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Todo Mundo é Bamba

O xodó do momento é a dupla de samba, feita especialmente para o espaço e com referência ao Carnaval
O xodó do momento é a dupla de samba, feita especialmente para o espaço e com referência ao Carnaval

Eles já foram vistos assistindo a um espetáculo de rua, esperando pacientemente em uma fila interminável ou perambulando por ônibus e estações de Metrô. Agora, você pode encontrar ou reencontrar esses personagens na exposição Todo Mundo é Bamba de Gigi Manfrinato e Sandra Lee, que reúne 34 bonecos em tamanho natural, construídos com a técnica de empapelamento. Eles estarão até 26/04, no Sesc Campo Limpo.

A exposição tem criações inéditas, com temas a partir de características da região. Os personagens retratam a diversidade do público, “tanto no estilo quanto na faixa etária, já que o Sesc atinge todo o tipo de público”, explica Gigi. “As cenas falam de situações cotidianas, como paquera, jogo de dominó, curiosos, figuras sentadas na lanchonete”, completa. Ela conta que, quando estão criando novos personagens, se encantam por eles. O xodó do momento é a dupla de samba, feita especialmente para o espaço e “pensando no Carnaval e no que ele proporciona”.

Certamente você terá vontade de fazer aquela selfie com o personagem que gostar mais. “A identificação é imediata, o público interage e acaba fazendo parte da obra, transformando-a”, diz Gigi. Pode até marcar um amigo que é parecido com alguma das figuras. “Nosso trabalho tem a característica de aproximar o público, que reconhece amigos, vizinhos e familiares nas nossas figuras e tem necessidade de comentar sobre os tipos”, comenta Sandra. 

A técnica de empapelamento é uma mistura feita de papel, cola e gesso, além de modelagem tradicional. Tudo começa pelo rosto, com um molde feito de argila, depois utilizam gesso e tiras de jornal molhadas em cola branca para finalizar. A estrutura do corpo é feita com canudos de papel cartão ou craft cheios de jornal amassado e ligados com fita adesiva. Roupas comuns embebedadas numa mistura de gesso e cola branca, que endurece quando seca, compõem o figurino. Finalizam o trabalho com látex e verniz acrílico.

Essas personagens já fazem parte do imaginário da paulicéia, desde meados de 1980, com a cena de um casal namorando em um banco de praça, em frente ao Teatro Municipal, além de uma figura se atirando do viaduto Santa Ifigênia, no início da parceria das artistas. A reação do público as incentivou a ampliar o trabalho: “as pessoas se divertiram muito, inclusive contracenando com os bonecos, o que nos motivou a buscar um espaço público para expor uma cena mais elaborada”, conta Sandra.

Desde então suas obras se espalharam pela cidade, formando um verdadeiro retrato da vida cotidiana, em busca de despertar o olhar de todo o tipo de pessoa, “sempre com muito humor e buscando espaços que ofereçam essa diversidade de público, tanto em relação à faixa etária quanto ao nível cultural e econômico”, completa Sandra. E foi na passagem subterrânea no cruzamento das avenidas Paulista e Consolação, na Galeria Consolação, que encontraram a diversidade que tanto queriam. Sandra lembra como foi a instalação: “Eram 17 bonecos em um balcão de bar cenográfico com 30m de extensão. O público era bem o que buscávamos - a maior diversidade possível. De office boys a drag queens, senhoras que moravam por ali, frequentadores do Cine Belas Artes e dos bares da região, tinha de tudo”. Em 2007, eles estiveram na calçada em frente ao Sesc Avenida Paulista (hoje em obras), formando a instalação “A Fila”, que depois chegou à outras cidades de São Paulo e esteve em Recife e Aracaju,

As artistas, que presenciaram várias situações inusitadas em suas exposições, lembram de uma reação inesperada quando instalaram os bonecos em um ônibus que circulou pela capital, litoral e interior de São Paulo. “O público entrava e se misturava com os nossos ‘passageiros’. Paramos na frente da Bienal e sentamos no banco de trás, atrás do banco alto, quem entrava não nos via. Um moço entrou sozinho e começou a conversar com os personagens, imitando um menino de rua, pedindo dinheiro, indo de um por um até chegar no nosso banco. Ficou totalmente sem graça por não estar sozinho e foi embora rápido”, lembra Gigi.

Por fim, elas deixam o convite para o público conhecer essa turma que está no Sesc Campo Limpo para jogar conversa fora, se divertir e conhecer novas pessoas.

>> Para compartilhar sua experiência com essas figuras, utilize as hashtags #EuSouBamba e #SescCampoLimpo nas redes sociais.

o que: Todo Mundo é Bamba

quando:

De 10/02 a 26/04/2015
Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.

onde:

Sesc Campo Limpo

 

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