Sesc SP

postado em 17/04/2021

Tropicalista frente e verso

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Tom Zé e o jornalista italiano Pietro Scaramuzzo conversam sobre a biografia a respeito do músico brasileiro e expoente do tropicalismo


Tom Zé gosta de brincar que o jornalista italiano Pietro Scaramuzzo, tal como a figura mítica do diabo, portava um espeto. E era com esse objeto pontiagudo que ele ia fazendo o músico e compositor a falar tudo o que sabia – e quiçá, até o que não sabia. Brincadeiras à parte, o certo é que numa simbiose perfeita, o jornalista encontrou, revirou, desmontou e compreendeu frente e verso aquele que é uma das peças fundamentais da cultura brasileira do século 20. Por fim, colocou tudo no papel e, como resultado, surgiu a biografia Tom Zé, o último tropicalista, recentemente lançada pelas Edições Sesc São Paulo.

Como fica evidente no livro – também repleto de fotos, discografia e depoimentos –, o tropicalismo dos anos 1960 foi um movimento de ruptura e Tom foi um de seus maiores expoentes. Acontece que, diferente de outros artistas da época, romper continuou sendo um mote para ele mesmo após a tropicália não ter mais o apelo que tinha. Não à toa, todos os álbuns que Tom Zé lançou desde então trazem em si uma genuína inovação e inquietação, o que talvez explique porque, passadas tantas décadas, seu público continue sendo formado majoritariamente por jovens, ávidos por suas composições.

Na entrevista a seguir, Pietro Scaramuzzo e Tom Zé contam um pouco sobre como se conheceram, falam a respeito do livro e da importância de David Byrne na trajetória do músico brasileiro. Confira!

 


 

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