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Sem samba, marchinha e outras coisas

A theremista Dorit Chrysler se apresenta no dia 14<br>Foto: Miriam Daalsgard
A theremista Dorit Chrysler se apresenta no dia 14
Foto: Miriam Daalsgard

É mês de carnaval e não se fala em outra coisa. Mas se você é daqueles que estará em São Paulo e quer uma programação diferente, sem folia, então vem pro Belenzinho! 

Dia 13

Willie Walker Band (EUA) com participação de Raphael Wressnig (Áustria)


[Foto: Doug Knuston]

O cantor, guitarrista e soulman norte-americano vem pela primeira vez ao Brasil apresentar-se ao lado do pianista austríaco Raphael Wressing. Conhecido como o Lendário Monstro da Soul Music, Willie Walker começou a carreira nos anos 60 no grupo de gospel The Redemption Harmonizers. Ingressou no rock’n’roll cantando no The Valdons, quando chegou a ser chamado de novo Litlle Richards. Foi artista da Goldwax e da Checker (Chess Records), renomados selos fonográficos que lançou nomes como Muddy Waters e Bo Diddley. Na década seguinte, integrou o Willie & The Bumblebees, projeto do cantor de blues e R&B, Willie Murphy. Em 1987, juntou-se aos The Butanes, apresentando-se ao lado de John Lee Hooker, James Carr e Rosco Gordon. Foi nos anos 90, com a onda da Neo Soul, que seu trabalho foi redescoberto por jovens artistas e consagrado na Europa e no Japão.

O organista austríaco Raphael Wressnig foi eleito “artista revelação” pela revista Downbeat em 2013. Tocando de maneira incendiária seu Hammond B3, gravou 13 álbuns onde trafega com singular expressividade pelo blues, soul e funk, deixando sua assinatura num estilo próprio.
A Willie Walker Band é formada pelo guitarrista Igor Prado, pelo baterista Yuri Prado e pelo baixista Bruno Mantovani (baixo).

Man or Astro Man


[Foto: Divulgação]

Os americanos voltam ao Brasil para apresentar sua surf music envenenada, repleta de referências a filmes e quadrinhos de ficção científica dos anos 50.  Criada, em 1991,  no Alabama (EUA), a banda já gravou dez álbuns. Com estética sonora e visual que remete a filmes de ficção científica dos anos 50, inclusive costumam se apresentar vestidos em uniformes espaciais, o MOAM? alia a velocidade e a crueza da surf music ao senso melódico do pop, não se furtando a experimentalismos diversos e uso de instrumentos e equipamentos como theremim, samplers e bobinas de tesla.  

Dia 14

Dorit Chrysler 


[Foto: Mrs Lee]

Austríaca naturalizada americana, Dorit Chrysler é um dos principais nomes mundiais quando o assunto é theremin. O instrumento, inventado há quase 100 anos pelo Russo Leon Theremin, entrou na vida da compositora e multi-instrumentista no ano 2000, quando já morava em Nova York e começou sua carreira solo, que hoje conta com vários discos lançados e shows em festivais e salas de concerto pelo mundo todo. Paralelamente ao trabalho solo, a musicista colaborou com bandas e artistas como Marilyn Manson, Mercury Rev, Dinossaur Jr., Blonde Redhead, Elliot Sharp e Swans. Em 2005, junto de Suzanne Fiol, fundou a New York Theremin Society - grupo que reúne diversos theremistas e que organiza concertos com foco no instrumento.
Dorit já se apresentou em importantes festivais, como Roskilde Festival, Coachella e Moog Festival, além das Bienais de Veneza e Berlim e também na London Royal Art Academy. Atualmente apresenta músicas dos seus dois discos e do recém-lançado EP, intitulado Avalanche.

Dias 15 e 16

Wanderléa


[Foto: Jairo Goldflus]

Ela iniciou sua carreira na década de 60, tornando-se conhecida com o movimento da Jovem Guarda. A cantora, que é tida ao lado de Celly Campelo como uma das primeiras cantoras de rock do Brasil, ainda participou de produções cinematográficas, como Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa e Juventude e Ternura, ambos de 1968.  Com o fim da Jovem Guarda, a cantora passou a transitar por diferentes vertentes da música brasileira, chegando a gravar músicas de compositores como Caetano Veloso, Djavan, Egberto Gismonti, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Jorge Mautner, Luis Melodia, Raul Seixas e Zé Ramalho. Wanderléa traz para esta apresentação o repertório do box Anos 70, que foi lançado no final de 2012 e conta com os sucessos “Vida Maneira”, “Quero Ser Locomotiva” e “Krioula”, além de outros destaques da carreira como “Pare o Casamento”, “Prova de Fogo”, “Se Você Pensa” e “Te Amo”.
 

Dia 17

Marquise Knox 


[Foto: Divulgação]

Nascido em 1991 em Missouri – EUA, Marquise vem de uma família musical profundamente enraizada no blues, tendo passado os primeiros anos de sua adolescência sob a orientação do músico Henry James Townsend.
O álbum de estreia de Knox, chamado Manchild, foi gravado quando ele tinha 16 anos, em duas noites dentro de uma igreja durante uma tempestade de neve, junto com o renomado guitarrista Michael Burks e sua banda. O disco obteve elogios da crítica e chegou a receber prêmios, levando Marquise a realizar turnê na Alemanha e Suíça, participando de festivais nestes países. O músico ainda gravou outros dois álbuns, um homônimo e outro intitulado Here I Am, ambos gravados no Blue Heaven Studios, em Salinas (Kansas), por onde passaram grandes nomes do blues, como Muddy Waters.

 

 

 

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