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Reflexões sobre cidadania e autonomia

Foto: Divulgação / Filme
Foto: Divulgação / Filme "Uma vida para viver"

Embora a Semana Inclusiva venha destacar e concentrar um grande número de atividades acessíveis, no Sesc há muito tempo se constrói e amplia a reflexão no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência e seu pleno exercício de autonomia e cidadania em nossa sociedade

A Semana Inclusiva, vinculada à Virada Inclusiva promovida pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, acontece nas unidades do Sesc na Grande São Paulo, Interior e Litoral entre 2 e 7 de dezembro.

Embora o evento venha destacar e concentrar um grande número de atividades acessíveis, no Sesc há muito tempo se constrói e amplia a reflexão no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência e seu pleno exercício de autonomia e cidadania em nossa sociedade.Um exemplo disto foi a realização, em outubro deste ano, do ciclo de palestras e debates Mãos que falam: Culturas e identidades surdas, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. Durante os seis encontros que compuseram o ciclo, estiveram presentes surdos e ouvintes, em sua maioria profissionais das áreas de educação para surdos, interpretação em Libras e acessibilidade cultural.

O evento contou com a mediação de Hugo Eiji, Mestre em Ciências da Cultura (Cultura e Comunicação) pela Universidade de Lisboa, autor do blog CulturaSurda.net e atuante em projetos de educação de surdos na ONG Mais Diferenças.

Os participantes puderam refletir sobre temas fundamentais da comunidade surda no Brasil, tais como:

- a afirmação das culturas e das identidades do surdo;
- a interpretação da surdez como deficiência em oposição à definição da surdez enquanto experiência de uma falta;
- escolas e salas para surdos ou a inclusão no ensino regular;
- língua de sinais como língua de instrução ou como língua de tradução;
- estes e outros tantos temas que reacendem a militância política entre a comunidade surda, criando (dis)tensões e articulações que engendram uma série de novos enunciados sobre a surdez e as línguas de sinais.

Foram, também, apresentadas tecnologias de comunicação para surdos, tal como o aplicativo Whatscine, que possibilita o acesso ao cinema para surdos e cegos. Outro tema debatido foi o importante papel do mediador cultural em Libras (Língua Brasileira de Sinais) no campo educativo e político, que possibilita que o público surdo se aproprie do patrimônio cultural, e auxilia os gestores dos ambientes culturais a construir, adaptar e inovar propostas de acessibilidade. A acessibilidade em Libras nas diversas ofertas culturais é imprescindível. Dessa forma, a interpretação para Libras nos espaços de circulação da cultura também o é.

O desenho de uma sociedade mais equiparada para as pessoas com deficiência auxilia a todos nós. E o respeito a estas características compreende e amplia o bem estar de todos. Daí a importância de manter em pauta as reflexões sobre esta temática. No Centro de Pesquisa e Formação, os debates e palestras seguem na programação de dezembro com o ciclo Assim Vivemos: cinema e deficiência.

O Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência Assim Vivemos, realizou sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e Brasília, e até 2012 já havia realizado seis edições bienais em três cidades (Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo) com itinerância em mais quatro cidades (Belo Horizonte, Porto Alegre, Pelotas e Santa Cruz do Sul), e mais de setenta mil espectadores. O desdobramento natural e necessário do festival foi o primeiro programa de TV com acessibilidade: Programa Assim Vivemos, atingindo milhões pessoas no Brasil (2009-2010).

O ciclo é composto por seis encontros onde serão exibidos curtas do festival, seguidos de debate com especialistas. Haverá audiodescrição, legendas e tradução em Libras e as inscrições já estão abertas no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas unidades do Sesc.

Veja aqui os temas, filmes e especialistas que estarão em cada encontro e programe sua participação:

Infância com deficiência
08/12/2014, Segunda, 15h às 17h30
Exibição dos curtas Meu Primo, de Adam Elliot, e Uma Vida para Viver, de Maciej Adamek, seguida de bate-papo com os especialistas Lara Pozzobon e Lucio Carvalho. 

Produção estética de pessoas com deficiência visual
09/12/2014, Terça, 15h às 17h30
Exibição dos curtas O Óbvio e o Obtuso, de Nuria Polo, Um Toque de Cor, de Catalin Brylla, e Uma Mudança de Percepção, de Dan Monceaux, seguida de bate-papo com os especialistas Lara Pozzobon e Rogério Ratão. 

Produção estética de pessoas com deficiência intelectual
10/12/2014, Quarta, 15h às 17h30
Exibição dos curtas Você Queria Fazer um Filme?, de Gali Weintraub, e A Casa, de Vivienne Jones, seguida de bate-papo com a especialista Lara Pozzobon. 

Silêncio e Libras
11/12/2014, Quinta, 15h às 17h30
Exibição dos curtas Egito, de Katrin Resetarits, e O Resto é Silêncio, de Paulo Halm, seguida de bate-papo com os especialistas Lara Pozzobon e Leonardo Castilho. 

Universo Particular
12/12/2014, Sexta, 15h às 17h30
Exibição dos curtas Bate na Madeira, de Vivienne Jones, Diário de Wood, de David E. Meyers e Por Fora / Por Dentro, de Nick Pentzel, seguida de bate-papo com a especialista Lara Pozzobon. 

Além da visão
13/12/2014, Sábado, 15h às 17h30
Exibição dos curtas Gente que Voa, de Tom Collinson, e Os Pregadores de Roupa, de Joël Brisse, seguida de bate-papo com os especialistas Lara Pozzobon e Lêda Spelta. 

Uma seleção de filmes do festival será exibida na programação da Semana Inclusiva das unidades do Sesc Ipiranga, Pompeia, e Pinheiros. Consulte os filmes e horários aqui no Portal Sesc São Paulo ou faça o download do caderno de programação no Issuu do Sesc São Paulo.

Acompanhe a programação do Sesc em São Paulo na Semana Inclusiva, que integra a 5a Virada Inclusiva. Para saber mais, acesse:

http://sescsp.org.br/semanainclusiva

http://viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br

 

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