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Dias 2 e 3 - Missão Nada Impossível

Hidroginástica com Elementos do Nado Sincronizado<br>Foto: Geraldo Cruz/Sesc
Hidroginástica com Elementos do Nado Sincronizado
Foto: Geraldo Cruz/Sesc

Com o intuito de quebrarmos os diversos paradigmas que criamos ao longo da vida, os “novos velhos”, durante dois dias no Festival da Integração 2016, tiveram a oportunidade de conhecer a história de vida de Refugiados Sírios e Congoleses no Brasil.

Nesse encontro os refugiados contaram que o principal motivo para a mudança ao Brasil foi a guerra vivida no país de origem. Para manter a própria vida e permitir a união das famílias, eles optaram por deixar tudo que construíram em sua pátria para recomeçar do zero em nosso Brasil.

Os refugiados – tanto sírios como os congoleses – abdicaram das certezas materiais para conquistar a tranquilidade familiar em outra nação, com outros costumes e outras religiões. Eles poderiam resistir e tentar manter a vida em meio ao caos. Porém, em prol da segurança e possibilidade de vida de todos os membros da família, optaram pelo mais difícil: largar tudo e partir para uma imigração rumo ao desconhecido.

Ao falar em refugiados, logo pensamos em pessoas desprovidas de educação acadêmica, de dinheiro e de posses. Porém, nos encontros realizados no Festival da Integração 2016, encontramos pessoas graduadas, que possuíam bens e ganhavam um bom salário em suas respectivas pátrias.

Ao chegar ao Brasil, os refugiados enfrentaram diversos obstáculos: língua, falta de trabalho, não reconhecimento dos diplomas e pouco dinheiro para começar uma nova vida.

Contudo, o povo brasileiro fez jus a sua fama de hospitaleiro e ajudou de forma humanitária na chegada e adaptação dos imigrantes refugiados.

É importante ressaltar que, desde a chegada em nosso país, os refugiados foram ajudados por diversas ONGs vinculadas às mais diversas instituições ou entidades religiosas. Nenhuma delas impôs costumes, religiões ou atitudes diferentes dos imigrantes em troca de ajuda, ou seja, houve respeito às origens de cada indivíduo.

Nesse cenário podemos observar que, mesmo possuindo características diferentes, o povo brasileiro consegue conviver com a diferença e respeitar os valores, as crenças e as origens de outros povos.

A necessidade de mudança atinge qualquer indivíduo, independentemente de sua classe social, sexo ou raça. Os refugiados saíram da zona de conforto. Você estaria disposto a desatar esses nós e a criar laços novos?

Esse tipo de atitude ajuda a construir um mundo melhor. Nenhum indivíduo é melhor do que o outro. Mas, uma sociedade melhor passa – obrigatoriamente – pela construção de relações humanas sólidas, pautadas no respeito, na flexibilidade, no afeto e na empatia.

Com base nesse encontro, as missões #2 e #3 da atividade a Missão Nada Impossível propôs aos “novos idosos” um desafio: fazer uma atividade qualquer com pessoas que não conhece bem ou fazer contato pelas redes sociais com alguém que anda sumido da vida do idoso.

Qual foi o resultado? Os idosos fizeram novos amigos e uma grande parte ousou nas redes sociais – via smartphone ou utilizando a Internet Livre – contatando amigos com os quais não falavam há algum tempo.

O Festival da Integração 2016 está chegando ao fim. Esta turma está botando para quebrar! Acompanhe nesta página e descubra como vai terminar essa epopeia dos “novos idosos” no Sesc Bertioga.

Fotos do dia 22/10/2016

 

Fotos do dia 23/10/2016

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