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Informação, moda, poesia e arte para prevenir o HIV

Com arte, poesia, artesanato, moda, bate-papo e informação, diversas unidades convidaram o público a refletir sobre saúde e sexualidade, como parte das ações do Sesc para o Dia Mundial de Luta contra Aids, em 01/12, e o Dezembro Vermelho. A partir das atividades, foram discutidos temas como prevenção, testagem, tratamento e o preconceito contra as pessoas vivendo com o HIV/Aids.

Acompanhe um pouco do que já aconteceu abaixo e confira outras programações aqui.

No Sesc Santana, Gabriel Estrela trouxe música para emocionar e quebrar tabus, intercalando relatos de sua trajetória – da descoberta do HIV à criação de seu canal no Youtube – com canções suas e de compositores brasileiros:

Em seguida, ele participou de uma roda de conversa com Silvia Almeida e Carué Contreiras sobre o direito sexual e reprodutivo das pessoas que vivem com HIV:

“É importante reconhecer a sorofobia [preconceito contra quem vive com HIV] porque a partir dela muitos dos nossos direitos são violados. E também para que as pessoas negativas se previnam, porque o tabu gera esse silencio que impede que a mensagem da prevenção chegue e que gera negação e exposição a situações de risco”. – Carué Contreiras

“O maior risco que temos é de não falar sobre o HIV”
A questão da Aids está cheia de tabus simplesmente porque sexo é tabu. A gente não consegue olhar pro sexo como um direito. Está lá: a OMS reconhece que o sexo faz parte da saúde. Mas muitas vezes a gente faz sexo e não conhece o próprio corpo. Estamos falhando na educação.” – diz Silvia Almeida, consultora do Unaids Brasil.  

Arte e moda a favor da prevenção

Na época em que atuava em uma organização de defesa ambiental, a artista Adriana Bertini se deparou com camisinhas descartadas nas praias, em mutirões de limpeza. Ao pensar sobre uma destinação para esses materiais, surgiu a ideia de ressignificá-los a partir da arte. Começou então a criar peças de vestuário com preservativos reprovados pelo controle de qualidade das indústrias. “A maioria das pessoas só manuseia a camisinha no momento do sexo, não tem intimidade com ela, tem receio de tocá-la. O meu trabalho questiona isso: Por que a gente está tão distante de algo que serve para nos proteger?

Ela conduziu oficinas no Sesc Vila Mariana e no Sesc Pompeia, onde aconteceu também um desfile com algumas de suas peças. “A moda aqui acaba sendo um facilitador do diálogo. Começa como uma brincadeira e aos poucos cria-se uma intimidade com o preservativo que favorece a adesão ao uso. Acho que a arte pode ter um propósito a favor da vida.” – diz Adriana.



No Sesc 24 de Maio, a poesia ganhou espaço com o varal literário. Poemas com temas ligados ao HIV/Aids foram trazidos pelo público e pelo escritor Ramon Nunes Mello, que questiona: após 36 anos do surgimento do HIV/AIDS, é possível uma reação através da literatura? Como entender o que significa, hoje, descobrir-se soropositivo?

Sexualidade faz parte da vida, em qualquer idade. É preciso quebrar o mito de que o idoso é assexuado”, diz a antropóloga e gerontóloga Andrea Lopes.

Junto com a fisioterapeuta Carla Maria de Abreu Pereira, a profissional conduziu um bate-papo com idosos sobre as diferentes formas de amor, desejo e sexualidade no envelhecimento, no Sesc Vila Mariana: 

Já no Sesc Rio Preto, foram os adolescentes do programa Juventudes que conversaram sobre o tema com o ator e youtuber Gabriel Estrela:


 

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Playlists criadas especialmente por artistas convidados e outras inspirações estão no perfil do Sesc SP.
Bom para acompanhar você quando estiver correndo, com saudade do Angeli e do Laerte dos anos 80 e outras cositas más. Chega mais!

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