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As áreas verdes nos lembram de que somos parte da natureza

O Sesc é um dos lugares em que é possível participar de atividades ou descansar à sombra das árvores
O Sesc é um dos lugares em que é possível participar de atividades ou descansar à sombra das árvores

Praças, parques, canteiros, clubes, centros de lazer, jardins... Onde está o verde na sua cidade?

O Sesc é um dos locais em que é possível participar de atividades ou somente descansar à sombra das árvores. As possiblidades da presança da natureza em lugares urbanizados são inúmeras. E seu usufruto pode ir além da contemplação. 

Para falar sobre este tema conversamos com a educadora ambiental Mayla Valenti, da Fubá Educação Ambiental e Criatividade. Mayla também vai coordenar o encontro Imagina como seria?, em que moradores do entorno do Sesc Taubaté serão convidados a pensar formas de ocupação da praça que fica em frente ao Sesc. 

Eonline: De que formas as áreas verdes contribuem com a melhoria da qualidade de vida da população urbana?
Mayla Valenti: As áreas verdes tornam as cidades mais belas e agradáveis, produzem sombra e regulam o clima, atraem animais e contribuem para a manutenção da biodiversidade urbana. Ou seja, elas são verdadeiros refúgios na cidade. As áreas verdes também nos lembram de que somos parte da natureza e de que dependemos dela para sobreviver. Elas podem ser espaços educadores que promovem momentos de reflexão e diálogo sobre a nossa relação com os elementos naturais e sobre as nossas possibilidades de agir para um mundo mais sustentável.

Eonline: As áreas verdes já existentes ainda são subutilizadas?
Mayla Valenti: De forma geral, sim. O padrão de vida predominante na cidade atualmente dificulta o uso das áreas verdes presentes. Nós poderíamos realizar mais atividades ao ar livre, sejam de lazer, convivência, atividade física, educação e até produção de alimentos em hortas comunitárias, por exemplo. As áreas verdes urbanas são espaços privilegiados para essas atividades. Mas eu tenho notado um crescente interesse das pessoas por essa aproximação com a natureza. As praças e bosques estão sendo mais frequentados. Acho que estamos ficamos um pouco cansadas de ficar o tempo todo em locais fechados olhando para uma tela. Além disso, mesmo que alguém esteja apenas de passagem, a possibilidade de admirar uma árvore ou um pássaro cantando no meio da área urbana já pode ser transformadora.

Eonline: A manutenção de áreas verdes urbanas é uma responsabilidade exclusiva do poder público?
Mayla Valenti: Depende da área. Existem áreas verdes públicas e particulares na cidade. Além disso, pode haver acordos entre a prefeitura e empresas para que essa responsabilidade seja compartilhada. A manutenção das áreas verdes depende também da comunidade que frequenta a área que pode contribuir para que a área permaneça limpa e agradável.

Eonline: Que papeis a comunidade pode exercer na melhoria destes espaços?
Mayla Valenti: Acho que o primeiro passo é ocupar o espaço. Frequentar as áreas verdes que já existem na cidade e mostrar para o poder público que existe demanda por novas áreas. Como eu falei anteriormente, a comunidade pode contribuir para a manutenção do local. E uma etapa mais ousada, porém relevante e plenamente viável, seria propor novos e diferentes usos para o espaço de acordo com as demandas locais.

Eonline: Você pode citar alguns exemplos diferentes e criativos de ocupação de praças?
Mayla Valenti: As áreas verdes podem ser espaços para a realização de feira de trocas de livros ou sementes, para contar e ouvir histórias, para trocar figurinhas de álbum, para fotografar, para cultivar uma horta orgânica ou um jardim agroflorestal, para a realização de oficinas criativas, meditação, piquenique, apresentações artísticas, reunir um grupo de observação de aves, etc. Enfim, a imaginação é o limite. Alguns desses usos são mais comuns em alguns locais, mas podem ser novidade para algumas cidades!
 

Mayla Valenti é educadora ambiental e empreendedora criativa na Fubá - Educação Ambiental e Criatividade. É bióloga, especialista em Educação Ambiental (CRHEA/USP), Mestra em Ecologia e Recursos Naturais e doutora em Ciências (UFSCar). Trabalha com educação ambiental desde 2002 com diferentes públicos e em contextos variados. É encantada pelo desafio de unir teoria e prática nas ações educativas.

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