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Cobogó é tema de exposição no Sesc Santo Amaro

Guilherme Luigi criou a fonte dingbat cobogó, utilizada na instalação no Sesc Santo Amaro
Guilherme Luigi criou a fonte dingbat cobogó, utilizada na instalação no Sesc Santo Amaro

Criado pelos arquitetos Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de is, o cobogó é um elemento da arquitetura urbana brasileira do início do século XX. O seu nome é a junção das sílabas dos sobrenomes dos autores e a sua função nas casas e construções advém do próprio formato das peças pré-fabricadas vazadas, que vão além da ventilação e iluminação, funcionando também como um elemento decorativo. A partir do dia 6 de janeiro, sábado, até o dia 1º de abril, o trabalho do designer Guilherme Luigi estará adesivado nos vidros da piscina do Sesc Santo Amaro.

Na instalação, o designer Guilherme Luigi utiliza a fonte digital Dingbat Cobogó e apresenta ao público um inventário com representações bidimensionais. Adesivada em vinil recortado em uma composição de painel, em diferentes formatos e escalas, a instalação dá ênfase a aspectos ornamentais e utilitários deste marco da arquitetura modernista. Com a luz do sol, o painel integra a área de convivência com suas estampas geométricas, criando uma ambiência lúdica que remete à memória afetiva de nossa arquitetura.

COBOGÓ

A criação do cobogó se deu no estado de Pernambuco, utilizado na construção civil em detrimento da construção em alvenaria. Assim, os cobogós apresentam-se como elemento genuíno, adaptado à construção brasileira em todas as regiões do país. Desde os formatos mais simples, de geometrias básicas, até peças de maior complexidade, com gráficos sofisticados, o elemento arquitetônico expande para o campo decorativo, tanto pelas formas, quanto pelo revestimento das peças em azulejos, ladrilhos hidráulicos e porcelanas. Encontrados em edificações, seja em pequenos conjuntos ou compostos em panos de diversas dimensões, o cobogó é um importante elemento do nosso imaginário e do repertório arquitetônico.

DINGBAT COBOGÓ

A fonte digital Dingbat Cobogó - dingbats são fontes que utilizam símbolos e/ou ícones ao invés de letras e números -, criada por Guilherme Luigi, apresenta 36 símbolos inspirados nos elementos encontrados nas fotografias de Josivan Rodrigues. Disponibilizada para download gratuitamente através do site dingbatcobogo.com.br, a fonte pode ser utilizada em qualquer programa com editor de texto. A intenção do projeto é popularizar o acesso dessa gráfica da cidade para o uso comum além de preservar sua memória.

o designer guilherme luigi instala lambe-lambes em um muro pixado da cidade. No muro se lê: "livre a lei não existe para todxs"
(Foto: Ricardo Inov)

GUILHERME LUIGI

Designer gráfico formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com mestrado em design de produto pela ELISAVA em Barcelona, desenvolve projetos nas áreas de design de superfície, tipografia, arquitetura e patrimônio como o Dingbat Cobogó, Dingbat Ladrilho e as Estampas Gonzaguianas. Possui projetos premiados como a identidade visual do Centro de Artesanato de Pernambuco, que recebeu destaque na bienal da ADG de 2013, e participações em mostras no Brasil (10º Bienal da ADG, Cidade Gráfica - Itaú Cultural) e na Europa (FAD Expo BCN - EL millor disseny de l'any, Como se pronuncia design em português - LISBOA).

A MULTIPLICIDADE DO COBOGÓ

Guilherme Luigi conversou com a EOnline sobre sua pesquisa e a oportunidade de criar a instalação nos vidros da Convivência do Sesc Santo Amaro. Confira a seguir:


ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Em paralelo à exposição, uma campanha interativa nas redes sociais pretende também resgatar esse símbolo da arquitetura brasileira. Para participar basta compartilhar sua foto de um cobogó na cidade de São Paulo com a hashtag #cobogosp.
No FestA - Festival do Aprender, que acontece nos dias 2, 3 e 4 de março de 2018, o designer apresenta algumas atividades que se relacionam com seu painel Dingbats Cobogó, sua pesquisa e seu trabalho artístico. No dia 2 de março, sexta-feira, a partir das 19h, o painel será mapeado criando diversos aspectos animados de 2D e 3D. No sábado e domingo, 3 e 4 de março, teremos duas oficinas conduzidas por Guilherme Luigi: “Cobogó Ontem e Hoje”, quando, a partir da história, serão apresentadas as aplicações do Cobogó; e “Cobogó para Crianças”, uma sensibilização para os pequenos aprenderem sobre o cobogó e criarem adesivos para intervenções nos espaços urbanos.

PARA ROTEIRO

PAINEL DINGBAT COBOGÓ. Abertura no dia 6 de janeiro, sábado, a partir das 10h, na Convivência (térreo).
Horário de visitação: terça a sexta, das 10h00 às 21h30, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. Livre. Grátis.
A instalação fica no Sesc Santo Amaro até 1 de abril de 2018.

informações sobre as distâncias das estações de metrô e trem (CPTM) até a unidade

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