Sesc SP

postado em 03/09/2021

Sérgio Mamberti (1939-2021)

Sérgio Mamberti (2021) | Foto: Matheus José Maria / Sesc
Sérgio Mamberti (2021) | Foto: Matheus José Maria / Sesc

      


Morre, aos 82 anos, um referencial de ação e participação na cultura brasileira


O ator, diretor, produtor, autor e gestor cultural Sérgio Mamberti, de 82 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (3), vítima de uma de uma infecção nos pulmões. Segundo Carlos Mamberti, filho do ator, ele estava internado em São Paulo e morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos.

Com uma sólida carreira nos palcos e na TV, detentor de diversos prêmios, Sérgio Mamberti é ligado a importantes iniciativas de fomento das atividades teatrais desde o fim dos anos 1960. Após ter concluído, em 1961, a Escola de Arte Dramática (EAD) da USP, estreou profissionalmente em Antígone América, dirigido por Antônio Abujamra e produzido por Ruth Escobar, em 1962. No teatro, trabalhou e conviveu com artistas como Victor Garcia, Paulo José, Julian Beck, Plínio Marcos e Bob Wilson, entre outros. No cinema, participou de diversos sucessos, como O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerlla (1968); Toda nudez será castigada, de Arnaldo Jabor (1973); e A hora da estrela, de Suzana Amaral (1985). Participou de telenovelas de grande sucesso, desempenhando personagens importantes, como As pupilas do senhor reitor, de Lauro César Muniz (1970); Brilhante (1981) e Vale tudo (1988), de Gilberto Braga, entre outras. Na TV Cultura de São Paulo, encarnou o memorável Tio Victor da série infantil Castelo Rá-Tim-Bum, de Cao Hamburger e Flávio de Souza. A militância política também faz parte da trajetória de Mamberti, que ocupou diversos cargos dentro do Ministério da Cultura no Governo do Partido dos Trabalhadores: Secretário de Música e Artes Cênicas, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Presidente da Funarte - Fundação Nacional de Artes, Secretário de Políticas Culturais.

Tanto nas artes quanto na política, Sérgio Mamberti foi um referencial de ação e participação na cultura brasileira, reconhecimento impresso nas páginas de Sérgio Mamberti: senhor do meu tempo, autobiografia escrita a quatro mãos com o jornalista Dirceu Alves Jr. e lançada pelas Edições Sesc em abril deste ano.

 


Trecho do livro

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