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Rodas Populares é destaque da programação do Sesc Sorocaba

Roda de samba com Semente do Samba e Silvio Modesto no Sesc Sorocaba | Fotos: Lilian Ambar
Roda de samba com Semente do Samba e Silvio Modesto no Sesc Sorocaba | Fotos: Lilian Ambar

Roda de samba, brincadeiras de roda, ciranda de roda, cantiga de roda, roda de poesia, roda de capoeira, coco de roda... A roda é o formato mais tradicional da cultura popular e, pela sua influência e relevância, é destaque na programação do Sesc Sorocaba.

Até dezembro, diversas rodas que acontecem na cidade se apresentam no Sesc Sorocaba, compartilhando experiências com o público, que, por sua vez, tem a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura da cidade.

Um encontro entre o Projeto Cultural Semente do Samba e o cantor, compositor e instrumentista Silvo Modesto marcou o início do especial. Surgido em 2008, na Vila Fiori, bairro de tradição no samba de Sorocaba, o Semente do Samba foi responsável por disseminar as rodas de samba na cidade. E até hoje realiza encontros semanais com a comunidade para ouvir as composições autorais e os clássicos do samba tradicional.

Modesto, por sua vez, é considerado um baluarte do samba paulistano. Ele é o único remanescente do projeto "Baluartes do Samba Paulista", que contou com Geraldo Filme, Talismã e Zeca da Casa Verde.

Durante a roda de conversa “Integração entre Bambas – a importância do contato com as referências”, que teve também muita música, Modesto, com muita história para contar, trouxe à tona memórias dos tempos em que o samba ainda era marginalizado.

Ele destacou que as escolas de samba tiveram uma força política muito forte para o movimento do samba e cultural de São Paulo. “Mudaram não só a história do samba como me fizeram chegar até aqui”, lembrou o sambista, que começou sua história como artista aos 14 anos, quando aprendeu a tocar tambor, depois pandeiro e cavaquinho.

Modesto, que compôs sua primeira música nos anos 70, durante a ditadura, reforçou que “samba é resistência e que deu identidade para o povo brasileiro. “O samba agoniza, mas ele não morre. É nossa cultura brasileira”, finalizou.

O encontro se estendeu para além do bate-papo e gerou uma apresentação na área de Convivência do Sesc Sorocaba, com uma roda de samba e um valioso intercâmbio de experiências.

Confira aqui a programação do especial em outubro.

 

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