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Autonomia Dentro e Fora da Água

Toboágua. Frequentadores se divertem no parque aquático do Sesc Itaquera. Foto: Michele Mifano
Toboágua. Frequentadores se divertem no parque aquático do Sesc Itaquera. Foto: Michele Mifano

Gerência de Desenvolvimento Físico-Esportivo e
Gerência de Engenharia e Infraestrutura

No SESC, as piscinas, assim como outros equipamentos de uso comum, são lugares educativos, com propostas de utilização que promovem a formação do indivíduo e suas diferentes dimensões.

Já não é de hoje que o nome da instituição é associada, em todo o Estado, a instalações aquáticas. Nas 89 piscinas espalhadas por 31 de suas unidades, diariamente milhares de frequentadores praticam a natação e outros esportes aquáticos, fazem aulas de hidroginástica, participam de atividades lúdicas e recreativas, interagem entre si em um ambiente favorável à manutenção da saúde e à melhoria da qualidade de vida.

Desde a inauguração de seus primeiros espaços aquáticos – nas unidades de Ribeirão Preto, no interior do Estado; de Bertioga, no litoral; e da Consolação, na capital – as piscinas foram oferecidas aos comerciários (atualmente denominados de Credenciados Plenos), ampliando suas possibilidades de acesso ao lazer.

Assim, como um reflexo dos anseios e discussões da instituição, os espaços que propiciam encontro de pessoas, como teatros, áreas de convivência, quadras esportivas, entre outros, podem colaborar para a ressignificação de valores e de estilo de vida e na formação do indivíduo em sua totalidade, considerando a educação como pressuposto para a transformação social.

Outro valor que caracteriza esses espaços é a acessibilidade, que está refletida, por exemplo, na construção de rampas e/ou elevadores que favorecem o acesso também às pessoas com deficiência, configurando um lugar de diversos interesses e que contempla uma grande abrangência de práticas recreativas e esportivas.

Desta forma, as ações de desenvolvimento físico e esportivo do Sesc São Paulo, de caráter permanente, eventual ou recreativo, promovidas nas diferentes piscinas e parques aquáticos, são baseadas no conceito do nadar, como a possibilidade de deslocar-se na piscina com segurança. Elas contemplam, assim, o universo de manifestações corporais criadas pelo homem no ambiente aquático com o intuito de favorecer o desenvolvimento da autonomia, o acesso do indivíduo, o vínculo e a participação de pessoas de diferentes faixas etárias e níveis de habilidade.

Cidadania e educação

Essa mudança de paradigma, no Sesc, a partir dos anos 1980, é materializada com a diminuição da profundidade das piscinas. Hoje, esses equipamentos possuem profundidades máximas entre 1,40m e 1,60m, e as piscinas infantis têm altura entre 0,30m e 0,60m. Tal reconfiguração reforça o caráter das instalações: se as pessoas podem se apropriar do espaço para criar suas próprias formas de lazer e convivência, cumpre-se o objetivo de oferecer autonomia a seus frequentadores.

Toda a estrutura física colabora para os diferentes usos do espaço aquático, para que os frequentadores possam vivenciar momentos de lazer, participar de atividades orientadas ou autogeridas, ou simplesmente desfrutar da água como elemento lúdico, que oferece diversas possibilidades de convivência.

Para oferecer conforto ao público, as piscinas do Sesc, em geral, são aquecidas – as externas, por sistemas quebra-gelo, de aquecimento mais potente, dispostos por meio de vários sistemas isolados ou que trabalham de maneira complementar. Como exemplo, há equipamentos cujo aquecimento é feito por painéis solares; outros aproveitam o calor rejeitado pelo sistema de ar-condicionado, com a troca de calor entre eles; e ainda, pelo uso de sistemas convencionais, com apoio de eletricidade ou gás.

A transição para uma matriz energética mais sustentável tem sido, a propósito, uma das grandes preocupações do Sesc, que estuda a ampliação no uso de painéis solares e a utilização futura de placas fotovoltaicas, o que conecta o tema das piscinas com as discussões atuais sobre sustentabilidade e meio ambiente.

O Sesc considera fundamental a qualidade da água e mantém um rigoroso padrão de tratamento baseado em normas nacionais e internacionais. A instituição apresenta o mesmo cuidado com as áreas próximas, como os solários, vestiários, banheiros e todo o parque aquático.

Neste contexto os funcionários colaboram para a educação não formal e permanente, assim como os tratadores de piscina, responsáveis pelo adequado funcionamento dos equipamentos, e os guardiões de piscinas, como são denominados os salva-vidas, que zelam pela segurança e orientam os frequentadores sobre o uso apropriado do espaço.

O conceito de uso racional da água substitui a noção mais simplista de economia de água. Não se trata, afinal, de forçar uma redução dos parâmetros atuais de consumo, mas sim de estabelecer, em todos os níveis e equipamentos, o uso consciente. Somente em piscinas, o Sesc São Paulo administra atualmente o notável volume total de 29.262 m3 de água, o que torna o uso cuidadoso desse elemento não apenas uma medida de economia, mas um verdadeiro compromisso de cidadania na gestão de recursos hídricos preciosos.

Assim, busca-se acolher e sensibilizar o público para a socialização, o aprendizado e a apreensão de novas habilidades corporais, além da promoção da qualidade de vida, permitindo aos frequentadores experimentar uma gama de manifestações corporais criadas pelo homem no ambiente aquático.

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