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Ponte do Acú (hoje chamado Viaduto Santa Ifigênia)<br>Jean Baptiste Debret
Ponte do Acú (hoje chamado Viaduto Santa Ifigênia)
Jean Baptiste Debret

Já imaginou como se deu a origem da cidade de São Paulo? Que tal descobrir os caminhos que desenharam a capital paulista e toda a história que se encontra neles?

A segunda edição da Jornada do Patrimônio propõe esta reflexão por meio de visitas a imóveis históricos, roteiros de memória, oficinas, palestras e manifestações artísticas que ocorrem nos dias 27 e 28 de agosto, em vários locais da cidade.

Esta iniciativa do DPH - Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura do Município de São Paulo conta com a parceria do Sesc em São Paulo por meio da realização de roteiros que saem de Unidades na Capital e Grande São Paulo.
 


Detalhe da obra São Paulo a partir da estrada para Santos_1825_William John Burchell

A melhor maneira de contar a história de formação de uma cidade é analisar os caminhos terrestres que ligavam as primeiras povoações a outros pontos do território. E o traçado dessas estradas primitivas deve muito aos povos indígenas que já habitavam essas regiões e sabiam por onde vencer os cursos d’água, as serras e outros obstáculos naturais, abrindo as primeiras trilhas chamadas “peabirus”.

Em São Paulo, já a partir da metade do século XIX, a urbanização foi intensificada com o surgimento de novos meios de transporte como a ferrovia e linhas de bondes sobre trilhos, que modificaram a paisagem com novos bairros e núcleos urbanos. Mesmo com o crescimento vertiginoso da metrópole que se sucedeu, ainda hoje podemos identificar referências desses caminhos originais que determinaram os rumos da expansão, um conjunto de cinco principais vias de acesso: Caminho de Santos, Caminho de São Miguel e Rio de Janeiro, Caminho do Guaré, Caminho de Campinas e Caminho de Pinheiros-Sorocaba.

Nestes passeios, o público poderá refazer trechos de alguns destes caminhos observando estas referências históricas nas paisagens, edificações e monumentos. É uma oportunidade para descobrir não só as origens dos bairros e construções na cidade, mas encontrar também a origem de muitos elementos que marcam a cultura e a memória paulistana.

Quando caminhamos, cada passo que nos move a frente é impulsionado pelo anterior. Sensibilizar sobre a importância da conservação dos bens culturais e patrimônios históricos é um passo neste caminho da cidade, que por meio da valorização da memória, impulsiona em direção a um desenvolvimento mais consciente.

Consulte aqui, a partir de 1º de julho, a programação completa dos passeios.

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