da New York Art Book Fair no Moma PS1, onde conquistou novos colecionadores internacionais, entre eles o Metropolitan Museum e a Columbia University.

Tijuana foi estabelecido em 2007 como um espaço dedicado a divulgar e vender publicações e edições de artista dentro da Galeria Vermelho. Hoje, sob o formato de banca de jornal no pátio da Vermelho, continua funcionando como livraria, biblioteca e o lugar que recebe projetos especiais do meio da publicação. Desde 2009, organiza a Feira Tijuana de Arte Impressa, primeira feira de publicações e livros de artista organizada no Brasil. Desde 2010, também publica seus próprios livros de artista àtravés do selo Edições Tijuana que podem ser encontrados na Banca Tijuana.

Paula Borghi mora entre o Rio de Janeiro e São Paulo. É gestora cultural do espaço independente SARACURA. Desde 2010, pesquisa arte contemporânea na América Latina. É idealizadora do Projeto MULTIPLO, uma plataforma itinerante em arte impressa (livros, postais, jornais e revistas), que já esteve em Cuba, Chile, Equador, Argentina, Uruguai e algumas cidades do Brasil. Foi assistente curatorial da 12# Bienal de La Havana (2015) e curadora da Residência Artística do Red Bull Station (2013/2014). Foi integrante do grupo de crítica do Paço das Artes 2012/ 2013 e do grupo de crítica do Centro Cultural São Paulo 2011/2012/2013. Recentemente, abriu a exposição "Jogos do Sul", com Alfons Hug, através do Instituto Goethe. Foi contemplada com o Projecto MULTIPLO no Rumos Itaú Cultural 2016. Atualmente, é co-curadora da Bienal do Mercosul 2018.

 

Local: Espaço de Convivência (Térreo).

Acesso Livre.


(Foto: Matheus Mondini | Rolo Seco)


 

Artes Visuais

JUNTA! Feira de Livro de Artista Latino-Americana Produção Geral: Monica Gambarotto, MOVA


Essa atividade aconteceu de 03/03/2018 a 04/03/2018
no Sesc Pinheiros.

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