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Surpresa: o circo chegou!

A atriz Helena Figueira <br> Foto: André Scatolin
A atriz Helena Figueira
Foto: André Scatolin

Flash mob da Cia. Suno reúne artistas circenses e transforma a Praça da Liberdade em picadeiro


Mais um dia, mais uma cidade para enlouquecer
O bem querer, o turbilhão
Bocas, quantas bocas a cidade vai abrir
Pr'uma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
(“Na Carreira”, Chico Buarque e Edu Lobo)

Na próxima segunda-feira, 26 de maio, palhaços, músicos, equilibristas, dançarinos, ginastas e malabaristas serão confundidos com os executivos, os moradores de rua, os office-boys e com todos os que passam pelo Centro de São Paulo. Cerca de 30 artistas circenses estarão “à paisana”, na Praça da Liberdade, para participar do flash mob (reunião “inesperada” de muitas pessoas) idealizado pela Cia. Suno com produção do Sesc Carmo.

“Acho que o circo tem uma coisa nostálgica e até histórica de chegar à cidade sem que as pessoas estejam esperando, e invadir as praças. Ele tem essa característica de ‘abrir roda’, seja onde for, e o flash mob é um resgate urbano dessa tradição”, afirma Helena Figueira, artista da Cia. Suno (ao lado de Victor Nóvoa e Duba Becker) e diretora da intervenção.

Filha de atores, Helena é atriz e formada em contorção no trapézio pela École National du Cirque Annie Fratellini. Em 1998, criou a companhia santista Suno para realizar pesquisas de arte circense com foco no palhaço. “No teatro e na dança há a necessidade de ser a primeira atriz ou a primeira bailarina, e o circo é mais social nesse aspecto. Todo mundo é importante, todos são bons artistas, cada um na sua área. Esse espírito familiar do circo me encantou muito”.




(Foto: André Scatolin)


“O circo é equivalente à praia: um lugar de lazer muito democrático, onde todo mundo é igual”, acredita. Um dos trunfos mais conhecidos da arte circense é justamente o de equalizar pessoas, idades e classes sociais. “Todo mundo ri do palhaço ou admira a virtuose de um trapezista. Com o circo, os adultos viram crianças, mesmo que por pouco tempo”.

Para o flash mob, que integra a programação do Festival Internacional Sesc de Circo, a Cia. Suno convidou artistas que admira e amigos que já fizeram parte da história da companhia. “É um time de primeira, muito gabaritado, gentil e generoso”. Nessa apresentação, não haverá uma plateia preparada para ver, ouvir ou interagir com os artistas, todos serão pegos de surpresa. Como será que irão reagir? “É sempre uma conquista muito grande quando chegamos a um lugar inesperadamente, e conseguimos provocar interesse. E eu acho que não teremos um estranhamento inicial do público, e sim um encantamento!”. 

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