A estação mais quente do ano chegou e com ela o Horta nas Alturas Verão!

20/12/2022

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Convidamos o Projeto Horta Comunitária da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo para contar para a gente as características de algumas espécies da nossa horta, além de receitas apetitosas para inspirar na cozinha. O resultado você confere aqui!

Episódio 1 – COUVE MANTEIGA – Brassica oleracea var. acephala

Antioxidantes, fibras, vitaminas e minerais: ela é garantia de sabor e beleza no prato. Pode ser consumida crua, refogada, em sucos, saladas e como ingrediente de diversas preparações culinárias, mas ela brilha mesmo nas mesas brasileiras é ao lado de sua companheira inseparável, a feijoada. Na primeira edição do Horta nas Alturas – Verão, apresentamos a couve-manteiga!

Características: A couve é uma hortaliça que apresenta caule ereto e emite novas folhas ao redor do caule. Propaga-se por sementes ou pelo plantio do broto lateral, que é a forma de propagação mais comum. É um vegetal crucífero do gênero Brassica e pertencente à família Brassicaceae, da qual fazem parte mais de 3.000 espécies, entre elas o repolho, o nabo, o rabanete e a mostarda. Tem origem europeia e pode atingir até 1 metro de altura no período de colheita, o que geralmente ocorre entre 60 a 90 dias a partir da semeadura. Para seu plantio, é importante que o solo seja bem drenado e rico em matéria orgânica, com luz direta ou meia sombra. A rega deve manter o solo úmido, porém não encharcado. Em hortas, o espaçamento entre as plantas geralmente é de 25 a 50 cm, mas ela também pode ser cultivada em jardineiras e vasos.

Benefícios: As espécies de Brassicas são bem conhecidas pelos seus elevados níveis de compostos antioxidantes, importantes para a prevenção de cânceres. As folhas da couve contêm boa quantidade de fibras dietéticas (solúvel e insolúvel), nutriente importante para a saúde intestinal. São também excelentes fontes de folato (vitamina hidrossolúvel B9). Outras vitaminas importantes para a saúde encontradas na couve são a C, a K e as do complexo B. Além disso, tem quantidade considerável de minerais como enxofre, iodo, cobre, cálcio, potássio, ferro, fósforo, magnésio, manganês, selênio e zinco.

Usos: A couve é bem versátil para uso culinário: pode ser consumida crua, refogada, em sucos, saladas e como ingrediente de diversas preparações culinárias. Normalmente, a folha é cortada em tiras finas, mas pode também ser rasgada; os talos devem ser fatiados. Refogada com alho, é o acompanhamento de um dos mais famosos pratos brasileiros, a feijoada. Na culinária caipira, é muito utilizada com o tutu de feijão, o feijão tropeiro e o angu de fubá. Quando crua, na forma de salada, combina bem com temperos à base de limão, azeite e cebolinha. Outros usos interessantes são como charuto, recheada de arroz e carne e como ingrediente do caldo verde e da farofa. Os sucos verdes geralmente são feitos com couve e também há outros sucos com combinações clássicas da hortaliça com limão, maçã, laranja, cenoura e abacaxi. É importante lembrar que para o consumo das folhas cruas são necessárias higienização e sanitização adequadas. Quando congelada, não se recomenda consumi-la crua, por conta da textura resultante do descongelamento; o ideal é descongelar direto no fogo na preparação culinária desejada.

Que tal dar mais sabor e beleza ao seu crepe com a couve-manteiga?

Crepe de couve

Foto: Hakim Santoso/Pexels

Ingredientes: 

  • ⅓ de xícara (chá) de couve rasgada refogada
  • ½ xícara (chá) de leite
  • 1 ovo
  • ⅓ de xícara (chá) de farinha de trigo
  • ½ colher (chá) de sal
  • 1 xícara (chá) de queijo minas ralado grosso
  • Manteiga para untar a frigideira
  • Folhas de salsinha e de manjericão-roxo a gosto para servir

Modo de preparo: 

  1. No liquidificador, coloque a couve rasgada refogada, o leite, o ovo, a farinha de trigo e o sal. Bata por cerca de 1 minuto, até que a mistura fique bem lisa.
  2. Transfira a massa de crepe para uma tigela e deixe descansar por, no mínimo, 20 minutos em temperatura ambiente (se quiser fazer com mais antecedência, reserve na geladeira).
  3. Leve uma frigideira média antiaderente (ou uma panquequeira) ao fogo médio. Quando ela aquecer, espalhe, com um pedaço de papel-toalha, um pouquinho de manteiga (ou de óleo) para untar o fundo.
  4. Passados os 20 minutos de descanso, dê uma boa mexida na massa. Com uma das mãos, levante a frigideira e, com a outra, ponha uma concha de massa no centro dela (cerca de ¼ de xícara [chá] de massa). Faça um movimento circular com a frigideira para cobrir todo o fundo e mantenha o fogo médio. Quando as bolhas começarem a aparecer e a massa se soltar do fundo da frigideira, vire com uma espátula de silicone para dourar o outro lado.
  5. Transfira o crepe para um prato e repita o processo com o restante da massa, untando a frigideira com manteiga a cada preparo.
  6. Para rechear o crepe: mantenha a frigideira em fogo médio, coloque um crepe e distribua ¼ de xícara (chá) de queijo numa das metades. Dobre a massa sobre o queijo e pressione levemente com a espátula até que o queijo derreta. Dobre novamente para formar um triângulo. Transfira para um prato e repita com o restante da massa. Sirva os crepes acompanhados de folhas de salsinha e manjericão.

Tempo de preparo: até 1 hora

Número de porções: 2

Fontes:

ESALQ. Catálogo Brasileiro de hortaliças. Couve manteiga. (pg. 29). Disponível em: http://www.esalq.usp.br/cprural/flipbook/pb/pb48/assets/basic-html/page29.html

Lana, M. M.; Tavares, S. A. 50 Hortaliças: como comprar, conservar e consumir. Embrapa Informação Tecnológica. 2. ed. rev: Brasília, DF; 2010. 209 p.

Lobo. R. Crepe verde de couve com queijo. Panelinha. Disponível em: https://www.panelinha.com.br/receita/crepe-verde-couve-queijo Moraes, F. P. Alimentos funcionais e nutracêuticos: definições, legislação e benefícios à saúde. Revista eletrônica de farmácia, v. 3, n. 2; 2006.

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A Horta da Faculdade de Saúde Pública da USP, é um espaço-laboratório ao ar livre, que desde 2014, promove aulas práticas, mutirões, oficinas, compostagem de resíduos do refeitório e outras atividades educativas que juntam sustentabilidade e alimentação. Nela, pessoas da faculdade e visitantes cultivam alimentos a partir dos princípios agroecológicos em uma área de 450 m² com grande biodiversidade de plantas e insetos.

Já a Horta Nas Alturas cresce, enfeita, colore e perfuma o 17º andar do Sesc Avenida Paulista.


Autoria do texto: Projeto Horta Comunitária da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – @hortafspusp – Iris Hunnicutt Bazilli, Letícia Santos de Godoi, Raquel Nunes Silva, Samantha Marques Vasconcelos Bonfim e Cláudia Maria Bógus


Visite a Horta Nas Alturas do Sesc Avenida Paulista!

Foto: Igor Jatobá

Horário de Funcionamento:

Terça a sexta – 10h às 21h30 (com agendamento)
Sábados, domingos e feriados – 10h às 18h30 (com agendamento)

Os ingressos são disponibilizados às sextas, às 12h, via aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo sescsp.org.br/avpaulista (somente pelo computador) e permanecerão disponíveis enquanto houver vagas.
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