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Quando cheguei por aqui, era tudo mato… Ainda bem!

Obra do Coletivo Bijari, disposta na entrada do espaço de exposição da unidade. Foto:Wagner Pinho
Obra do Coletivo Bijari, disposta na entrada do espaço de exposição da unidade. Foto:Wagner Pinho

Por Wagner Pinho*

No dia 9 de outubro de 2019, entrei no Sesc Parque Dom Pedro II pela primeira vez. Quer dizer, pelo menos a primeira como funcionário Sesc.   

Na época deste meu debute, a exposição Jardinalidades - Poética, Natureza, Corpo, e Cidade completara pouco mais de um mês de ocupação na unidade, com intervenções, instalações, oficinas, rodas de conversa e atividades que transformaram a paisagem, as cores e a rotina deste pedacinho do centro da capital.

Ao longo dos últimos dois meses, tive a oportunidade de acompanhar muita coisa! 

Não vi a captação da água do rio Tamanduateí pelo coletivo (se)cura humana. É verdade! Mas todos os dias vejo a miniestação de tratamento construída na ocasião e que filtrou essa água, direcionando-a para uma pequena fonte com vista para o Mercado Municipal de São Paulo.


Fonte que recebe água do Rio Tamanduateí, depois de passar pela estação de tratamento contruída pelo (se)cura humana. Foto: Wagner Pinho 

Presenciei também o artista naturalista Daniel Caballero discorrer sobre a flora pré-colonial, resgatando a memória e até cultivando (quando possível) mudas de plantas nativas do cerrado e da várzea do Rio Tamanduateí.

Assisti troncos de árvores cortadas transformarem-se em máquinas do tempo, contando histórias de vida (ou de “vida e corte” se preferir), em um trabalho do coletivo Mapa Xilográfico.

Vi os Rocambólides, do Grupo Fora, iluminarem a unidade com girassóis, a tinta terra, produzida no curso de permacultura, renovar as muretas dos nossos canteiros e alegrar a criançada em atividades artísticas, conduzidas pelos educadores da exposição. Acompanhei toda a poesia e o ativismo presente no trabalho de Fernando Piola, Gustavo Caboco, Jairder Esbell, Thislandyourland, Biraji, Laura Gorski, Laura Lydya e Teresa Siewerdt, além das curadoras Gabriela Leirias, Faetusa Tezelli e de outros artistas, coletivos e profissionais que, unidos pela exposição e pela programação do Jardinalidades foram fundamentais para fazer florescer a consciência e semear a transformação tanto nos frequentadores quanto naqueles que, como eu, trabalham na unidade.

Girassol, em uma transformação vista (e vivida) durante o Jardinalidades. Foto: Wagner Pinho. 

Graças ao Jardinalidades, posso dizer, sem medo de errar que: quando cheguei por aqui, era tudo mato… Ainda bem!

*Wagner Pinho é editor web do Sesc Parque Dom Pedro II.

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A exposição Jardinalidades segue no Sesc Parque Dom Pedro II até domingo dia 8 de dezembro. Visite o site, descubra a programação da unidade e acompanhe as últimas atividades.  

 

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