Está no ar o podcast “Eh Familiar!”

14/12/2021

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Na composição de suas famílias, o que pessoas LGBTQIA+* experienciam? Que avanços têm resultado de sua organização e luta pela visibilidade de seus corpos no mundo? Como a garantia ou a negligência a estes direitos as afeta e impacta suas parentalidades?

Com esse panorama de perguntas, em busca de reflexões e alternativas se constrói o Eh Familiar, um podcast realizado pela equipe de educadoras e educador do núcleo infantojuvenil do Sesc Avenida Paulista, com a consultoria de Saulo Amorim e produção de Thiago Theodoro e Felipe Dantas, para compor o “Cuidar de quem Cuida: exercícios do cuidar na primeira infância – Políticas públicas”, projeto institucional do Sesc São Paulo.

Os quatro episódios da série são apresentados pela educadora Laís Bim, que recebe e entrevista famílias LGBTQIA+ e profissionais de referência na temática. Trazem também blocos informativos narrados pelo educador Fernando Ogushi, com indicações de conteúdos, organizações sociais e serviços de atendimento à população. O poscast foi ao ar entre os dias 26 de novembro e 17 de dezembro, no YouTube do Sesc Avenida Paulista.

Confira abaixo cada episódio com a transcrição na íntegra, bem como os links externos para as referências citadas nos episódios.

*Nos episódios do Podcast Eh Familiar a sigla utilizada é LGBTI+, convencionada em 2017, durante evento realizado pela Aliança Nacional LGBTI+ com a participação de entidades nacionais, representantes de coletivos e diretórios sociais e políticos.

Episódio 1: o lugar da pessoa LGBTI+ em sua família de origem 

Dionne Freitas Terapeuta Ocupacional especialista em atenção hospitalar; Mestre em Desenvolvimento Territorial Sustentável – Redes Sociais e Políticas Públicas. Diretora Consultora de Saúde da Associação Brasileira de Intersexos, Diretora da Área de Intersexos da Aliança Nacional LGBTI+.

Erick Barbi pai, cantor, ator e compositor; palestrante, escritor, suas composições e palestras trazem temas como a diversidade, aceitação e autoestima. É proprietário da EB Produções e também sócio da DIFERENTES, especializada em orientação corporativa com foco na diversidade.

Transcrição do episódio 1

Links indicados neste episódio: 

1.1 Guia Todxs Nós criado por Pri Bertucci em conjunto com Andrea Zanella para a HBO
1.2 Politize!, organização da sociedade civil de cunho educativo e comprometida com a democracia: www.politize.com.br/ 
1.3 Manual de Comunicação LGBTI+
1.4 Coletivos ligados ao exercício da parentalidade: www.maespeladiversidade.org.br
1.5 Famílias Pela Diversidade
1.6 Mães da Resistência


Complementos ao Episódio 1 do Podcast Eh Familiar

Além das entrevistas, o episódio traz blocos informativos e a explicação sobre a opção pela sigla LGBTI+. Agora, sobre a versão expandida, você sabe o que significa a sigla LGBTTTQQIAAACPPF2K+?

Praticar uma linguagem respeitosa e inclusiva também é um exercício de cuidado!

Agora, sobre a versão expandida, você sabe o que significa a sigla LGBTTTQQIAAACPPF2K+?

O LGB é referente a Lésbicas, Gays e Bissexuais.

TTT sobre Transgênero, Transexuais e Travestis.

QQ Queer e Questionando-se

AAA Agêneros, Assexuais e Aliados/as/es

CP Curiosos e Pansexuais

PF Polissexuais e Familiares

2K Sistema 2 espíritos, tripartite e Kink

+” (Sobre todas as outras possíveis formas que já existem e que ainda iremos descobrir com relação a outras orientações sexuais, identidades e expressões de gêneros, ampliando conceitos e diversidades no existir).

Como objetivo de sempre fazer chegar a informação completa a todas as pessoas, esmiuçamos a sigla expandida e, de modo didático e bem humorado,  sugerimos os links a seguir para os vídeos de Rita Von Hunty, que mergulha na sigla e transfere seus significados de forma prática.

Conceitos e expressões 

Desde a concepção de um ser humano, seja ela de qual maneira for, desenvolvemos em nosso corpo biológico muitas camadas das quais nem sempre temos a real referência durante nosso crescimento, seja por estímulos, seja por orientação pedagógica que pode ser bastante falha, seja por falta de acesso. 

A grande questão que isso pode nos levar é a falta de informação sobre nosso corpo (físico e mental) e suas variáveis e, sabemos, a falta de informação gera preconceitos (analisando bem a expressão como PRÉ-CONCEITO, ou seja, elaboração de um pensamento sem real conhecimento prévio) e também, possivelmente, tabus consigo e com a sociedade.

Pensando nesse aspecto, você conhece as diferenças entre sexo biológico,  identidade de gênero, orientação sexual e expressão de gênero?

Segundo o Manual de Comunicação LGBTI+, as definições para esses termos são:

• Sexo biológico: … “características biológicas que a pessoa tem ao nascer. Podem incluir cromossomos, genitália, composição hormonal, entre outros.”…

• Orientação sexual: … “refere-se à capacidade de cada pessoa de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gêneros diferentes, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas.”…

• Identidade de gênero: … “é uma experiência interna e individual do gênero de cada pessoa, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído ao nascimento, incluindo o senso pessoal do corpo (que pode envolver, por livre escolha, modificação de aparência ou função corporal por meios médicos, cirúrgicos e outros) e outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo de falar e maneirismos.” …

• Expressão de gênero: … “é como a pessoa manifesta publicamente, por meio do seu nome, da vestimenta, do corte de cabelo, dos comportamentos, da voz e/ou características corporais e da forma como interage com as demais pessoas.” …

Em conjunto com as definições de identidade de gênero e expressão de gênero, existem muitas possibilidades de identificações e também expressões. Alguns conceitos que recortamos e que são de suma importância, abordam essas questões. São esses conceitos a seguir:

• AGÊNERO: … “Pessoa que não se identifica ou se sente pertencente a nenhum gênero.”;

• ANDROGINIA: … “Termo genérico usado para descrever qualquer indivíduo que assuma postura social, especialmente a relacionada à vestimenta, comum a ambos os gêneros; e as pessoas.” e

• Binarismo de gênero: … “Ideia de que só existe macho/fêmea, masculino/feminino, homem/mulher, sendo considerada limitante para as pessoas não-binárias.”.

Quanto mais nos descobrimos complexos, mais simplificamos nosso entendimento de como podemos ser múltiplos, diversos e plurais. Trouxemos aqui breves recortes dessas diferenças, mas como o objetivo é multiplicar a informação, sugerimos o link do Manual, para uma leitura mais ampliada e completa.


Episódio 2: Reprodução assistida, parentalidade por vínculo biológico e o impasse de registros públicos que desconsideram a existência de famílias com duas mães e dois pais 

Beatrice Marinho  psicóloga, advogada, professora, Doutora em Psicologia Clínica, Mestre em Direito e Psicologia, Especialização em Psicologia Jurídica e em Direito da Criança e do Adolescente, foi Psicóloga Perita no Ministério Público do RJ. Associada da ABRAFH, da ABPJ e do IBDFAM, participante do PAPPADIS, projeto da OAB-RJ em parceria com a ABRAFH.

Marcela Tiboni artista plástica, mãe, escreve e mobiliza ações sobre maternidade e vivência lésbica; autora do livro “Mama: um relato de maternidade Homoafetiva” e coautora de “Maternidades no plural”.

Transcrição do episódio 2

Links indicados neste episódio: 

2.1 Guia sobre Reprodução Assistida
2.2 Caso da liberação judicial do FGTS para custeio do processo de FIV
2.3 Fertilização InVitro pelo SUS
2.4 Setor de reprodução Humana Hospital das Clínicas


Episódio 3: Adoção legal, segura e para sempre

Alexya Salvador mãe por adoção, pastora e professora por vocação e pedagoga por titulação. Paulista heteroafetiva, transgênera e casada.

Saulo Amorim pai, advogado e professor; mestre em desenvolvimento; blogueiro autor do Diário de Pai; ex-Presidente e atual Diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas – ABRAFH; Coordenador do Grupo de Apoio à Adoção Cores da Adoção no Rio de Janeiro e membro do Observatório Nacional da Adoção.

Transcrição do episódio 3

Links indicados neste episódio: 

3.1 Dados sobre a Adoção no Brasil – Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento – SNA, plataforma do Conselho Nacional de Justiça
3.2 Atualizações pós período pandêmico
3.3 Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento – SNA
3.4 Adoção legal, segura e para sempre
3.5 Palestras promovidas pelo Grupo de Apoio Cores da Adoção:
Sobre paternidades, com Marco Piangers
Sobre adoção direta (consensual), em contraponto às adoções ilegais, irregulares
Sobre adoção de crianças com Deficiência
3.6 Associações e organizações:
ABRAFH
ANGAAD
Movimento Nacional da Adoção
Cores da Adoção


Episódio 4: as dificuldades que crianças e famílias LGBTI+ enfrentam no contexto escolar 

Paula Beatriz de Souza Cruz é educadora há 31 anos, formada em pedagogia, pós-graduada em gestão educacional e em Docência no Ensino Superior. Professora e diretora da Escola Estadual Santa Rosa de Lima, no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo. Primeira diretora trans de uma escola pública em São Paulo.

Carolina Mary Medeiros é professora de História, graduada pela UFRJ, mestre em Sociologia pela UERJ, membro do Núcleo Elos de Estudos e Ações em Gênero e Sexualidade e atual Diretora Geral do Campus Engenho Novo II do Colégio Pedro II no Rio de Janeiro. Esposa da Andreia e mãe da Luiza.

Transcrição do episódio 4

Links indicados no episódio:

4.1 Educação para Sexualidade nas Escolas:
Nova Escola
Jornal Edu
Revista Educação

4.2 Cartilha – Risco, violência e acolhimento de Crianças e adolescentes no Estatuto da Criança e do Adolescente

4.3 Ensinando sobre consentimento na infância

4.4 Uniforme fluido no Colégio Pedro II

4.5 Associações e organizações:
CASA UM
ANTRA BRASIL

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