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Habitar Palavras: Allan Fernando

Um Homem Ridículo

O homem influente que sou: é capaz de manipular as mentes de outrem para  vários pensar, “não é a toa que o homem influente que sou”, sou: manipulador, orador, escritor, leitor, trabalhador, editor, governador e presidente que sou, consigo não ter consciência dá: pan-de-mi-a “demência em que estou” para o meu leitor.

O Homem comum que sou; é capaz de repassar ao próximo: “amor, atenção, olhar, ignorância; à estupidez, à virose, à pandemia”; por tão comum homem que sou.

O Homem absolutamente ridículo que sou, é capaz de ignorar a vida por várias razões; é capaz de se boicotar e boicotar o próximo por tão ridículo homem que sou.

A pura verdade do homem ridículo que sou; é capaz de fazer da mentira à verdade e da verdade à mentira, por simplesmente viver de “verdades” na pura verdade mentirosa do homem que sou.

Mas, “eu disse” – mas - : ... sou um ser simples do ser simples que sou: não é mais homem ou menos homem que ninguém; simplesmente é mais uma bula dos homo sapiens por ser simplesmente o ser simples que sou.

 

Sobre o autor

ALLAN FERNANDO é intelectual, escritor e poeta, tendo participado de saraus de poesia, peças teatrais e um curta-metragem, entre outros eventos. Trabalhou também em revistarias e livrarias, tendo em seu currículo duas publicações pela Editora Pindorama: Antologias Poéticas “Vôti” e “Florilégio do Brasil”.

 

Habitar Palavras - Biblioteca Sesc Birigui

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