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Memórias e Existências Negras

O dia 20 de novembro, dia de Zumbi dos Palmares, também é conhecido como o dia da Consciência Negra. Em algumas cidades, essa data também é feriado.

Mas você já pensou no porquê dessa desse dia e na sua importância?

A data foi escolhida como um dia de reflexão sobre as questões da população negra no Brasil. Essas questões são bem específicas e o racismo, por exemplo, sofrido por muitas pessoas, é uma delas. Por isso, é bem comum neste período diversas manifestações artísticas, encontros e debates sobre a temática.

Mas um único dia para discutir e pensar sobre o negro na sociedade não é o suficiente; por isso o mês de Novembro também é chamado de Novembro Negro, no qual diversas atividades abordam a vivência do negro numa sociedade, como o Brasil, influenciada pelo período da escravidão.

A mostra M O T U M B Á - Memórias e Existências Negras, do Sesc Belenzinho, começou em novembro e segue até março de 2017, com uma programação que visa valorizar a representatividade de matrizes africanas legitimadas por trajetórias de vida e posicionamentos sociopolíticos.

O projeto tem cocuradoria do músico e fundador da companhia de dança Treme Terra, João Nascimento, que explica que as atividades foram prensadas no sentido da representatividade e enfatiza a importância na escolha dos artistas e dos grupos convidados. "Quando se fala em representatividade é preciso pensar em quem está fazendo, se o trabalho dialoga com a cultura negra, não só no sentido estético do belo, mas também, pensar na trajetória do movimento negro", afirma João.

M O T U M B Á

Assim como o nome da mostra, kolofé, mukuiu e mojubá também significam benção e pedido de licença em iorubá. Essas palavras não são utilizadas diariamente, mas poderiam ser tão comuns como babá, cafuné e batuque, palavras de origem da matriz africana.

As influências da matriz afro no cotidiano podem ser percebidas na alimentação, nas músicas e nas diversas linguagens da arte. O co-curador explica como essas influências foram pensadas na programação. "A minha preocupação como co-curador é pensar nos códigos dessas artes negras e como podemos evidenciar isso e fortalecê-las. É pensar também os personagens que as compõem, que fazem parte e estão propondo esses trabalhos e a história desses personagens", conclui.

Assista a entrevista que fizemos com o João Nascimento, cocurador da Mostra.

Confira a programação de janeiro:

 

 

Para acessar a programação completa clique aqui.

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