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Para matar as saudades do Centro de Música do Sesc Vila Mariana

Centro de Música do Sesc Vila Mariana<br>Foto: Daniel Ducci
Centro de Música do Sesc Vila Mariana
Foto: Daniel Ducci

A equipe de educadores do Sesc Vila Mariana, cada um em suas respectivas áreas, produziu alguns vídeos para quem está em casa matar as saudades do nosso Centro de Música. São informações sobre instrumentos, gêneros musicais e pequenas demonstrações, para experimentar, aprender, criar, vivenciar e pensar música, sempre coletivamente, como é o espírito dos Centros de Música presentes nas unidades Consolação, Vila Mariana e Guarulhos.

Para começar, que tal soltar a voz com Zuza Gonçalves, professor de canto? Ele propõe uma experimentação de arranjo vocal com a música “Lugar Comum”, de João Donato e Gilberto Gil. Dá uma olhada nesta sugestão para passar as horas brincando com a voz!
 


 

Se você está com vontade de começar a tocar um instrumento nesta quarentena, o educador Renato Veras recomenda a flauta doce, um instrumento simples, barato e portátil. Responsável pelo curso de Sopros de Madeira (flautas, clarinetes, saxofones, fagote, oboé e flauta doce), Renato apresenta os diferentes tipos de flautas e suas sonoridades, veja:
 


 

Nesta mesma linha, o educador Valdir Maia conta a história do violoncelo e explica detalhes do instrumento, que faz parte da família das Cordas (como o violino, o violão, a harpa e o piano), pertencendo à subcategoria de Cordas Friccionadas, porque utiliza um arco e sua fricção para produzir o som. Valdir também indica compositores e compartilha alguns álbuns para quem tiver vontade de ouvir músicas em que violoncelo está presente.  
 


 

Depois, a conversa é sobre bossa-nova, com Mayki Fabiani. Além de contextualizar sobre esse estilo musical, o educador ensina o acompanhamento da bossa-nova, para quem já toca um pouco de violão, guitarra ou outro instrumento de cordas dedilhadas. Bora praticar?
 


 

Agora se você tem interesse por música erudita, o educador Maurício Aguilar propõe uma reflexão sobre uma canção renascentista, que não utiliza notas pretas em sua composição. Maurício explica qual a relação dessa escolha composicional com a época em que foi criada, depois da peste negra assolar a Europa. A análise também nos ajuda a pensar sobre o momento que estamos vivendo hoje e como ele poderá ser traduzido nas obras de arte, daqui em diante.
 


 

Sobre os educadores

Maurício Aguilar começou suas atividades musicais em grupos de práticas coletivas. Em 1986, ingressou no Conservatório Musical do Brooklin Paulista. Formou-se em trompete pela Universidade de São Paulo. Estudou com Reginaldo Farias, Gilberto Siqueira, Sérgio Cascapera, Naílson Simões e Edgar Baptista dos Santos (Capitão). Desde 1988 atua como professor de trompete, pesquisando sobre técnicas, tendências e metodologias. Já participou de projetos em CEUs, Emesp e Projeto Guri Santa Marcelina.

Mayki Fabiani é técnico em violão popular pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, bacharel em composição pela Faculdade de Artes Alcântara Machado, pós-graduado em docência pela FMU e mestre em educação, arte e história da cultura pela Universidade Mackenzie. É arte-educador, compositor e regente. Atualmente desenvolve atividade como produtor e guitarrista de diversas bandas e em 2018 lançou “Tempestade Brasileira”. É educador na área de cordas dedilhadas no Sesc Vila Mariana desde 2014.

Renato Veras Baptista é pós-graduado em semiótica, sob orientação do professor Norval Baitello Júnior, na PUC/SP. Foi pioneiro no ensino e estudo de MIDI e programação de sintetizadores, tendo sido aluno de Lucas Shirahata, Jorge Poulsen e Conrado Silva. É professor de instrumentos de madeira no Sesc Vila Mariana desde 1998, participando também dos cursos infantis. Tem formação em flauta transversal com Toninho Carrasqueira, clarinete e saxofone com Hector Costita, manutenção de instrumentos com José Augusto e arranjo com Nelson Ayres.

Valdir Maia iniciou seus estudos de violoncelo aos 19 anos na então ULM – Universidade Livre de Música, teve como professores Watson Clis (UNIRIO) e Marialbi Trisolio (OSESP). Formado em Licenciatura Plena em Música pela Faculdade Paulista de Artes, leciona desde 2001 em projetos musicais como Guri Santa Marcelina e já atuou artisticamente com a Orquestra Jovem Tom Jobim, Camerata Erudita, Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, entre outras. Tenor do Madrigal Sempre EnCanto, de Regina Kinjo.

Zuza Gonçalves é músico formado em Composição e Regência na Unesp, com pós-graduação em Pedagogia da Cooperação e Metodologias Colaborativas. Desde 2001 tem pesquisado os caminhos da música vocal como cantor, regente e educador, atuando nos mais diversos contextos com grupos dos mais variados perfis. Desde 2016 trabalha com Bobby McFerrin como parte do corpo docente do Workshop de Circlesongs que acontece anualmente em Nova York. É cofundador do projeto Música do Círculo.

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