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‘A astronomia dá a noção do que é o espaço sideral, o cosmos, o universo; a ufologia complementa os questionamentos’

Foto: Marinho Rodrigues
Foto: Marinho Rodrigues

O Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais) foi criado em 1997 em Araçatuba. A entidade, parceira do Sesc no Cosmos, não tem fins lucrativos, possui caráter cultural e científico, e tem como foco os estudos de astronomia e pesquisas aeroespaciais. A ideia é difundir o estudo da astronomia e ciência afins, incentivar a curiosidade científica e a conscientização ecológica por meio de projetos culturais e educacionais.

Dentro dos objetivos da entidade, o Cosmos teve sua primeira edição em 2002 e, desde então, a programação trouxe à região nomes relevantes dos estudos sobre astronomia e ufologia do país todo. Gener Silva, diretor do Inape, falou sobre o funcionamento do instituto, a importância de um evento como o Cosmos, entre outros assuntos. Confira!

Eonline: O Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais) existe há 22 anos. Desde sua criação até hoje, quais os principais feitos do Instituto?
Gener Silva -  Posso elencar aleatoriamente os seguintes: 17 anos de Cosmos, este ano Cosmos XVII, em que tratamos de dois assuntos de máximo interesse - astronomia e ufologia; exposições de folhetos, cartazes e folders recebidos de Institutos de Astronomia; observações dos denominados fenômenos astronômicos, tais como cometas, conjunções planetárias, observação dos planetas e a Lua (com telescópios, lunetas e binóculos); palestras regulares.  Procuramos disponibilizar ao público em geral a oportunidade de estabelecer contato com fenômenos de natureza astronômica. 

Eonline: O Inape realiza encontros periódicos? Se sim, quem participa e quem pode participar destes encontros?
G. S. - O Inape realiza encontros periódicos em sua sede provisória (rua Tupinambás, 310), com divulgação no portal http://www.inape.org.br, com participação livre e desonerada, bastando somente inscrição no local, ou se manifestar pelo portal. 

Eonline: O instituto cataloga indícios de casos de ufologia na cidade de Araçatuba e região? Se sim, quais os critérios para a triagem deste material?
G. S. - Há no INAPE, que trata oficialmente de Astronomia, um grupo de pesquisadores na área de ufologia. Há evidentemente critério para a pesquisa e investigação de campo. O diretor de Campo, Jorge Nery, possui o registro de todas as pesquisas já realizadas pelo grupo.

Eonline: Qual a importância do Cosmos? Por que realizar um evento como este no interior paulista?
G. S. - O evento está em seu 17º ano, sempre tratando de estabelecer sistematicamente cinco palestras de astronomia e cinco de ufologia, com pequena variação de número, com duas palestras por noite, este ano no Sesc Birigui, entidade coautora e realizadora do evento. Sua importância é a de tratar de duas temáticas que mexem com a cabeça do indivíduo; o Cosmos faz pensar, refletir, pesquisar, duvidar, procurar conhecimento, esclarecer, tomar contato com questionamentos existenciais: estamos sós no universo? A astronomia dá a noção do que é o espaço sideral, o cosmos, o universo, o que contém, como se manifesta, qual seu tamanho, seus mistérios. E a ufologia complementa tais questionamentos; nesta imensidão de tamanho do universo, cerca de 2 trilhões de Galáxias, por certo haverá planetas com alienígenas inteligentes, as estatísticas comprovam. Temos o privilégio de sermos os pioneiros neste tipo de evento no interior.          

Eonline: Quais os principais aspectos levados em consideração para a curadoria do evento?
G. S. - Sempre tomamos o máximo de cuidado na elaboração da seleção dos palestrantes antes de convidá-los. Há evidentemente pesquisa focada em suas obras, livros, assuntos debatidos em blogs, na internet, em vídeos e congêneres.

Eonline: Faça um breve relato de seu contato com o universo da astronomia e com a ufologia.
G. S. - Pessoalmente, tenho contato com as duas matérias há cerca de 45 anos. Não de estudo acadêmico, mas, de pesquisa e estudo constante. Possuo acervo considerável, sobre os dois conteúdos, incluindo livros, vídeos de palestras, textos, além da inesgotável fonte do conhecimento e do saber que o Google nos proporciona. Tudo começou com a leitura de uma coleção de astronomia de cinco volumes do Prof. Julio Minham - presente de meu falecido e saudoso pai.  Num dos capítulos de um dos livros, o autor tratou do tema Discos Voadores, e o artigo foi escrito de tal forma e tão natural que me conquistou. Os assuntos são correlacionados e de certa forma complementares. Observe que no passado, historicamente tivemos conceitos aceitos cientificamente, tais como a Terra é o centro do Universo – Geocentrismo, depois, o Sol seria o centro do Universo – Heliocentrismo... Pois bem, mesmo nos dias de hoje, digo que adotamos a teoria absurda do Antropogeocentrismo, termo criado por mim para explicar que no universo todo, somente a Terra seria habitada por seres inteligentes (!?). Este tópico seria apenas um aperitivo para dar impulso inicial de uma longa, complexa e útil  discussão sobre o tema.