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Movimento é vida: Atividade física é uma escolha para todos

Ilustração: Thiago Lopes e Lucas Teixeira
Ilustração: Thiago Lopes e Lucas Teixeira

O movimento já faz parte do nosso dia a dia. Mas você já parou para pensar que a prática de atividades físicas e esportivas vai muito além do ato de mover-se, da preocupação com a estética ou de bons resultados nos exames médicos?

Muitas pessoas buscam o esporte por motivos como a saúde, controle do stress, sociabilidade ou divertimento. Mas acima de todos esses estímulos é preciso entender que a prática de atividades físicas tem sentido próprio, tem fim em si mesma.

Nesse sentido, o PNUD no Brasil (Programa das Nações Unidas) elaborou um relatório propositivo: O Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano do Brasil MOVIMENTO É VIDA: ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS PARA TODAS AS PESSOAS, o primeiro em nível mundial que relaciona as atividades físicas e esportivas ao desenvolvimento humano, trazendo uma série de perspectivas para conscientizar sobre as atividades físicas e esportivas como um direito do cidadão.

O relatório parte do entendimento que fazer atividades físicas também é tirar um tempo pra si e aprender a aproveitar a própria companhia, conhecer o próprio corpo. Andar de bicicleta, caminhar, correr, nadar, jogar tênis, vôlei, futebol... Existem várias opções para fazer do esporte e da atividade física algo prazeroso. Decidir se movimentar desenvolve além do corpo, a liberdade de escolha da modalidade que mais se encaixa com cada um.

As crianças são exemplos dessa maneira de encarar as atividades físicas, pois estão sempre experimentando o movimento por meio de brincadeiras, jogos, danças, esportes. Por isso, incentivar o esporte como lazer e experiência de prazer é importante também nas escolas. É lá que eles ampliam sua rede de relações sociais, têm oportunidades de realizações e, ao mesmo tempo, são colocados diante de valores, costumes e conhecimentos da sociedade. Daí a necessidade de uma outra perspectiva de escola, em que o movimento seja valorizado e entendido como promotor do desenvolvimento.

Outra perspectiva abordada se refere as cidades que também são impactadas pelas atividades físico esportivas. Por isso cada vez mais é necessário investir em equipamentos que possibilitem a ocupação do espaço público por meio do esporte, nas pequenas e grandes cidades. Em São Paulo há diversos lugares, inclusive no centro, para se movimentar.


Foto: Alffoto/Ishock.com

Ao refletir sobre a situação das Atividades Físico-Esportivas (AFEs) no país, o relatório ainda aponta o Brasil como um dos países com maior índice de desigualdade social. Esses contrastes têm um peso decisivo na distribuição da prática de atividades físicas e esportivas (AFEs) na população. 

Por isso, o Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano também alerta para a necessidade de fornecer suporte para iniciativas orientadas a promover uma maior igualdade no setor das AFEs, potencializando a prática para todas as pessoas.

Para saber mais sobre o relatório e acessar o conteúdo completo, clique aqui.

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