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Literatura sem amarras

Gonçalo M. Tavares<br>Foto: Pauliana V. Pimentel / Kameraphoto
Gonçalo M. Tavares
Foto: Pauliana V. Pimentel / Kameraphoto

Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!”, brincou José Saramago no discurso de entrega do prêmio que leva seu nome ao escritor nascido em Angola em 1970 e radicado em Portugal desde a infância. A data era 2005 e o livro Jerusalém (Cia. das Letras), responsável pela distinção, se tornaria a obra-prima de um universo de títulos que, hoje, observados em perspectiva, fazem do autor uma das grandes apostas da crítica especializada ao Prêmio Nobel de literatura.

Publicado em 36 idiomas e em mais de 50 países, Gonçalo M. Tavares – cuja produção, iniciada em 2001, tem fecundado também linguagens como o teatro, o cinema, a música, as artes visuais e as artes do corpo – compartilhará no dia 6 de julho (quarta-feira), às 19h30, suas experiências literárias com o público do Sesc Pinheiros. O bate-papo será livre e gratuito, com retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.

Astuto observador das cidades, do cotidiano e dos gestos humanos, Gonçalo é avesso às definições literárias constituídas. Por exemplo, entre o romance e o ensaio, opta por fundir as duas modalidades, até alcançar uma narrativa que prefere definir como “texto”, termo suficientemente abrangente para abarcar tudo o que mais preza num livro: a capacidade de provocar o leitor a pensar, a refletir, a voltar a páginas já lidas em busca de novos significados para o jogo de palavras apresentado. Por isto, sua obra é distribuída em séries, sendo O Reino, O Bairro, Epopeia, Enciclopédia, Teatro, Arquivos, Investigações, Short Movies, Cidades  e Atlas algumas delas.

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