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Uma investigação sobre o espírito dadaísta

Espetáculo se vale do aleatório e do acaso para provocar o espectador. Fotos: Arnaldo G. J. Torres
Espetáculo se vale do aleatório e do acaso para provocar o espectador. Fotos: Arnaldo G. J. Torres

“Figuras e Vozes”, nova montagem do Ballet Stagium (companhia particular de dança há 43 anos em atividade, mais longeva do Brasil), é uma coreografia livremente inspirada no Dadaísmo, movimento de vanguarda surgido no início do século XX que contrariava qualquer sentido de racionalidade e colocava em questão valores e padrões sociais por meio do choque e do escândalo intencional. O espetáculo estreia no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros com apresentações nesta sexta, sábado e domingo (21, 22 e 23 de março). Acompanhe as imagens e saiba mais sobre o trabalho do Ballet Stagium:





“Figuras e Vozes” propõe uma investigação sobre o estado de espírito dos artistas dadaístas ao conduzir o espectador a uma reflexão crítica sobre a época em que vivemos, regida pela obsolescência – quando tudo que consumimos é logo substituído por alguma novidade.





“O fato de criar uma companhia independente em 1971 foi um ato de heroísmo no Brasil. Hoje tratando da filosofia do Dadaísmo nos transportamos para estes primórdios, pois do nada  criamos e mantivemos a companhia atuante, consistente e referencial. Assim continuamos a tratar do nada que se transforma em algo que nos surpreende”, contam os diretores Marika Gidali e Décio Otero no programa do espetáculo.



Detalhes como os binóculos de papel higiênico acentuam o diálogo com a filosofia dadaísta. Ao longo de “Figuras e Vozes”, o aleatório e o acaso emergem como provocação.





A trilha sonora remete aos anos 1980, com as cantoras Meredith Monk, Tetê Espíndola e Marlui Miranda —“vozes dadaístas”, conforme o diretor Décio Otero explicou ao jornal Folha de S. Paulo, em reportagem publicada na última quinta-feira, 20 de março, que destacou a estreia do espetáculo.

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