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Pesquisa Idosos no Brasil – 2ª Edição 2020

Em agosto o Sesc e a Fundação Perseu Abramo divulgam os dados da Pesquisa Idosos no Brasil – 2ª. Edição. A primeira edição foi realizada em 2006. A iniciativa é pioneira e investiga componentes do imaginário social brasileiro acerca do envelhecimento, além de abordar dados sociodemográficos e temáticas como o uso de internet, práticas e fruição culturais, autoimagem, direitos sociais (educação, saúde e trabalho), violência, moradia e laços afetivos.

O lançamento dos dados aconteceu no bate-papo, ao vivo, no dia 21 de agosto, pelo Sesc Ideias, no Canal do Youtube do Sesc São Paulo: Pesquisa Idosos no Brasil – 2ª. Edição – O que mudou nos últimos 14 anos? A coleta foi feita em âmbito nacional e finalizada em março de 2020. A nova edição apresenta o comparativo entre as informações colhidas em 2006 e as atuais, e oferece alicerces para a elaboração de políticas públicas voltadas para as questões relacionadas ao envelhecimento.

Um diferencial da edição 2020 foi a aplicação de entrevistas qualitativas em profundidade que investigaram informações que não estavam presentes em 2006, como a sexualidade, moradia e envelhecimento, conhecimentos de direitos, sentimento de solidão, entre muitos outros.

A pesquisa é uma parceria entre o Sesc, reconhecido pelo Trabalho Social com Idosos desde a década de 60, e a Fundação Perseu Abramo, reconhecida por sua expertise nas pesquisas de opinião, sobretudo nesse campo de marcadores sociais. Nessa parceria já foram realizadas pesquisas nacionais sobre as mulheres e sobre fruição e práticas culturais também. Seguem alguns resultados obtidos.

Percepção da velhice

Os idosos quando questionados sobre como se sentem com a idade que tem, apresentaram repostas positivas e negativas. Entre as positivas aparecem: a vontade de viver, ânimo, não ter doenças, ser feliz, ter paz, experiência de vida, tranquilidade, sossego, independência, entre outras. Já nas respostas negativas aparecem as doenças, debilidades, indisposição para atividades, desânimo emocional, tristeza e angústia. As referências, as positivas aparecem entre 60 e 69 anos e as negativas com 70 anos ou mais.

Entre 2006 e 2020, houve uma valorização por parte dos idosos entrevistados das vivências, da ausência de preocupações, do tempo livre e da aposentadoria. Em contraponto, houve uma queda nos quesitos respeito e direitos sociais adquiridos. Aumentaram as menções à doença, debilidade e falta de saúde. Mas caíram as menções ao preconceito, discriminação e falta de cuidado e atenção da família.

Também foi perguntado se a situação dos idosos hoje em dia está pior ou melhor que há 20, 30 anos atrás nas duas edições.  Em 2006, metade (49%), achava que estava melhor que antes. E nessa aplicação, apenas um terço acha que está melhor.  Entre os que acham que está pior, (55%) são desempregados, (56%) sem fonte de renda e donas de casa (54%).

Idosos e jovens

Outro ponto investigado pela pesquisa foi como os idosos acham que são vistos pelos jovens?  Começando pelo negativo, os idosos sentem-se desprezados, desrespeitados, alvo de preconceitos, maltratados e incompreendidos. E acreditam que são caracterizados como incapazes, ultrapassados, desinformados.  Comparando as pesquisas, em 2020 eles acham que são vistos com mais conhecimento, porém como mais incapazes. Em relação às menções positivas, se sentem mais respeitados e dignos de afeto, porém essa visão é menos citada.

Por outro lado, quando perguntado aos idosos como eles vem os jovens de hoje, os idosos acham os jovens mais irresponsáveis, menos respeitosos com idosos, rebeldes e mal educados. As referências positivas aparecem de forma reduzida, mas quando aparecem os elogios são: estudiosos, respeitam os idosos, pensam no futuro, são trabalhadores.

Percepções sobre a morte

A intenção de investigar a finitude junto aos idosos é coletar dados de como eles se sentem, uma vez que a velhice é no imaginário social associada à decrepitude e consequentemente a morte, mesmo que o morrer seja parte inerente da vida de qualquer faixa etária.  Os resultados mostram que em relação à morte os maiores medos são sofrimento e a dor; a morte não assusta porque faz parte da vida, ou mesmo a morte é “uma passagem para outra vida” segundo alguns dos entrevistados. 

Sobre o futuro…

De 2006 para cá, 20% a mais de idosos (79%) acha que não adianta fazer planos, porque “o que acontece na vida não depende da gente”, afirmam.

Lazer

Em relação à 2006, aumentou em 10% a preferência por atividades fora de casa, as favoritas são passear, atividades físicas, relações pessoais e atividades religiosas. Porém, a maioria dos entrevistos realiza como lazer ações em casa como assistir TV, descansar, ler e ouvir música, além das relações familiares. Essas respostas revelam a realidade, porém, quando perguntados sobre o que gostariam de fazer, confirma-se a preferência por sair de casa, e os grandes desejos são viajar, ir à praia, praticar atividades físicas e ir ao baile dançar.

O que mais impede os idosos de desfrutar do tempo livre como desejam são a falta de dinheiro, a falta de saúde e a falta de companhia, coisas que pouco mudaram nesse intervalo de tempo. 

As atividades físicas mais praticadas são caminhada, andar de bicicleta e alongamento, sendo que esses dois últimos tiveram um aumento de interesse em 2020.             

Acesse a pesquisa completa a seguir:

Introdução

Perfil Sociodemográfico

Identidade e autoimagem do idoso

Preocupação com a morte

Estatuto do idoso e direitos

Educação

Saúde

Relações familiares e laços afetivos

Instituições de longa permanência

Violência, desrespeito e maltrato ao idoso

Lazer

Trabalho Remunerado e renda

Reforma da previdência e aposentadoria

 

Clique aqui para ter acesso aos resultados da pesquisa de 2007.

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