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Centro de Música Sesc: conheça a programação de cursos online

Como é bom poder tocar um instrumento – já dizia Caetano Veloso! Melhor ainda se for em grupo, aprendendo a conviver com o outro, e descobrindo, para além da técnica, todas as possibilidades da expressão musical. Por acreditar nesses princípios e na importância da música como parte da formação humana, é que o Centro de Música do Sesc São Paulo foi criado há mais de 40 anos e agora se expandiu para o ambiente digital. 

As atividades presenciais do Centro de Música (nas unidades Consolação, Guarulhos e Vila Mariana) permanecem suspensas, mas a programação online busca transpor para o ambiente virtual pilares do programa, como a prática coletiva e a diversidade – de técnicas, de públicos e de abordagens no ensino, tendo como eixos condutores as trocas de saberes (ainda que mediadas pela tecnologia), a ludicidade e a busca pela autonomia. 

Desenvolvidas por educadores do Sesc e por profissionais convidados, as primeiras atividades acontecem por meio de aulas em grupo na plataforma Zoom, vídeos abertos no Youtube e conteúdos em textos, vídeos e playlists que serão compartilhados nas redes sociais do Centro de Música Sesc.  

Siga e se inscreva nos canais do Centro de Música: 

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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE ANO NOVO 

> INSCRIÇÕES 
   a partir de 20 de janeiro 
 
Atividades com inscrição prévia 
a partir de 20/1, 14h (Credencial Plena) 
e de 21/11, 14h (vagas remanescentes para todos os públicos) 

 

OFICINA DE FABRICAÇÃO DE PÍFANOS 

Vivência para a família que propõe explicar a construção e o uso dos pífanos - instrumento de sopro usado em diferentes manifestações das culturas tradicionais. Com Lincoln Rodrigues e Renato Veras.    

Conteúdo:  

Breve histórico do instrumento e sua importância na cultura brasileira; construção de um pífano de PVC (tom: dó - C), com orientação e análise de todo o processo artesanal; conscientização do aprendizado informal da música(oralidade), utilizando o pífano como instrumento de musicalização e expansão criativa; execução preliminar do instrumento com exercícios de sonoridade e prática em conjunto (no caso de oficinas presenciais) e/ou ensino de melodias de fáceis execução(online). 

Material que os alunos precisarão dispor: 

- Tubo de pvc (marrom) de 1/2" (meia polegada), ou 16 mm interno - mínimo de 35 cm de comprimento;  

- serra para cortar ou tubo ou cortador de tubo;  

- rolhas (cortiça) de no mínimo 17mm de diâmetro e/ou placa de EVA de espessura de 10mm;  

- estilete;  

- tesoura com ponta e lâmina;  

- lixas nº 150 e 200;  

- cordões coloridos ou fitas adesivas coloridas;  

- lápis preto ou canetas para marcar CD.   

Lincoln Rodrigues 

Músico, construtor de flautas em PVC e outros materiais alternativos. É oficineiro voluntário na fabricação e ensino do pífano na "Missão Cristolândia" - núcleo Osasco, projeto que visa a recuperação e socialização de dependentes químicos e álcool. Iniciou na flauta transversal através do Projeto Musical/Orquestra do Sesi Osasco (1993/1995). Cursou Educação Artística, com licenciatura em música na UNESP (1996/1998 incompleto): estudou flauta transversal na antiga Universidade Livre de Música Tom Jobim - atual EMESP (1997/1998); certificado como monitor de flauta doce no projeto "Sopro Novo Yamaha"(2016), compõe a Orquestra Sopro Novo Paulista Yamaha. Através do presente projeto, ministra oficinas de pífano em diversas comunidades carentes, grupos vulneráveis e encarcerados. É integrante, professor e coordenador de Oficinas Sociais do Bloco de Pífano de São Paulo. Também, integra o coletivo de pandeiros "SPandeiro". Advogado criminalista, com estudo focado no tema "Arte e Humanização do Cárcere".  

Renato Veras Baptista 

Pós-graduado em Semiótica, sob orientação do professor Norval Baitello Júnior, na PUC/SP. Foi pioneiro no ensino e estudo de MIDI e programação de sintetizadores, tendo sido aluno de Lucas Shirahata, Jorge Poulsen e Conrado Silva. É professor de instrumentos de madeira no Sesc Vila Mariana desde 1998, participando também dos cursos infantis. Tem formação em flauta transversal com Toninho Carrasqueira, clarinete e saxofone com Hector Costita, manutenção de instrumentos com José Augusto e arranjo com Nelson Ayres. 

Formato: aulas práticas e expositivas.   

Público alvo: a partir de 12 anos - 12 a 16 acompanhados de responsáveis.  

De 6 a 20/2, sábados, das 15h às 16h30. Encontro pela Plataforma Zoom somente para inscritos. 40 vagas. Valores: R$ 16,50 (Credencial Plena); R$ 27,50 (Meia); R$ 55 (Credencial de Atividades ou não credenciado). Inscrições a partir de 20/1, às 14h (Credencial Plena), e para todos os públicos em 21/1, às 14h (vagas remanescentes). 
>>>> inscreva-se aqui a partir das 14h do dia 20 de janeiro, quarta-feira 

 

DISTORÇÕES VOCAIS 

O curso visa apresentar os diferentes tipos de distorções vocais intencionais e formas de desenvolver um treinamento prático e seguro baseado em evidência científica. Com Mauro Fiuza  

Conteúdo:

História das distorções vocais intencionais; distorções na música tradicional; distorções em diferentes gêneros musicais; os tipos de distorções vocais intencionais; definição das distorções; diferentes formas de produção das distorções; variações de cada tipo de distorção; práticas de distorções vocais intencionais; formas de acessar e desenvolver os diferentes tipos de distorções; como treinar de forma segura, mantendo a saúde vocal.

Mauro Fiuza  

Professor de canto, doutorando em Educação pela UNED/Madri, mestre em  Fonoaudiologia pela PUC/SP com pesquisa em Distorções Vocais Intencionais e publicações na área. Licenciado em Música pela UniSant’Anna, pós graduado pelo FIVCEV e atua no Laboratório de Voz, Música e Linguagem da UNED em Madri/Espanha como assistente de investigação. Coordena o Curso Online de Formação em Pedagogia e Ciência Vocal e ministra cursos livres como o Workshop de Distorções Vocais, o Ver a Voz e a Maratona Vocal. Também atua como professor convidado lecionando sobre Distorções Vocais e Tecnologia no Ensino do Canto em cursos de graduação e pós graduação de Pedagogia vocal e Fonoaudiologia. É coordenador do site www.WorldVoice-Day.org e do blog www.estudiodevoz.com.br

Formato: aulas práticas e expositivas   

Carga horária: 4h  

Público alvo: a partir de 16 anos.  

Dias 3 e 5/2, quarta e sexta-feira, das 16h às 18h. Encontro pela Plataforma Zoom somente para inscritos. 50 vagas. Valores: R$ 16,50 (Credencial Plena); R$ 27,50 (Meia); R$ 55 (Credencial de Atividades ou não credenciado). Inscrições a partir de 20/1, às 14h (Credencial Plena), e para todos os públicos em 21/1, às 14h (vagas remanescentes). 
>>>> inscreva-se aqui a partir das 14h do dia 20 de janeiro, quarta-feira 

 

POLIFONIAS VOCAIS INDÍGENAS: CANTOS FULNI-Ô 

Curso teórico-prático dividido em dois momentos: Magda apresenta uma introdução sobre as expressões vocais nas culturas indígenas brasileiras, estimulando o conhecimento e a reflexão sobre este universo musical num âmbito artístico e antropológico, com destaque para os cantos polifônicos, executados a duas ou mais vozes simultaneamente; na parte prática, indígenas Fulni-ô, de Pernambuco, apresentam e ensinam aos participantes alguns temas do toré e das cafurnas de seu povo. Com Magda Pucci e Grupo Fulni-ô.

Parte 1 – Introdução  
Aproximação com os universos sonoros de povos como Paiter Suruí (RO), Kaingang (RS), Ikolen-Gavião (RO), Xavante (MT), Kaiowá (MS), Kayapó (PA), Huni-Kuin (AC), Tukano (AM) através de atividades de escuta, contextualização e canto baseadas no projeto Cantos da Floresta.    

Parte 2 - Encontro com Fekya Fulni-ô, Satuinika Fulni-ô, Thxleka-ka Fulni-ô, Towê Fulni-ô e Txakumayá Fulni-ô 
Os participantes aprendem a cantar alguns temas do toré e das cafurnas dos Fulni-ô, compreendendo seus significados e formas de cantar através de uma prática intercultural, diretamente com integrantes desse povo e mediação de Magda Pucci.   

Fulni-ô

Os Fulni-ô também são conhecidos na literatura histórica como Carnijós ou Carijós. Constituem o único grupo do Nordeste do Brasil que conseguiu manter seu próprio idioma vivo e ativo, o Yaathe. Ele é falado principalmente pelos adultos e membros mais velhos, mas continua cumprindo um papel importante dentro dos rituais sagrados, como o Ouricuri. Durante esse ritual sigiloso, que dura os meses de setembro e outubro, todos os indígenas Fulni-ô mudam-se para uma segunda aldeia, permanecendo até o final da cerimônia. As manifestações culturais dos Fulni-ô são a dança e a música, inspiradas em vários animais, sendo o Toré o mais tradicional.

O Yaathe, a língua materna dos Fulni-ô, sempre foi o elo que impediu que o céu deste povo não desabasse com a descaracterização de uma comunidade potente, mas cotidianamente pressionada pelas ações do homem branco.   

Disfarçadas de canções, as cafurnas são verdadeiras rezas pela manutenção do céu e pela transformação do mundo como ele é hoje. Quem presencia esta demonstração de força e evocação do grande espírito, recebe um recado importante: preservar e respeitar!  

Magda Pucci 

Musicista (arranjadora, compositora e intérprete), além de pesquisadora da música de vários povos há mais de vinte anos. É graduada em regência pela ECA-USP, mestre em antropologia pela PUC-SP e doutora em Performance and Creative Arts pela Universidade de Leiden, na Holanda.
Dirige e produz o Mawaca, grupo que recria músicas de diferentes tradições do mundo. Esteve em contato com seis grupos da Amazônia com o Mawaca, onde foram realizados intercâmbios com músicos Ikolen-Gavião (RO), Paiter Suruí (RO), Kambeba (AM), Huni Kuin (AC), Karitiana (RO) e Comunidade Bayaroá (AM). Também trabalhou com os Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul no projeto “Música indígena no palco”.  
 
Foi diretora musical da Orquestra Mediterrânea, junto a Carlinhos Antunes e Lívio Tragtenberg, projeto do Sesc que envolveu 21 músicos de países mediterrâneos e gerou um CD e um DVD. Desenvolveu vários projetos no Terceiro Setor, como Meninos do Morumbi, Ação Comunitária, Grupo de Refugiados no Sesc Carmo, entre outros. É coordenadora do espaço cultural Estúdio Mawaca, além de ministrar palestras, oficinas e cursos de músicas do mundo e de cultura indígena brasileira na EMBAP na UNESPAR e professora convidada no Instituto Singularidades.  
É coautora, com Heloisa Prieto, dos livros De todos os cantos do mundo (Cia. das Letrinhas, 2008) e Contos Musicais (Leya, 2014). Com Berenice de Almeida, publicou Outras terras, outros sons (Callis, 2003), A grande pedra (Formato, 2015), A floresta canta: uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil (Peirópolis, 2015) e Cantos da Floresta – Iniciação ao universo musical indígena (Peirópolis, 2017). Suas atividades com o universo cultural indígena têm se intensificado com intercâmbios com o grupo Huni-Kuin, Comunidade Bayaroá, além de cursos, oficinas e aulas sobre o assunto em diversas instituições. 

www.cantosdafloresta.com.br  

Formato: aulas teórico-práticas    

Carga horária: 10h  

Público-alvo: a partir de 13 anos 

De 29/1 a 12/2, quartas e sextas-feiras, das 19h às 21h. Encontro pela Plataforma Zoom somente para inscritos. 30 vagas. Valores: R$ 21 (Credencial Plena); R$ 35 (Meia); R$ 70 (Credencial de Atividades ou não credenciado). Inscrições a partir de 20/1, às 14h (Credencial Plena), e para todos os públicos em 21/1, às 14h (vagas remanescentes). 
>>>> inscreva-se aqui a partir das 14h do dia 20 de janeiro, quarta-feira 

 

>>  PARA TODOS INTERESSADOS 
 
Atividades online, 
gratuitas, 
sem necessidade de inscrição, 

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