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Habitar Palavras: Luana Silva

Subjetivos sentimentais 

Questionei-me sozinho, 

a procura de carinho.... 

 

Um abraço, um afago? 

Talvez a expressão 

Nítida, evidente 

De que se tem zelo e cuidado. 

 

Amor que vem do próximo, 

daquele desconhecido, 

que te cuida em pequenos atos, 

mas não passa desapercebido. 

 

Numa reviravolta social, 

onde o toque físico se torna ameaça, 

necessário compreender o que querem de nós 

e o que é preciso que se faça. 

 

Amar o outro e esperar o mesmo, 

Ter gestos conscientes para que a doença seja contida. 

Cuidar é o dizer do meio social, 

Para que a esperança seja sentida. 

 

Reflexos da Pandemia de Covid-19 no meio social

A “chegada” da Covid-19 gerou impactos surpreendentes em todo o mundo. Causada pelo coronavirus, a doença se propagou rapidamente e colocou em prova a resistência do ser humano tanto no aspecto físico quando no psicológico. A sociedade, de maneira universal, não estava preparada para o enfrentamento do vírus por meio da adoção das medidas de sua contenção, principalmente em relação ao distanciamento social. 

Em se tratando do convívio entre as pessoas, ainda que se refira a culturas que, essencialmente, não prezam por grandes demonstrações afetivas e contato físico rotineiro, o distanciamento entre as pessoas, medida tão incentivada pelas autoridades de saúde, gera um desconforto evidente. 

De um lado, os crédulos de que as medidas adotadas surtem efeitos, reprimem seus anseios e aguardam ansiosamente para que a situação se normalize o mais breve possível, valendo-se dos meios digitais para matar a saudade, até mesmo de seus familiares. De outro lado, os desacreditados ignoram quaisquer protocolos de saúde, quebrando barreiras para a garantia de que suas próprias vontades serão atendidas, não se privando da aproximação aos seus entes, amigos e até mesmo desconhecidos em qualquer aglomeração, ainda que clandestina. 

Notadamente, a pandemia gerou o caos em todo o mundo. A sociedade em massa não disporia de condições imediatas para compreender o fenômeno causado pela doença, sem ser afetada em algum aspecto. Acreditando ou não nas medidas adotadas no combate a doença, cada corpo que compõe o conjunto social padece em seu íntimo e espera pela melhora gradativa na qualidade de vida. 

 

Sobre o autor

Meu nome é Luana Paula da Silva, tenho 26 anos e sempre fui apaixonada pela leitura e escrita. Em minha infância, fui incentivada pela minha mãe e decorrer dos anos, colecionei títulos de mérito por inúmeras confecções literárias, logrando êxito até mesmo em um concurso internacional promovido pela Biblioteca João XXIII de Mogi Guaçu-SP, onde consegui o primeiro lugar em minha categoria. 

Conquistei reconhecimento de professores e autoridades do município de Planalto, onde sempre residi. Cursei Direito, sendo aprovada no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, antes mesmo de me graduar. Atualmente exerço a profissão de advogada, na qual a escrita é essencial e compreende a maior parte do meu trabalho, e me sinto extremamente realizada. 

 

Habitar Palavras - Biblioteca Sesc Birigui

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