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Aéreos no Circo com Coletivo Na Esquina

Três momentos do espetáculo, apresentado no dia 26 de abril de 2015, no Sesc São José dos Campos
Três momentos do espetáculo, apresentado no dia 26 de abril de 2015, no Sesc São José dos Campos

Em mais uma cobertura do projeto Com quantas artes se faz um circo?, a EOnline entrevistou o Coletivo Na Esquina, que falou sobre seu trabalho e como foi a experiência de criar no Brasil e na França.

“Desde sua origem o Coletivo tem como objetivo somar as diferentes experiências de seus integrantes que atuam principalmente entre o Brasil e a Europa”. O espetáculo Na Esquina teve sua criação na França, mas sua estreia foi em Belo Horizonte. Quase dois anos depois é que realmente se apresentaram na Europa pela primeira vez.

Neste sentido, o grupo ressalta que a experiência foi enriquecedora, “ficou claro que a nossa característica transatlântica é uma força nos dois continentes, enquanto no Brasil o espetáculo foi recebido como fortemente influenciado  pelo circo atual europeu e principalmente francês, na França o acolhimento do espetáculo se deu principalmente pela energia do grupo, claramente brasileira, sem cair em clichês”.

“A França é, sem dúvida, o país no mundo no qual a arte circense é mais valorizada, o circuito profissional para a representação de espetáculos circenses para todos os tipos é muito grande, são inúmeros festivais e estruturas que programa circo durante todo o ano, além de muitas escolas de circo que ensinam disciplinas circenses em todos os níveis, de cursos livres a cursos superiores, fortalecendo a produção cultural na área e criando um grande público” O público, então, é exigente, já que percebe o espetáculo com mais reflexão, levando o grupo a receber críticas construtivas sobre sua atuação.  “Alguns programadores e iniciados franceses ressaltaram a simplicidade de escritura do espetáculo quando comparado com outras peças que se apresentam atualmente no circuito do país”. O elenco, em sinergia com o circuito, a música e a movimentação brasileira, teve um retorno positivo ao serem elogiados por harmonizar as diferentes disciplinas e potencialidades de cada artista.

Já no Brasil, o grupo sente sua influência europeia e a plateia se surpreende pela ausência de números e pelos múltiplos focos durante todo o espetáculo. “Um dos nossos desafios foi comunicar através da linguagem circense, através da repetição e da correspondência de elementos técnicos”, os brasileiros valorizam a técnica e o grupo ressalta que isso foi uma questão essencial durante o processo de criação. “O circuito brasileiro não é tão desenvolvido quanto o francês, temos a sorte de poder nos apresentar bastante por aqui e nos deparar com um público muito caloroso com muita vontade de ser surpreendido”.

Com oficina e espetáculo, o Coletivo Na Esquina deixou um pouco de seus conhecimentos para o público, apresentando um verdadeiro show de acrobacias aéreas.

 

o que:

Com quantas artes se faz um circo?

quando:

18/abr a 03/jun

onde: Sesc São José dos Campos
ingressos:

conforme programação

 

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