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Um olhar sobre o homem negro e a periferia

Foto: Junior Pacheco
Foto: Junior Pacheco

Músico, produtor, compositor, escritor e ator, Renato Gama recebeu a Eonline no bairro onde cresceu e mora até hoje, a Vila Nhocuné, na periferia da zona leste de São Paulo. “Como diz a música do João Nogueira e Paulo César Pinheiro, foi aqui que me beijaram a boca e me tornei poeta”, diz Renato.

A música sempre o acompanhou. Pai, irmão, avô e tios também são músicos. Renato vem desenvolvendo canções a partir de textos de poetas de várias gerações, como Conceição Evaristo, Paulo Rafael, Alan da Rosa, Danilo Monteiro, Luciano Costa e Daisy Serena. 

Integrante da já consagrada banda Nhocuné Soul,  ele lançou recentemente o seu primeiro álbum solo, “Olhos Negros Vivo”,  com a proposta de trazer questões ligadas ao universo do homem negro, misturando jazz, samba e rap e remetendo ao som dos antigos quintais da periferia. 

O músico se apresenta dentro da programação A Zona Leste é O Centro, projeto do Sesc Itaquera que já está em sua quinta edição e que traz uma série de ações representativas da produção artística da região.  Com a banda Nhocuné Soul, Renato se apresentou na primeira edição, em 2014.  “A periferia sempre produziu arte,  e hoje vivemos um momento em que a periferia está gritando questões sociais que foram caladas.... questões LGBT, do racismo... Temos hoje um cenário de uma juventude muito certeira, e locais como Sesc Itaquera abrem espaço para o público da periferia falar”.

Renato nos convidou para gravar a entrevista em uma viela quase em frente a sua casa, a Travessa Leonilda de Figueiredo Daltro, um local degradado que lhe desperta o sonho de transformar em um centro cultural à céu aberto. “A viela é um local de passagem, uma travessia, onde a gente pode olhar o outro lado da rua e descobrir outros lugares...  Assim como brinquei lá na minha infância, nosso sonho é transformá-lo em um local onde as pessoas possam ler, brincar, se encontrar,  projeto de revitalização que chamamos de “Viela em Dia de Lua”.

Na entrevista, Renato falou sobre o novo álbum e dos desafios de se criar música na periferia. Confira:

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