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Jazz e Diversidade

O jazz nasceu nos Estados Unidos, no final do século XIX, como expressão da religiosidade dos povos afro-americanos que expressavam por meio da música a dor e os flagelos da vida cotidiana. Usando os instrumentos disponíveis nos cultos protestantes, essa música saiu dos cultos das Igrejas e disseminou-se nos campos de batalha. A partir da Primeira Guerra Mundial, os músicos do exército americano apresentaram o som aos soldados europeus e, com a vitória dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, essa música se popularizou no Ocidente, sendo vista como manifestação da liberdade e da diversidade.

E se essa música invadiu todo o globo, também foi marcada e influenciada pelas culturas as quais se mesclou, ganhando tons, ritmos, harmonias e roupagens variadas. Para o Sesc, interessa saber o quanto jazz se reinventa, suas variações melódicas e toda a multiplicidade sonora que ela abrange.

Nessa sexta edição, o Jazz na Fábrica conta com 20 diferentes atrações de nove nacionalidades distintas: Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Israel, Mali, Suécia e Suíça. Para o crítico musical Carlos Calado, ao trazer instrumentistas de vários continentes, o festival do Sesc Pompeia “sinaliza a globalização do jazz”, mostrando o que há de plural, multifacetado e inovador em cada uma das suas manifestações.

 

Seja no Teatro ou nas apresentações ao ar livre (no deck) – com referência a música tradicional ou à linguagem de vanguarda - as apresentações refletem o que há de sui generis na própria tradição jazzística: a mistura. Com trombetes ou atabaques, o que importa nessa experiência musical é perceber que esses contrastes de estilo estão interligados pela mesma paixão: o jazz. Com o espectro de todas as sonoridades que ele abarca!

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