Catandupedras, o festival de rock do Sesc Catanduva volta a sacudir a programação musical da cidade em julho, em sua 10ª edição

22/06/2022

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O dia 13 de julho é reconhecido no Brasil como o Dia Mundial do Rock. Apesar de ser chamado assim, a data só é comemorada realmente por aqui. Para contextualizar essa escolha, ela é uma homenagem ao Live Aid, evento musical que reuniu milhares de pessoas, exatamente nesta data, em 1985, e arrecadava fundos para acabar com a fome na Etiópia. Ocorreu simultâneo em Londres, Inglaterra, e na Filadélfia, EUA. O evento chamou a atenção por contar com a presença de muitos artistas de peso, entre eles: The Who, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath. Aliás, foi Phil Collins que declarou na ocasião o desejo de uma data mundial para comemorar o rock e no Brasil, a gente agradeceu a ideia e passou a comemorá-la desde 1990. 

Há quem defenda outra data importante – o dia 5 de julho, que faz referência à data em que Elvis gravou That‘s All Right, que coincidentemente, também é o dia em que os Beatles se apresentaram pela primeira vez nos EUA. 

Certo ou errado, 5 ou 13, o importante é celebrar a invenção desta mistura de ritmos dançantes que conquistou negros e brancos nos anos 50. Um som que promoveu um movimento social dos mais radicais: arrombou portas, quebrou barreiras e renasce continuamente nas garagens do mundo todo. O rock pode ser entendido como um fenômeno multicultural, de um desejo transformador de costumes e comportamentos, que eclodiu em forma de música, mas também se manifesta em transformações tecnológicas, sociais e econômicas. Não se pode negar que com ele vieram grandes transformações, como na moda, por exemplo, ou na comunicação em geral, na sociedade, nas mídias da época e assim vem sendo até hoje: o rock continua rolando e transformando tudo ao seu redor. Rock é atitude, é sem sombra de dúvida política, e acima de tudo é um estado de espírito, portanto nunca envelhece e passa como uma paixão por gerações.  

Revisitando a cronologia do Catandupedras, sua primeira edição não oficial, em 2006, contou com a participação de vários grupos com mais ou menos tempo de estrada. Era um esboço do que seria, mas o projeto caminhou e criou força, e em 2007 – surgiram novas oportunidades para que essas bandas mostrassem seu trabalho – outros repertórios e também composições próprias em nossa programação musical. Outras edições aconteceram em 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, e em 2020, tivemos a primeira edição online do Catandupedras, mostrando que o rock em tempos pandêmicos não se esconde e encontra formas alternativas de alcançar seu público. Foi assim em 2020, cada um em sua casa, curtindo os shows pelas plataformas oficiais do Sesc Catanduva.  

Edições de 2009 e de 2015 do festival de rock, que na época, tinha seu nome no singular: “Catandupedra”

Agora, em 2022 Catandupedras chega à sua histórica 10ª edição, ao longo de mais de 15 anos em alto e bom som, e em seus diversos estilos, do alternativo ao punk, do hard ou clássico, do rock rural até o metal pesado. Tivemos o prazer de receber no palco do Sesc Catanduva artistas incríveis como: Kid Vinil, Mastigando Mutretas, Madastra, Hangar, Motocircus, Inocentes, Dead Fish, Made in Brazil, Midnight Rambles, Last Lover, Ricardo Vigni e Zé Helder, entre outros.  

Essa edição 2022 não será diferente. E para valorizar ainda mais o evento, muitos destaques na programação, como por exemplo Zélia Duncan, que comemora 40 anos de carreira conosco. Nesse show, a festa é o tema de sua apresentação, recheada por músicas de todas as fases de sua carreira, entre composições próprias, canções de seu repertório afetivo e hits colecionados em sua trajetória de sucesso. Outros nomes de grande relevância compõem a agenda de shows, como a histórica banda Terreno Baldio de rock progressivo, com a presença de seu virtuoso fundador, Mozart Mello ou a dupla de violeiros cantautores Ricardo Vignini e Zé Helder. A programação  também convida ao público a refletir sobre a relevância da música no cenário cultural atual.  

Confira abaixo a programação completa. 
 

Catandupedras – de 3 a 24 de julho 

Mother Jo’s House. A banda faz hard core, e toca grandes covers das bandas mais famosas do gênero. Surgiu em 2018 e como o nome sugere é formada por uma bela mistura de elementos. Na batera e no baixo, Japa e Léo Barbério, que tocam juntos há quase 10 anos. A guitarra é responsabilidade do sangue novo de Filipe Garcia, na banda desde 2019. Nos vocais, a voz inconfundível de Jeff Stars, que entre outros feitos, já acompanhou Edu Falaschi (ex-Angra, Almah) em três shows da turnê Temple of Shadows In Concert. 

Dia 3/7, domingo, das 16h30 às 18h I Quiosque B I Grátis. Retirada de convites com 1h de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos. 

Ricardo Vignini e Zé Helder – Moda de Viola Rock Brasil. O projeto Moda de Rock, da dupla de violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, nasceu quase como uma brincadeira. Em 2007, os dois violeiros, também professores, resolveram mostrar o potencial do instrumento para os alunos e ao mesmo tempo reviver a trilha sonora da sua adolescência. A proposta de adaptar versões instrumentais de clássicos do rock para a viola caipira foi bem recebida. Agora em 2022, a dupla prepara o álbum/turnê Moda de Rock Brasil, dedicado exclusivamente ao rock nacional com arranjos para bandas como Mutantes, Raul Seixas, Novos Baianos, Plebe Rude, Dorsal Atlântica, Cólera, Titãs e Camisa de Vênus. O projeto foi contemplado pelo ProAC 2021 pelo Estado de São Paulo. 

Dia 7/7, quinta, das 20h às 21h15 I Quiosque B I Grátis. Retirada de convites com 1h de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos.  

 
Terreno Baldio. Mais de quarenta anos se passaram e tudo parece estar com o mesmo entusiasmo do início, nos idos anos 70, quando se reuniram para formar a banda os seus fundadores Mozart Mello e Roberto Lazzarini. Agora com Roger Troyjo e os músicos Edson Ghilardi, Renato Muniz e Cássio Poletto formam uma das mais autênticas bandas de rock progressivo brasileira, o Terreno Baldio. Para apresentar o novo cantor, Roger, o grupo está lançando uma nova música e clip com o título “Indignação “que retrata a situação da ecologia mundial e distribuição de renda. O novo show é uma verdadeira viagem para os amantes do rock progressivo. A banda visita seus dois álbuns “Terreno Baldio -1975” e “Além das Lendas Brasileiras -1977″, e presenteiam o público com os clássicos ” Pássaro Azul”, “Loucuras de Amor”, “Este é o Lugar”, “Grite”, “Caipora”, “Saci Pererê”, entre outras. 

Dia 8/7, sexta, das 20h às 21h15 I Quiosque B I Grátis. Retirada de convites com 1h de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos 
 

Jack Tekila. Rock Brazuca. A banda Jack Tekila nasceu do encontro entre Kaio Páttero e a Metallera (Trio de sopros) na cidade de Catanduva em 2016. Para explorar ao máximo a formação com os sopros foi escolhido um projeto desafiador: emular em todas as suas particularidades e nuances três bandas que usam os metais com maestria: Skank, Paralamas e Titãs. 

Foram meses de estudos e depois de tudo escrito em partituras, nota a nota, pelo arranjador e trombonista Matheus Abner, nasceu o projeto. O show conta com os grandes clássicos como: Sonífera ilha, Partida de Futebol, Loirinha Bombril, Uma Brasileira, e músicas mais atuais como Algo Parecido e 2A. 

Dia 10/7, domingo, das 16h30 às 18h I Quiosque B I Grátis – Retirada de convites com 1h de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos 

Zélia Duncan. Acompanhada por sua banda, Zélia Duncan comemora 40 anos de carreira no palco do Sesc Catanduva no Catandupedras 2022. Nesse show, a festa é o mote recheado por músicas de todas as fases de sua carreira, entre composições próprias, canções de seu repertório afetivo e hits colecionados em sua trajetória de sucesso. No palco, a cantora e compositora será acompanhada por Ézio Filho (direção musical e baixo), Webster Santos (violão, guitarra e cavaco), Léo Brandão (teclado e acordéon) e Christiano Galvão na bateria. Uma apresentação recheada de sucessos e surpresas, pra todo mundo dançar e curtir!  

Dia 15/7, sexta, das 20h às 21h30 I Quadra A I Ingressos à venda a partir do dia 5/7 no portal e a partir do dia 6/7 nas bilheterias do Sesc. Valores dos ingressos – R$ 30,00 inteira / R$ 15,00 meia / R$ 9,00 credencial plena I Não recomendado para menores de 12 anos 

Music video by Zélia Duncan performing Alma. (C) 2005 Universal Music Ltda

 
Fratura Exposta. A banda faz punk rock. Foi formada em 2017 na cidade de Catanduva, com o propósito de tocar músicas das duas principais bandas de punk/metal do cenário nacional, Sepultura e Ratos de Porão. Formada por Júlis Mendes no vocal, Anderson na guitarra e voz, Alex no contrabaixo e Leonardo na bateria. No repertório, covers de bandas como Pantera, Slayer, Madball e DFC. A Fratura Exposta é formada por: Júlis Mendes – Vocal Anderson – Guitarra e Voz Alex – Contra-baixo Leonardo – Bateria 

Dia 17/7, domingo, das 16h30 às 18h I Quiosque B I Grátis – Retirada de convites com 1h de antecedência I Não recomendado para menores de 14 anos 
 

Beatles Again. A banda araraquarense The Beatles Again completou, em 2018, 25 anos de estrada, e estreou seu novo show “On The Road – 25 Years”. Nele, a banda faz releituras acústicas dos clássicos dos Beatles usando instrumentos como viola caipira, ukulele, acordeon, do especial Paul McCartney, de 2012, e do especial Sgt Peppers 50 Years de 2017. 

Dia 22/7, sexta, das 20h às 21h15 I Quiosque B I Grátis – Retirada de convites com 1h de antecedência I Não recomendado para menores de 12 anos 

Shout, Sister! Composta somente por mulheres, musicistas há mais de 10 anos, a proposta da banda Shout, Sister! surgiu do desejo pela busca de espaço e de representatividade feminina no cenário musical local. O nome Shout, Sister! é inspirado em uma música da cantora, compositora e guitarrista negra Sister Rosetta Tharpe, considerada a mulher que criou o Rock e vem descrever esse ´apelo’ por um espaço pouco preenchido pelas mulheres não só na música. A banda é composta por Cintia Faria na guitarra/voz, Mariana Souza na bateria/voz e Vivi Sanchez nos vocais/baixo 

Dia 24/7, domingo, das 16h30 às 18h I Quiosque B I Grátis – Retirada de convites com 1h de antecedência I Não recomendado para menores de 12 anos 

Veja também a programação completa do Catandupedras 2022 no portal do Sesc Catanduva AQUI


Sesc Catanduva 

Praça Felício Tonello, 228 

Vila Rodrigues I Tel (17) 3524-9200 

sescsp.org.br/catanduva

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