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Boogarins: do cerrado para o mundo

Boogarins: Ynaiã Benthroldo, Dinho Almeida, Benke Ferraz e Raphael Vaz
Boogarins: Ynaiã Benthroldo, Dinho Almeida, Benke Ferraz e Raphael Vaz

Para ganhar o mundo não dá pra ser gauche. E foi num bonde cheio de pernas que os amigos de escola Fernando e Benke deixaram a sombra para enfeitiçar o mundo com arte, tocada e cantada. E nem precisou de bossa nova para isso. Aquele tal de rock and roll foi a chave para que os Boogarins viralizassem no Youtube, fechassem turnê por vários países e estampassem a capa da grande mídia gringa. Não é para inglês ver não, já que o diabo da internet escancarou as portas e, hoje, world music é um termo do passado, já muito distante.

Se o Tama Impala pode vir ao Brasil e angariar fãs por aqui, uma banda psicodélica de Goiânia tem o mesmo direito (e até dever) de fazer o mesmo pelo mundo, vasto mundo... com rima e com solução, o Boogarins está aí para atualizar Mutantes, com um toque de Clube da Esquina, mas inebriado na lisergia dos sons psicodélicos dos anos 60, que mudaram o mundo e acabaram sendo trilha sonora de uma revolução.

A EOnline bateu um papo com essa galera, que em janeiro faz shows por várias unidades do Sesc, em Ribeirão Preto, Santo André e Jundiaí, para mostrar que o rock pode nascer em qualquer lugar e ir para qualquer canto.

EOnline: Dá gostinho ir lá para fora e mandar muito bem um som que é natural para os gringos, sem precisar apelar para bossa nova?
Benke Ferraz: É ótimo poder fazer o que gosta de fazer sem apelar pra nada, não só a bossa nova, mas ser tão despreocupados e espontâneos com a nossa imagem, como somos normalmente, é demais.

EO: Views explodindo no Youtube, prêmio Multishow, capa da mídia internacional, como isso afeta o artista que precisa fazer "o tal do segundo disco"?
Benke Ferraz: Acho que pouco. Ainda não gozamos de um conforto "prometido" a artistas de sucesso. Não somos famosos realmente, talvez só dentro de um pequena bolha que procura música nova e acompanha as noticias desse meio. Mas claro que há essa pressão do segundo disco, mas ela partiu muito mais de nós mesmos.

EO: Diante desse sucesso, qual é o peso da letra e da música na hora de fazer uma canção?
Benke Ferraz: A música é tudo, inspira e da espaço para as letras existirem e fazerem sentido. Acho que apreciamos mais a canção nessa lógica.

EO: Nesse vasto mundo artístico conectado, como vocês encaram as influências na hora de compor?
Benke Ferraz: Com muito cuidado, hehe. Acho que temos muito cuidado pras coisas que "se parecem" com outras coisas que escutamos serem desconstruidas no contexto da canção. Na maioria das vezes temos que tomar esse cuidado pra não fazer músicas parecidas com nossas proprias músicas mesmo.

EO: Dúvida Tostines. O show é um fim para o resultado de um trabalho de estúdio, ou o trabalho de estúdio é um fim para o que rola no palco?
Benke Ferraz: A primeira faz mais sentido, pelo modo como somos acostumados a fazer música. Mas estudio e palco são coisas muito diferentes pra gente. Muitas vezes pra gente na gravação quanto mais cru e único, melhor. Não que no palco não seja assim, mas acredito que o que faz nossos shows serem legais são os momentos de  improviso e de convenções onde a banda pensou bastante aquilo antes de se dar a liberdade de improvisar livremente.

 

o que: BOOGARINS em Ribeirão Preto
quando:

21 de janeiro, às 20h30

onde:

Sesc Ribeirão Preto | Rua Tibiriçá, 50, Centro | 16 3977-4477

o que: BOOGARINS em Santo André
quando:

23 de janeiro, às 20h

onde:

Sesc Santo André | Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar | 11 4469-1200

o que: BOOGARINS em Jundiaí
quando:

28 de janeiro, às 20h

onde:

Sesc Jundiaí | Av. Antônio Frederico Ozanan, 6600, Jardim Botânico | 11 4583-4900

 

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