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A fotografia popular em Juazeiro do Norte

Monumento Padre Cícero em Juazeiro do Norte
Monumento Padre Cícero em Juazeiro do Norte

O sol quente de Juazeiro do Norte, no Ceará, recebeu a EOnline para as andanças que nos fariam conhecer melhor o mundo da fotografia popular, antes da exposição Retrato Popular chegar ao Sesc Belenzinho.
Passamos por casas de milagres, visitamos o monumento do Padre Cícero e tivemos longas conversas com pessoas que respiram este universo dos monóculos, das câmeras lambe-lambe, da fotopintura e tudo mais. Trouxemos alguns registros que captamos durante a viagem para você conhecer melhor esses grandes mestres apaixonados pela fotografia popular. 

Izaías Amorim
O fotógrafo monoculista Izaías, por mais de trinta anos, trabalhou fazendo monóculo. Depois de comprar sua câmera com flash, começou a fazer retratos em Juazeiro do Norte. Com a ajuda de colegas e do cunhado, ele aprendeu o ofício pelo qual se apaixonou. Trabalhou em festas, casas, romarias e praias. Andou com sua câmera por Natal, Recife, João Pessoa, São Luis do Maranhão, Teresina e tantos outros lugares. Assista o pequeno registro que fizemos com esse senhor de fala mansa que se lembra saudosista dos tempos idos. 

Valmir Costa
O senhor de sorriso largo é de Alagoas, mas foi criado em Juazeiro, onde continua até hoje. O pai dele queria que a família inteira fosse criada aos pés do padrinho Cícero e seu Valmir levou isso tão a sério, que trabalha até hoje exatamente no mesmo lugar, fotografando os turistas e os romeiros. Ele começou aos 15 anos com a fotografia manual, mas se adaptou ao digital e assim segue. No vídeo, ele conta um pouco mais sobre sua trajetória. 

Cícera, Fotógrafa Lambe-Lambe
Cícera começou a trabalhar com lambe-lambe em 1971, como colaboradora do esposo. Na época, eles ficavam perto da Prefeitura e também no Mercado Central da cidade. Depois, ela pegou agilidade na coisa e deslanchou. O ofício não ficou só entre os dois, logo ensinaram também aos filhos. Ela se orgulha muito da lambe-lambe, uma das grandes responsáveis pelo sustento da família.


Casa Gino
Os fotógrafos populares frequentavam muito a Casa Gino que, localizada no centro de Juazeiro, sempre foi o point dos profissionais, que visitavam a loja para comprar equipamentos, químicos para revelação, monóculos e outros artigos. A loja era o último redulto da fotografia popular, mas infelizmente teve de fechar as portas visto que não resistiu aos avanços tecnológicos do setor. No vídeo conversamos com Leonardo Magalhães, neto do dono, ainda nos dias finais da loja. 

Gostou de conhecê-los? Então você talvez fique contente de saber que alguns deles estarão no Sesc Belenzinho ministrando algumas atividades durante o período da exposição.

Acompanhe as atividades que estão por vir.

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