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Mostra Ser: A importância do amor e do respeito ao que se é

De 3 a 29 de abril a Mostra Ser apresenta a vida de pessoas LGBTTQI retratada a partir de seu cotidiano e de seus afetos. Com exibições de filmes, a mostra também é composta pelo pocket show de Linn da Quebrada, bate-papos sobre diversidade e gênero e um curso de cinema - tudo isso no Sesc Ipiranga.

Por meio do cinema e com uma programação complementar, o Sesc busca cumprir seu papel de transformador social na medida que traz à tona o olhar para pessoas e seus cotidianos, respeitando e reconhecendo-as na sua diversidade e nos seus livres modos de agir, viver e amar. 

Durante o período da Mostra, o público poderá conferir em uma sala de estar, montada na Área de Convivência, os curtas Eu não quero voltar sozinho (2010), de Daniel Ribeiro, que trata sobre um adolescente deficiente visual que vive a inocência da descoberta do amor e da homossexualidade; Não gosto dos meninos (2011), de André Matarazzo e Gustavo Ferri, mostra brasileiros gays, bis e trans que contam suas experiências, escolhas, dilemas e desejos na intenção de mostrar que, diferente ou não, todos podem ser felizes; A arte de andar pelas ruas de Brasília (2011), de Rafaela Camelo, apresenta as amigas Ana e Leila, que passam os dias se divertindo pelas ruas de Brasília, até que a descoberta de novos sentimentos vêm a tona; Antes das palavras (2013), de Diego Carvalho Sá, mostra a crescente atração entre os colegiais Célio e Dário; e Nosso amor existe (2016), de Ricardo Puppe e Theo Borges, apresenta histórias de casais homoafetivos, abordando temas como relacionamento, medos, angústias, preconceito, desafios, e claro, amor. 


Cena do filme 'A arte de andar pelas ruas de Brasília' de Rafaela Camelo

Entre os médias e longas-metragens, destaca-se a intensa presença de documentários como Meu corpo é político (2017), dirigido por Alice Riff, que mostra o cotidiano de homens e mulheres transexuais, sobretudo negros e moradores das periferias.

Fazer filmes para mim é refletir sobre que histórias a gente conta, que imagens devem ser produzidas. O corpo é político assim como o cinema é político, cada cena ou sequência não está a toa. Há uma História hegemônica, contada a partir de um único ponto de vista: a do opressor. A militância transexual está lutando por visibilidade e por ocupar os espaços na educação, mercado de trabalho, política... Fiz um filme que retratasse a vida de pessoas trans como uma aliada a militância, compreendendo o que vinha escutando no processo de pesquisa. Até mesmo as escolhas estéticas do filme estão condicionadas por essa intenção”,  afirma a diretora.

Após a exibição do filme, no dia 26 de abril, a partir das 19h no Teatro, haverá um pocket show com Linn da Quebrada.  
Linn é artista multimídia e travesti. Encontrou na música uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo.


Linn da Quebrada no documentário Meu Corpo é Político

Com direção de Angela Zoé, o documentário Meu nome é Jacque (2016) conta a história de Jaqueline Rocha Côrtes, uma mulher transexual brasileira que vive com Aids há mais de 20 anos.

O documentário Meu Nome é Jacque aborda a diversidade através da história de vida de Jaqueline Rocha Côrtes, uma mulher transexual brasileira que vive com Aids, que conheci quando fizemos campanhas sobre a violência contra mulher. Nesse momento, eu que sempre quis fazer filmes com cunho ativista e feminino e retratar mulheres poderosas no cinema, tive certeza que o mundo deveria ouvir sua história.
A história da Jacque poderia ser um relato triste, uma tragédia, ou ainda apenas uma lição, mas no fim, eu acredito que é simplesmente o retrato de uma grande mulher guerreira, da sua força ao superar cada uma das barreiras que foram impostas em sua vida, e sobre o amor e a tolerância que tornaram sua felicidade algo tangível mesmo em meio a tantos desafios”, conta a diretora Angela Zoé.

Será exibido também o documentário Vozeria (2015), que dirigido por Raphaela Comisso, articula depoimentos de oito pessoas importantes do movimento social, que trazem à tona reflexões sobre gênero, sexualidade e direitos humanos, tendo em vista os papéis que a linguagem assume na produção e manutenção de violências.

Por fim, Guigo Offline (2016), dirigido por René Guerra, conta a história de um jovem que está viajando com o pai e precisa lidar com duas coisas: a falta de conexão com a internet e com o genitor.


Cena do Filme Guigo Offline. Crédito: Julia Zakia

Uma série de debates com o tema A diversidade dos afetos em cena acontece ao longo da mostra. No dia 27, às 17h30, a cineasta Angela Zoé, do filme Meu nome é Jacque, e a psicóloga Ana Ferri debatem o tema. No dia 28, às 17h, é a vez de Maju Giorgi, personagem do filme Vozeria, e Ana Ferri discorrerem sobre o assunto. Por fim, no dia 29, às 17h, os diretores Rafaela Camelo, René Guerra e Daniel Ribeiro participam da discussão com mediação de Ana Ferri.

Todas às terças-feiras, entre 3 e 24 de abril, o cineasta e jornalista Lufe Steffen realiza o curso LGBTs no Cinema Brasileiro – Panorama Histórico Séculos XX e XXI. Ele vai traçar uma linha do tempo da representatividade no cinema nacional, comentando e exibindo pequenos trechos de filmes que trazem personagens LGBTs em suas tramas. As aulas acontecem no Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc Ipiranga entre às 19h e às 21h.

Consulte a programação completa da Mostra aqui.

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