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Entre lápis, borracha, partituras e pedais de distorção

E você sabia que os integrantes do Tesla Quartet, uma das atrações mais esperadas do Festival se conheceram na escola?

Pois é.

O grupo, formado por Ross Snyder (violino), Michelle Lie (violino), Edwin Kaplan (viola) e Serafim Smigelskiy (violoncelo) se conheceu na Juilliard School, uma escola de música e artes cênicas localizada em Nova Iorque, em 2008.

O Quarteto rapidamente se estabeleceu como um dos grupos jovens mais promissores de Nova York, conquistando o Segundo Prêmio no Concurso de Música de Câmara J.C. Arriaga poucos meses após sua formação.

Na música popular, é comum encontrarmos grupos cujos integrantes se conheceram na escola e que trocaram seus lápis e borrachas por baquetas e pedais de distorção.

Listamos aqui 5 bandas que certamente estão presentes na sua playlist, e que seus também se integrantes se conheceram na escola.

Um, dois, três...catorze
Em 1976, um adolescente de quatorze anos de idade, postou um anúncio no mural de avisos da escola Mount Temple Comprehensive High, em busca de músicos para montar uma banda.
Seis pessoas responderam ao anúncio e, após acertos e desacertos, restaram 4.
O grupo, que surgiu com pouca pretensão e pouco conhecimento musical levou 4 anos para assinar seu primeiro contrato com uma gravadora. E em 1980 lançou seu álbum de estréia, chamado “Boy”.
O segundo disco, “War” foi lançado em 1983 os colocou em 1º lugar em vendas no Reino Unido. Neste trabalho já podemos observar algumas características marcantes na carreira da banda: os riffs melódicos e repleto de efeitos do guitarrista The Edge e os vocais expressivos do vocalista Bono Vox. Além das letras que abordam temas pessoais a preocupações sócio-políticas.
Em 40 anos de carreira o grupo já vendeu mais de 175 milhões de álbuns, ganhou 22 Grammys, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, e Bono Vox se tornou um dos maiores artistas engajados do mundo.


 

Pra dizer jamais
Final da década de 70. O colégio Equipe, em São Paulo, costumava receber apresentações de artistas como Novos Baianos, Alceu Valença e Gilberto Gil.
E entre um show e outro, 9 alunos da instituição resolveram montar uma banda. Alguns já tocavam por ai em outros grupos, enquanto outros sonhavam com frases dodecafônicas e poesia concreta.
A aventura deu certo, e o primeiro show do grupo, ainda chamado de “Titãs do Iê-iê” aconteceu no Sesc Pompeia, em setembro de 1982.
De lá pra cá o grupo ganhou, perdeu e trocou integrantes, chocou o país com discos viscerais, flertou com o grunge e quando poucos acreditavam em sua capacidade de se reinventar, fez do seu disco acústico um dos maiores sucessos do rock nacional de todos os tempos, repleto de convidados especiais, e com um hit atrás do outro.
O século mudou, a indústria fonográfica mudou, os hábitos dos consumidores de música também mudaram, mas a banda continua na ativa.
Seus ex-integrantes consolidaram suas carreiras solo e os Titãs remanescentes agregaram sangue novo à trupe.
E em 2018 lançaram “Doze Flores Amarelas” seu décimo quinto álbum de estúdio.

 

Mudança de comportamento
Poucas bandas possuem uma identidade tão forte com sua cidade de origem quanto o Ira!.
O grupo surgiu nos anos 80, quando Marcos Valadão Rodolfo (Nasi) e Edgar Scandurra se cruzaram nos corredores do colégio Basílio Machado, em São Paulo.
Com riffs marcantes, personalidade forte e letras politizadas, o grupo envolveu-se em algumas polêmicas ao longo de sua carreira, e manteve-se na ativa por mais de 20 anos, até que uma ruptura abrupta pegou seus fãs de surpresa e determinou o fim da banda, em 2007, logo após o grupo lançar “Invisível Dj”.
O último disco de estúdio do Ira! nos presenteou com a balada “Eu vou ficar” cujo vocal, reza a lenda, foi gravado em um único take.
Para a alegria dos fãs, o “núcleo base” do grupo reatou a amizade de mais de 30 anos, e atualmente, a banda voltou aos palcos em um formato acústico, mas não menos intenso.


Se tá na internet, é verdade
Os britânicos Alex Turner e Matt Helders se conheceram na escola. Aos 12, já tinham composto músicas. Aos 15, se juntaram com outros 2 amigos, pegaram seus presentes de Natal e criaram uma das bandas de maior sucesso do chamado “Rock do anos 2000”: o Arctic Monkeys.
O nome veio de um grupo em que o pai do baterista tocou nos anos 70, passado de geração para geração.
A banda foi uma das primeiras a  “viralizar” na internet a e através do Myspace conquistou fãs no mundo inteiro.
Durante algum tempo o grupo sofreu com o rótulo de “banda de adolescentes”, até que em 2008 foram até o deserto da Califórnia para gravar com Josh Homme, vocalista do Queens of The Stone Age. A partir dai, a crítica passou a olhar a banda com outros olhos, e os veículos de imprensa destacaram o amadurecimento do grupo.

 

É isso
Por falar no anos 2000, uma das bandas mais influentes do período, que lançou uma série de hits na sequência, estampou camisetas e capas de revistas e conquistou o público não apenas pela música, mas também pelo visual, também surgiu na escola.
Estamos falando dos Strokes, que nasceu quando o guitarrista Nick Valensi e o baterista Fabrizio Moretti começaram a tocar juntos quando ambos estudavam na Escola Dwight em Manhattan.
A eles se somaram o vocalista Julian Casablancas e o guitarrista  Albert Hammond Jr, (que se conheceram no Instituto Le Rosey, uma tradicional escola na Suíça) e o baixista Nikolai Fraiture, amigo de Julian desde a infância quando foram colegas no curso de Francês.
Entre 2001 e 2013 o grupo lançou 5 discos e seu som originalmente rotulado como “rock de garagem” aproximou-se do indie e do new age, mas sem perder sua originalidade e suas características principais: os guitarristas Albert Hammond Jr e Nick Valens se alternando entre solos e harmonias e o vocal ébrio e preciso de Julian Casablancas.


Lembrou de algum outro grupo que poderia estar nessa lista? Compartilhe conosco através das nossas redes sociais.

Para conferir as datas e os locais das apresentações do Tesla Quartet, acesse sescsp.org.br/musicadecamara
 

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