Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Tecnologias e Artes em Rede: Tecnologias Negras - Cursos, oficinas e bate-papos que valorizam o protagonismo da pessoa negra e sua relação com as artes visuais e as tecnologias saiba mais

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Partindo da pratica do desenho de figura humana com modelos não brancos e negros, a oficina pretende sensibilizar o participante, qualquer que seja sua origem racial e gênero, para os processos que naturalizam os apagamentos e discriminações.

A prática do desenho da figura humana através da observação do "Modelo Vivo" continua auxiliando o desenvolvimento do trabalho de artistas profissionais e amadores desde épocas muito remotas. Através dessa modalidade de trabalho adquirimos e/ou desenvolvemos inúmeras habilidades e promovemos nossa sensibilidade a patamares mais elevados. Mas essa prática tem sido pautada pela observação de um modelo que não contempla, ou pelo menos não contempla na sua totalidade, a multiplicidade dos corpos que espelhariam nossa diversidade étnica e racial. Assim o exercício proposto nestas oficinas exige do participante uma capacidade de alteridade/solidariedade que vai conecta-lo ao objeto do nosso interesse, qual seja: os corpos negros.

Na história da arte tida como canônica em nosso país, o corpo negro tem sido objeto de interesse de artistas e pensadores não negros dos mais diversos campos e a imagem que desses corpos se constrói tem sido explorada para os mais distintos fins, desde alimentar hipóteses racistas para as pseudociências que procuram afirmar "inferioridade natural" dxs negrxs, até proposições artísticas que pretenderam entroniza-lo como símbolo universal de uma nascente nacionalidade. Mas de sujeito de interesse alheio para sujeito interessado na sua história e destino, esse mesmo negro que teve/tem sua imagem explorada também tem sido capaz de construir narrativas simbólicas que procuram denunciar e desconstruir essa iconografia racista e histórica, estrutural, entronizou no imaginário da nação uma imagem falsa e hiper-sexualizada desses corpos. A partir dessas considerações peguntamos: O que significa desenhar, criar representações simbólicas esses corpos? Como escapar a fetichização desses corpos? Como, á partir dos nossos desenhos podemos transcender limites culturais e acessar novos universos sensíveis/afetivos/culturais.

Claudinei Roberto da Silva, professor, artista visual e curador, graduado em Educação Artística pelo Departamento de Artes da USP,coordenou o núcleo de Educação do Museu Afro Brasil e como curador realizou com Clarissa Diniz e Sandra Leibovici  a "13ª Bienal Naïfs do Brasil" do Sesc Piracicaba e a coletiva "Pretatitude: Insurgência, emergência e afirmação" na arte afro-brasileira contemporânea para várias unidade do Sesc.   

IMPORTANTE: Os alunos deverão trazer seu próprio material de desenho.

Obs.: Contêm nudez em alguns momentos dos encontros.

Local: Espaço de Tecnologias e Artes - 4º andar
Classificação indicativa: A partir de 18 anos

Distribuição de ingressos no local, 30 min antes da atividade.


Grátis
(Foto: Pixabay)

 

Tecnologias e Artes

Desenho de Modelo Vivo com Corpos Negros com Claudinei Roberto

Classificação etária: Acima de 18 anos

Essa atividade aconteceu de 06/10/2019 a 03/11/2019
no Sesc 24 de Maio.

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