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Hey, Zé! De onde eu venho e pra onde vou?

Zé Geraldo sobe ao palco no Sesc Pompeia nos dias 3 e 4 de março. (Foto: Alessandra Fratus)
Zé Geraldo sobe ao palco no Sesc Pompeia nos dias 3 e 4 de março. (Foto: Alessandra Fratus)

Nascido em Rodeiro, no interior mineiro, e criado em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, o cantor e compositor Zé Geraldo caiu na estrada cedo. Com 18 anos foi estudar e trabalhar em São Paulo, com o sonho de se tornar jogador de futebol. 

O gramado e a bola foram transformados em canções, quando um acidente automobilístico mudou o rumo de sua história. Aos vinte e poucos anos, hospitalizado em Santos, seu maior companheiro foi um violão, deixado por seu amigo, Paulo Cotta. E das cordas daquele instrumento de madeira, nasceram versos, músicas e o artista Zé Geraldo.

apresenta no Teatro do Sesc Pompeia, nos dias 3 e 4 de março, o  show de lançamento de sua turnê, Hey, Zé!. Nele, o artista traz canções que marcaram sua trajetória, como Cidadão, Senhorita, Galho Seco, e músicas inéditas.

A canção título é uma versão para o clássico sucesso de Jimi Hendrix, Hey, Joe!, com a qual teve contato, quando moço, por meio de amigos músicos. Alí, surgiu sua admiração tanto pela letra quanto pela obra de Jimmy.

Com mais de cinco décadas de trabalho, escolher as músicas que irão compor o repertório não é fácil e, assim, confessa: “tenho músicas que não posso deixar de fora, além de serem importantes ao longo da minha carreira, o público me cobra”. E diz brincando: “se eu não cantar, eu apanho”.

Até hoje, foge dos rótulos e os rótulos fogem de . “Não é sertanejo, não é country, não sou MPB”, explica em seus shows quando fala sobre seu estilo. “Zé Rodrix batizou como rock rural e os próprios amigos contemporâneos, como Almir Sater e Renato Teixeira, falam que sou folk. Não ligo, posso fazer um samba, uma valsa. O importante é ter a sua essência, a sua digital no que você faz”, completa. 

Sobre a apresentação em março e sua relação com a unidade, relembra: “eu bebia muito, fumava muito. Não tinha confiança em mim e a autoestima era baixa. Em 1984, fui tocar no Sesc Pompeia; quando cheguei havia uma fila que dobrava o quarteirão e descia a Barão do Bananal. Perguntei ao segurança o que estava acontecendo. Ele me respondeu que aquelas pessoas estavam ali para cantarem comigo. Aquilo foi um marco não só na minha carreira, mas na minha vida”. A partir de então, aponta que nasceu pela segunda vez, deixando para trás a bebida e o fumo.

Zé Geraldo sobe ao palco acompanhado por Carneiro Sândalo, na bateria, Jean Trad, na guitarra e Carlito Rodrigues, no baixo.

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