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O mundo segundo Brecht

Temam menos a morte e mais a vida insuficiente. (Bertold Brecht)


Enredo

Ao final da Segunda Guerra Mundial, no exílio americano, o autor se pergunta: a quem devem caber as coisas? Para responder a essa questão premente e planetária, o dramaturgo alemão concebe O círculo de giz caucasiano, ambientado na União Soviética daqueles dias. Duas fazendas coletivas disputam a posse de um vale fértil: a quem pertencerá por direito? Para resolver a pendenga, recorrem a um bardo local, que lhes conta a história do círculo de giz.


Por que ler

Considerado um dos autores mais importantes do século XX, Brecht dava grande importância à dimensão pedagógica de seu teatro, que caracterizam-se pelo cunho narrativo e descritivo, apresentando os acontecimentos sociais procurando ao mesmo tempo entretar e fazer refletir. Não se limita a explicar o mundo, se dispõe a modificá-lo.


Sobre o autor

Eugen Bertholt Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de fevereiro de 1898 — Berlim Leste, 15 de agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955, criador do teatro épico anti aristotélico.


Curiosidades

Em 1933, com a perseguição nazista, Brecht exilou-se da Alemanha, indo primeiro para a Suíça, depois para Paris e finalmente fixando-se na Dinamarca. Nesse período, criou "Terror e Miséria do Terceiro Reich," "A Vida de Galileu" e "Mãe Coragem e seu filhos". Com a invasão da Dinamarca pelos alemães, partiu novamente, refugiando-se agora em Nova York, em 1941.
Bertolt Brecht trabalhou em Hollywood. Dois anos após o fim da Segunda Guerra, em 1947, retornou à Europa. Instalou-se definitivamente em Berlim, em 1948. Estava na Alemanha Oriental, cujo regime comunista valorizava, enquanto estava no exílio.
Logo, porém, deu-se conta do autoritarismo policialesco que vigorava nos países do bloco soviético: pelo fato de estar mal vestido e com a barba por fazer, foi barrado pela polícia na entrada de uma solenidade que seria dada justamente em sua homenagem, conforme relata o historiador Paul Johnson, no livro "Os Intelectuais".

Outros livros do autor disponíveis na biblioteca do Sesc Pompeia:  O declínio do egoísta Johann Fatzer.
 

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