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Longe das competições, ex-jogadora de vôlei Jackie Silva mantém sua "Rotina de Atleta"

Ilustração: Dora Teixeira
Ilustração: Dora Teixeira

Foi na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que Jackie Silva começou a jogar vôlei, inspirada por seu pai e sua família. Da praia, ela foi para as quadras da escola. E de lá, nunca mais saiu do esporte.  

Junto ao título de ex-atleta olímpica, carrega a participação em três olimpíadas, duas no vôlei de quadra e uma no de areia; vencedora de 41 eventos da WPVA - Associação Feminina de Vôlei de Praia dos Estados Unidos; e, ao lado de Sandra Pires, tornou-se a primeira brasileira a conquistar ouro em esportes coletivos.  

Jackie Silva participa da live Rotina de Atleta, projeto esportivo do Sesc Pompeia para o ambiente digital, na próxima sexta, dia 14 de agosto, às 18h, no perfil do Sesc Pompeia no Instagram. Durante a conversa, mediada pela educadora de atividades físico-esportivas Cibele Domingos, Jackie conta mais detalhes sobre sua trajetória e seus treinos como ex-jogadora. 

Uma vez atleta, sempre atleta
Mesmo com joelhos e partes do corpo não tão treinados como na época das competições, Jackie Silva mantém a sua rotina para se sentir bem. "É muito difícil para o atleta que, durante muitos anos, teve uma rotina bem forte, ao chegar no seu ponto máximo, pensar em se aposentar. A gente pensa que será o fim. Mas na realidade, é o começo. Uma outra forma de tudo. Você não precisa fazer com a mesma intensidade ou a mesma frequência que antes.  A atividade física é importante pra saber que você não tem dor, que não está limitado porque deixou de fazer algo", contou Jackie.  

Em período de isolamento social, a ex-atleta revela que alguns equipamentos foram sua salvação para não ficar parada. "Por sorte, eu tenho uma bicicleta, porque não consigo mais correr. Também tenho alguns pesinhos e elásticos, que são fáceis de manusear. Se eu inventar muito, acabo me machucando", disse.  

Responsabilidade social
Além de cuidar de si, Jackie também cuida do próximo. Preocupada com o futuro do país, ela é uma das responsáveis do projeto "Atletas Inteligentes", que leva esporte e educação para crianças e jovens de escolas públicas do Rio de Janeiro. Para ela, as dificuldades desses alunos são tantas que a escola, muitas vezes, é o lugar de luz e oportunidades para essas crianças.  

Buscando agir para transformar a partir do esporte, Jackie foi convidada pelo Comitê Olímpico Brasileiro e se dedica a conversar com outros atletas olímpicos brasileiros. A partir desses papos, ela revela que ainda encontra um ambiente predominantemente masculino no esporte como um todo. 

"O esporte é machista. O Brasil é machista. O que precisamos no esporte são de mulheres. Mulher atuando em cargos de direção, de presidência, de treinamento, porque isso não tem e faz toda a diferença. Não que eu ache que deva ter só mulher, nada disso, mas acho que tem que ter balanço, equilíbrio, é isso que falta. Eu luto pra isso e gostaria de ser uma dessas mulheres a conquistar esses espaços", defendeu Jackie. 

Anote na agenda: a live Rotina de Atleta, com Jackie Silva, acontece na sexta, dia 14 de agosto, às 18h, no perfil do Sesc Pompeia no Instagram. A mediação do papo fica com Cibele Domingos. 
 

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